Argumentações Críticas – Vídeos

Agostinho de Hipona (1) * A vida de santo Agostinho

Agostinho de Hipona (354-430), também conhecido por Aulerius Augustinus ou Aurélio Agostinho ou Santo Agostinho. A cidade de Hipona também é conhecida por Hippo Regius, em latim. É conhecido por Agostinho de Hipona por ter sido bispo desta cidade e nela falecido, e não por ter nascido nela. Suas principais obras, dentre uma vasta coleção de livros, cartas e sermões, são: “A cidade de Deus” (De civitate Dei), “Confissões”, “Sobre a trindade”, “Livre arbítrio” (De libero arbítrio), “Sobre a doutrina cristã”. Seu pensamento influenciou profundamente a primeira metade da Idade Média, no que entendemos por Patrística, uma Escola de Filosofia Medieval. Alguns entendem a Patrística não como uma Escola de Filosofia e sim como uma vertente religiosa cristã e deste modo põe o seu surgimento junto aos primeiros padres, no século I d.C. e não com o começo da Idade Média. Agostinho apresenta influências em sua juventude de estudos e participação em movimentos anteriores a sua conversão ao cristianismo, deste modo temos nele influência do maniqueísmo, neoplatonismo (em particular de Plotino), do hedonismo, do ceticismo (Nova Academia), do estoicismo. Com certeza Agostinho é o principal responsável pela união entre o pensamento greco-romano e o cristianismo. Cabe a ele trazer o filósofo Platão para o mundo cristão, adaptando as ideias deste filósofo às concepções cristãs. Há algumas doutrinas filosóficas e religiosas com as quais Agostinho terá contato e que irá, no decorrer de sua vida, desenvolver embates e escrever sobre as mesmas, demonstrando o erro e defendendo uma outra postura, coerente com o cristianismo e a universalidade da Igreja em formação. Lembramos do Maniqueísmo (século III ao IV), do Donatismo (século IV ao VII) e do Pelagismo (século V). Agostinho entende que o humano dispõe de livre arbítrio, ou seja, pensamento autônomo para tomada de decisões em sua vida, mas por ser inconstante e sujeito ao erro, necessita de iluminação divina para manter-se junto a verdade eterna dada pela revelação e fé, isto se dá pela graça de Deus. No livro “A cidade de Deus”, Agostinho argumenta que há uma cidade de Deus e uma cidade dos homens. A cidade de Deus é fundada por Abel e a cidade dos homens é fundada por Caim, fazendo uma referência ao fratricídio. Estas duas cidades convivem entre nós, pois, há aqueles que se dedicam a Deus e que irão após o fim dos dias formar a cidade de Deus e há aqueles que se dedicam às coisas do mundo e se afastam de Deus. Estas cidades estão dentro de cada pessoa, não são um lugar e sim o interior de cada um, que escolhe em qual cidade irá viver. Entende Agostinho que o Mal não tem existência ontológica própria, sendo a ausência ou afastamento do Bem. Deus é o criador de tudo, mas por ser sumamente bom, não criou o mal e este não existe em si ontologicamente, em verdade, o mal é a ausência do Bem, o afastamento de Deus. O mal cabe aos humanos a partir do seu direito de escolha provindo de seu livre arbítrio, apesar de conhecer o Bem, o humano pode escolher o Mal. Uma frase que caracteriza a relação entre fé e razão presente em Agostinho, é: “É preciso compreender para crer, e crer para compreender”. Também importante o entendimento de Agostinho no qual a fé precede a razão. Agostinho entende que a filosofia é importante para justificar e explicar os fundamentos da fé cristã, se bem que a fé era por ele vista como fundamental e que a razão estaria subordinada a revelação. A razão também teria um papel importante na conversão dos descrentes. Em Agostinho, fé e razão são complementares.

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“Agostinho de Hipona: A história, vida e filosofia de santo Agostinho”.

Patrística (1) * A filosofia na Alta Idade Média

A alta Idade Média vai do século V ao X e neste momento temos na filosofia o desenvolvimento da Patrística que recebe este nome por ser conduzida por padres da Igreja que buscavam a conciliação entre os dogmas da Igreja com a filosofia clássica greco-romana. É uma das duas divisões da Idade Média, sendo a outra a baixa Idade Média, século XI ao XV. Há quem fale ainda em uma terceira divisão, sendo esta a Idade Média Tardia (Late Middle Ages) e ocupando a parte final da baixa Idade Média, séculos XII a XV (ou iniciando no século XIII, 1250 a 1500 d.C.). Logo após a figura histórica de Jesus Cristo e o início da religião cristã, temos aqueles que divulgam, explicam e defendem a nova religião. No começo eram os apóstolos, a partir do século I d.C., que são chamados por padres apostólicos. Posteriormente teremos os padres apologistas. A filosofia medieval, no tocante as ideias provenientes do cristianismo, tem aí a sua origem que estará presente e irá se desenvolver até o final da Antiguidade. Podemos, portanto, falar em quatro momentos do pensamento cristão que irá desembocar na filosofia medieval, sendo dois anteriores a Idade Média, que seriam os padres apostólicos e os padres apologistas, e dois dentro da Idade Média, que são respectivamente a Patrística e a Escolástica. A principal orientação filosófica destes padres provinha de Platão e discípulos do mesmo até o neoplatonismo, de modo que conceitos desta filosofia, tais como “o mundo das ideias”, estavam muito presentes e havia a intenção de unificar estes conceitos com os dogmas cristãos. O “mundo das ideias” foi identificado a palavra divina ou mesmo a mente de Deus e incluiu-se o conceito cristão de revelação, pelo qual o humano poderia entender a Deus. Estes padres tinham como missão unificar a filosofia e a teologia cristã, dando sentido a dogmas, tais como: imortalidade da alma, haver um Deus único e não vários, a santíssima Trindade, a transubstanciação do corpo e sangue de Jesus Cristo no pão e vinho na eucaristia, e outros mais. Neste período histórico temos as consequências da queda do Império Romano do ocidente, a implantação do modelo feudal, o resultado das invasões germânicas (chamados de povos bárbaros pelos romanos, por serem estrangeiros, terem valores e cultura diferentes e não falarem latim) e seu estabelecimento em definitivo na região. São, portanto, muitas as transformações pelas quais passa a Europa neste período. Durante este período o uso da moeda e o comércio diminuíram drasticamente, também houve a troca das cidades pelo campo numa busca de segurança. As cidades começaram a ser menos abastecidas, também foram presas mais fáceis para saqueadores e diminuíram em tamanho. Durante este período a Igreja se afirma não somente como uma força religiosa, mas também como uma força política e econômica. Deste modo a Igreja Católica tende a se tornar uma instituição muito poderosa e toma para si o modelo romano de títulos e administração, mantendo, inclusive, sua sede em Roma, que era a capital do império.

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“Patrística: Alta Idade Média”.

Jerônimo (1) * Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo

Jerônimo (347-420) ou Eusébio Sofrônio Jerônimo ou Eusebius Sophronius Hieronymus ou Jerônimo de Estridão. Na iconografia costuma aparecer ao lado de um leão, provavelmente devido a um erro ocasionado pela semelhança dos nomes, com outro santo, mesmo com este erro, Jerônimo pode ser considerado o “leão do deserto”, já que ali passou um tempo considerável de sua vida na condição de eremita e asceta. Também a iconografia costuma representa-lo nas roupas de um cardeal ou com partes da mesma por perto, mas ele não foi ou exerceu esta função em vida. Também conhecido pelos comentários realizados junto ao Evangelho dos Hebreus, hoje perdido. Por volta de 378 – 379 foi ordenado sacerdote em Antioquia e viajou para Constantinopla para continuar estudando as escrituras tendo como guia Gregório Nazianzeno. Esteve em Roma junto à corte do papa Dâmaso I e participou do concílio de 382. Combateu algumas heresias, se posicionou a favor da doutrina da virgindade perpétua de Maria, da superioridade da castidade ao matrimônio, do ascetismo. Também cabe mencionar que apresentou um posicionamento contrário aos que seguiam os ensinamentos de Orígenes. A ele é atribuída à frase “ignorar as escrituras é ignorar a Cristo”.

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“Jerônimo: O leão do deserto”.

João Crisóstomo (1) * O clero deve dar o exemplo de pobreza e simplicidade

São João Crisóstomo (347-407), também conhecido por Boca de ouro, logo imediatamente após a morte da mãe, foi para o deserto onde ficou na condição de eremita por seis anos, sendo os últimos dois vivendo em uma caverna. Comentaristas dizem que ele decorou a Bíblia, Novo Testamento, neste período. Devido aos jejuns e às condições físicas extenuantes as quais se submeteu, acabou comprometendo seu corpo e teve de retornar à cidade, foi quando entrou para o sacerdócio e começou sua carreira na Igreja. Seus discursos eram bem feitos e populares, pois, conhecia e dominava bem a oratória em decorrência de seus estudos de retórica com Libânio. Conhecido por sua retórica eloquente e por suas homilias, das quais, oito delas (conhecidas como “Contra os judeus”) tiveram um papel decisivo no desenvolvimento do sentimento de antissemitismo entre os cristãos. Além das homilias, escreveu também alguns tratados que tiveram destaque em sua época histórica, dentre os quais cabe destacar “Sobre o sacerdócio” e “Sobre a vida monástica”. João Crisóstomo combateu o que entendia por má formação do clero, sua ambição e avareza, propondo para seu lugar uma vida de pobreza e simplicidade que sirva de exemplo para o rebanho. Atuou em prol de uma reforma dos costumes, moralizando o clero e os cristãos de sua cidade, combateu heresias e combateu a tendência do povo cristão de sua cidade de participar de festas populares e atividades não cristãs vinculadas à cultura greco-romana ou mesmo de ofícios religiosos em sinagogas judaicas.

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“João Crisóstomo: Pela reforma dos costumes e a moralização do clero”.

Ambrósio de Milão (1) * A Igreja confrontando o Império

Ambrósio de Milão (340-397), ou Aurélio Ambrósio ou Aurelius Ambrosius, foi bispo na cidade de Milão, Itália. Dialogou e exerceu a autoridade dada pela Igreja sobre o poder temporal de três imperadores romanos, afirmando a supremacia do poder da Igreja em assuntos a ela de algum modo vinculados. Também é conhecido por ter sido responsável pela conversão ao cristianismo de Agostinho de Hipona, tendo sido Ambrósio quem batizou Agostinho. Combateu o arianismo e outras heresias de seu tempo. Sofreu influência filosófica do estoicismo, e também de Orígenes, Basílio e outros padres gregos. Faz uma leitura tanto literal como alegórica do Antigo Testamento e cabe mencionar que Ambrósio aceita o credo de Nicéia. Defensor da santidade e virgindade de Maria, não somente quando da concepção, mas mesmo após o nascimento de Jesus, deste modo teríamos a virgindade perpétua de Maria. Com relação a isto, também há de defender o estado de virgindade como superior ao casamento.

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“Ambrósio de Milão: Atuação política de combate pela Igreja”.

Gregório de Nissa (1) * Unificar a fé com a razão

Gregório de Nissa (335-395), atuou como Bispo em Nissa e posteriormente em Sebaste. Dentre suas obras temos “Grande catequese”, “Contra Eunômio” e “Sobre a virgindade”. Combateu as heresias de sua época, dentre as quais o arianismo. Teve Gregório, também, grande destaque no Concílio de Constantinopla de 381, na defesa das teses doutrinárias de seu grupo, e no afastamento da doutrina ariana do seio da Igreja. Além de seu irmão (Basílio) sofreu influência de Orígenes e Platão, este último por meio do neoplatonismo. Defende o uso da filosofia associado à teologia, mas argumenta que a antiga filosofia greco-romana, afastada da palavra revelada é estéril e infrutífera. Alguns comentadores destacam que após Orígenes foi Gregório de Nissa quem melhor unificou a filosofia com a teologia e alguns o veem como um marco neste tocante até a aparição de Agostinho, como também é entendido por alguns comentadores como sendo, em virtude do uso simultâneo de argumentos de fé e razão para defender e explicar questões de teologia, comparado a Tomás de Aquino, claro está, levando-se em conta a diferença no tempo histórico entre ambos autores. Cabe destacar que conjuntamente com Gregório de Nazianzo e Basílio de Cesaréia, seu irmão mais velho, Gregório de Nissa é conhecido por ser um dos três de Capadócia. Fé e conhecimento seriam para Gregório de Nissa coisas distintas, sendo que a fé tem superioridade ao conhecimento. Deste modo, cabe à filosofia ajudar a tornar disponível o conhecimento que favoreça o melhor entendimento da fé, demonstrando, por exemplo, como é evidente a existência de Deus.

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“Gregório de Nissa: A filosofia atua para o melhor entendimento da fé”.

Basílio de Cesareia (1) * Deus é uma unidade em três pessoas

Basílio de Cesareia (329/330-379) ou são Basílio Magno ou Basílio, o grande, conjuntamente com seu irmão mais novo, Gregório de Nissa, e seu amigo, Gregório de Nazianzo, são conhecidos por “Os três capadócios”. Cabe a Basílio ser o primeiro bispo a exercer uma obra assistencial junto aos pobres. Tinha por hábito doar o que ganhava aos pobres, bem como, com donativos dados pelos mais ricos e obtidos por meio da eloquência de Basílio, fundou um conjunto formado por hospital, albergue, escola para jovens, asilos e orfanatos, em um espaço dedicado aos menos favorecidos de sua cidade, Cesareia, que ficou conhecido como Basilíada. Defensor e apoiador do credo de Niceia, combateu as heresias de sua época, como cabe citar o arianismo. Defendeu a doutrina da santíssima Trindade contra os seguidores de Ario e suas teses tiveram importância no Concílio de Constantinopla, convocado pelo imperador Teodósio e realizado no ano de 381, onde foi discutida a heresia do arianismo e a natureza do Espírito Santo. Segundo Basílio, Deus é uma unidade, uma única substância em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Simultânea unidade e distinção de Deus nas três pessoas. Não possui uma atitude hostil em relação à filosofia e a cultura greco-romana, entende que há coisas boas que podem ser aproveitadas pelo cristianismo. Na obra “Discurso aos jovens”, argumenta como é possível obter benefício da leitura dos textos clássicos e encoraja os jovens a empreender estudos sobre obras de autores gregos.

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“Basílio de Cesareia: Um dos três capadócios”.

Gregório de Nazianzo (1) * Em defesa da Santíssima Trindade

Gregório de Nazianzo ou Gregório Nazianzeno ou Gregório teólogo (329-389), parte de sua vida atuou como bispo de Constantinopla e também como bispo de Nazianzo. Sua produção literária não foi abundante e se concentrou em torno de sermões, discursos, poemas e cartas. Gregório de Nazianzeno conjuntamente com Basílio Magno e seu irmão mais novo, Gregório de Nissa, recebem o título de “os três capadócios”, pelo qual são conhecidos. Na sua obra, o discurso “Contra Juliano”, apresenta um posicionamento político religioso que se confronta diante de uma realidade cultural e política se opondo ao imperador Juliano, com relação ao seu posicionamento religioso cristão versus as religiões tradicionais romanas. Segundo o pensamento de Gregório não nos é possível entender a essência e natureza de Deus, se bem que possamos conhecer sua existência. Defende teologicamente a existência de um só Deus em três pessoas, a santíssima Trindade. Defende a fé de Nicéia contra os Arianos, deste modo dedica-se também a combater a heresia do arianismo.

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“Gregório de Nazianzo: Um Deus uno e trino”.

Eusébio de Cesareia (1) * O autor de “História Eclesiástica”

Eusébio de Cesareia ou Eusebius Pamphili ou Eusébio, amigo de Pânfilo (265-339), atuou como bispo de Cesareia, Palestina. Teve como mestre a Pânfilo, com quem conviveu em Cesareia e escreveu a “Apologia em favor de Orígenes”. Por meio de seus escritos temos os primeiros relatos da história da Igreja e do cristianismo, sendo por tal motivo tido por alguns como o “pai da história da Igreja”, em grande parte devido a sua obra “História eclesiástica”. Leu e estudou a obra de Orígenes, por quem nutria respeito e consideração como mestre. A obra “História eclesiástica” é com certeza um clássico sobre a história da Igreja nos primeiros quatro séculos após Cristo. Junto com “Atos dos Apóstolos”, é a fonte histórica mais consultada para se estudar e entender o período inicial do desenvolvimento do cristianismo. Temos um relato sobre o martírio de cristãos e sobre quem foram os primeiros bispos nas principais cidades em importância na época, bem como também sobre outros pontos históricos relevantes.

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“Eusébio de Cesareia: O pai da história da Igreja”.

Orígenes de Alexandria (1) * Há um significado oculto na Bíblia

Orígenes de Alexandria ou Orígenes de Cesareia ou Orígenes, o cristão (185-253), também conhecido a sua época pelo apelido de Adamâncio (homem de aço). Autor de uma vastíssima obra literária. Dentre o que conhecemos e dispomos: “Contra Celso” e “Tratado sobre os princípios”. Orígenes tem influência do neoplatonismo e com ele se inicia um diálogo entre filosofia e religião cristã. Sua interpretação particular da Bíblia gerou o que se convencionou chamar de “Origenismo”, doutrina esta que mais tarde no século IV foi condenada e considerada herética pela Igreja. Segundo Orígenes haveria três níveis de leitura para as escrituras: literal (ou físico, corpo), moral (ou psíquico) e espiritual (ou intelectual). Temos em suas obras uma leitura da Bíblia que se faz de modo literal e também alegórica. Busca na leitura e interpretação das escrituras um significado oculto e alegórico em cada passagem, sistematicamente. Defendia a virgindade de Maria e a necessidade do batismo, mesmo em crianças. O cristão é guiado por duas luzes, uma a luz de cristo e a outra a Igreja, que reflete a primeira, do mesmo modo que a lua reflete os raios do sol. A Bíblia é obra de Deus porque os que a escreveram foram inspirados por Deus. Orígenes vê em Pedro o fundador da Igreja e pensa que o que caracteriza o cristão é o pertencimento a esta Igreja. Existiriam duas leis, a dos homens e a de Deus. Cabe seguir a lei dos homens desde que esta não se oponha a lei de Deus, se houver oposição então deve-se seguir a lei de Deus mesmo que para isto se encontre a morte.

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“Orígenes de Alexandria: Por uma leitura da Bíblia literal e alegórica”.

Tertuliano (1) * A filosofia é adversária da fé

Tertuliano (160-220), ou Quintus Septimius Florens Tertullianus ou Quinto Septímio Florente Tertuliano, escreveu contra as heresias de sua época, como o gnosticismo, e pelo meio de sua vida se converteu ao movimento Montanismo. Há quem afirme que mais tarde fundou sua própria dissidência do movimento e que esta passou a levar seu nome (tertulianismo) até a época de Agostinho, quando foi reincorporada a Igreja. Entendia a filosofia como adversária da fé e os filósofos antigos como antecessores dos hereges (patriarcas dos hereges), estando a filosofia na origem dos desvios da fé. Há, segundo seu pensamento, uma verdadeira oposição entre fé e razão. Há uma frase que mesmo não constando nos escritos de Tertuliano, bem resume suas ideias: “Creio por ser absurdo” (Credo quia absurdum). Claro está que poderia ter escrito e ter se perdido, não chegando aos nossos dias, mas mesmo que não o tenha feito, bem poderia ter escrito esta frase e estaria plenamente coerente com seu modo de pensar. Defendeu a corporeidade de tudo que exista, incluindo aqui a alma e mesmo a Deus. Introduziu o termo “Trindade” (Trinitas) para se referir a Deus, como sendo três pessoas (também introduziu a palavra “pessoa” neste contexto) em um único ser, ou seja, pai, filho e espírito santo.

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“Tertuliano: Crer por ser absurdo”.

Marco Minúcio Felix (1) * Luta e hostilidade disfarçada contra a filosofia e o politeísmo

Marco Minúcio Felix (viveu entre 150-270), ou Marcus Minucius. Dele conhecemos somente a obra “Otávio” (Octavius), no qual se desenrola um diálogo entre dois personagens, sendo um cristão e outro pagão, enquanto um terceiro personagem, em verdade o próprio autor, Marco Minucio, se apresenta como juiz da contenda. No transcorrer do diálogo é empreendida a defesa da fé cristã e são abordadas questões deveras importantes, tais como: a existência de um deus único e providente, a razão e a fé na religião cristã, a liberdade, a esperança, a vida cristã como algo heroico. Na obra e por meio do discurso do personagem Otávio, é apresentado uma síntese do pensamento de diversos filósofos gregos no tocante à deus e este conclui que há uma evolução natural do politeísmo para o monoteísmo, já previsto, dentre outros, mesmo em Platão. Usando como argumento a ordem do universo e a natureza humana, busca provar a existência de uma providência divina. Por mais importante que seja a razão, filosofia e ciência para conhecer o mundo, torna-se também importante em virtude de nossas limitações, fazermos uso da revelação. No livro o autor defende dogmas que fazem parte do credo cristão, em oposição às crenças presentes nas religiões então aceitas no Império Romano. Defende o monoteísmo, onde temos que existe somente um Deus e não vários, como então presente nas diversas crenças politeístas. Defende que este Deus único é o criador e Senhor de tudo. Defende a ressurreição da carne e a vida eterna do corpo e alma. Também ridiculariza e antagoniza alguns filósofos, tais como Sócrates e os céticos. Sócrates é chamado de palhaço de Atenas pela sua confissão de nada saber, bem como de demônio mentiroso. Já aos céticos, os ridiculariza dizendo que continuem duvidando.

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“Marco Minúcio Felix: Um diálogo em defesa da fé cristã”.

Clemente de Alexandria (1) * A filosofia é complementar à revelação

Clemente de Alexandria (150-215/217) ou Tito Flávio Clemente, dentre as obras de sua autoria que conhecemos e que chegaram aos nossos dias, temos “Exortação aos gregos” (Protreptikos pros Ellenas), “Disposições” (Hypotyseis), “Pedagogo” (Paedagogus) e “Miscelânia” (Stromata ou Stromateis). Defendeu o cristianismo e se opôs aos gnósticos de Valentim. Argumentou a favor da fraternidade e da repartição das riquezas, bem como aceitou a ideia do livre arbítrio. Coube a ele estabelecer o programa educativo da escola catequética de Alexandria, que posteriormente seria o modelo que seria adaptado as escolas na Idade Média, formando as artes liberais, divididas em trivium e quadrivium. A verdade plena está na revelação, na vida e ensinamentos de Cristo, no entanto, outros povos tiveram acesso ao que pode ser entendido como uma preparação para a revelação, uma verdade parcial. Tal foi o caso do povo judeu com a Lei e do povo grego com a Filosofia. A filosofia não é ruim e não deve se opor a revelação, deve ser vista como complementar. Não cabe à filosofia e à Lei ultrapassar os limites da revelação dada por Jesus Cristo e a fé cristã, a razão deve ser entendida unicamente como uma auxiliar da fé cristã. Já que a filosofia é a busca da sabedoria, e que a fé e revelação nos trazem a verdade, somente a fé na revelação pode nos trazer a verdade por meio desta busca.

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“Clemente de Alexandria: Somente os bons filosofam”.

Atenágoras de Atenas (133-190), dentre suas obras temos: “Petição em favor dos cristãos” e “Tratado sobre a ressurreição dos mortos”. Defendeu a religião cristã contra o politeísmo presente nas religiões anteriormente presentes no império romano, defendendo, portanto, o monoteísmo. Defendeu em seus escritos a unicidade de Deus e a ressurreição da carne. Dentro do pensamento de Atenágoras, o humano não é sua alma e sua imortalidade não pode estar sujeita somente à imortalidade de sua alma, o humano é a soma de seu corpo com sua alma, havendo a necessidade da permanência de ambos e nisto podendo discordar de uma visão influenciada por uma leitura de Platão, na qual se pudesse afirmar somente a imortalidade da alma e não do corpo. Busca em seus escritos uma distinção entre a prova racional e o apelo a fé, separando ambas dentro de seus respectivos contextos. Cabe a ele a primeira tentativa conhecida, dentro do cristianismo, de racionalmente explicar e defender a tese de um único deus.

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“Atenágoras de Atenas: Unicidade de Deus e ressurreição da carne”.

Irineu de Lyon (1) * Contra as heresias

Irineu de Lyon (130-202) é considerado santo pela Igreja Católica, escreveu contra diversas seitas agrupadas com o nome de gnósticas (gnostikós), também defendeu os concílios episcopais para manter a união da Igreja. Dentre suas obras temos “Contra as heresias”, que chegou até a nossa época por meio de traduções e traz relato sobre como seria o gnosticismo da época. O termo “heresia” encontra em sua origem no latim o significado de “escolha” ou “opção” e veio a designar no cristianismo aqueles que se afastavam das doutrinas aceitas, sendo, portanto, suas ideias ou crenças consideradas falsas ou contrárias ou diferentes do sistema religioso então aceito. Também consta dentre as obras que dele nos chegaram, a “A exposição da pregação apostólica”.

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“Irineu de Lyon: Em defesa da união da Igreja”.

Flávio Justino (1) * A filosofia subordinada a religião cristã

Flávio Justino (100-165), também conhecido por Flavius Justinus ou Justino Mártir ou Justino de Nablus, é considerado santo pela Igreja Católica, também mártir da Igreja, pois, estando em Roma, lá foi denunciado, julgado e morreu decapitado pelo crime de ser cristão. Afirma que o que havia de bom na filosofia provinha da religião judaico-cristã, mas que somente os cristãos são detentores da verdade revelada e ensinada por Jesus Cristo. Para Justino, a filosofia é subordinada à religião cristã. A verdade encontrada na filosofia somente o é por estar de acordo com a fé, e não com a razão. Justino não via diferença entre a religião cristã e a filosofia, para ele, o cristianismo era um tipo de filosofia e a única verdadeira. Para Justino a filosofia não é entendida como uma especulação racional e sim como a busca da sabedoria que leva ao encontro de Deus e da verdade, no caso, a verdade revelada pelos escritos dos profetas e por Jesus e seus apóstolos. Justino identifica Jesus ao “logos” debatido pelos filósofos.

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“Flávio Justino: O que há de bom na filosofia provém da religião judaico-cristã”.

Inácio de Antioquia (1) * Um dos pais da Igreja, bispo e mártir

Inácio de Antioquia (35-108) atuou como bispo em Antioquia e foi discípulo do apóstolo João, tendo tido também contato com o apóstolo Paulo, tendo sucedido o apóstolo Pedro a frente da igreja de Antioquia, na Síria. Preso por ordem do imperador romano Trajano e condenado a morte no coliseu, em Roma, por meio de leões. Desta forma, Inácio é considerado pela Igreja como tendo sido bispo e mártir, bem como santo. Entende-se que Inácio foi o primeiro a usar a expressão “Igreja Católica”, aqui, católica significa “universal”. Sua obra escrita é constituída por uma coleção de cartas nas quais enfatiza a necessidade de preservar a unidade da Igreja. Entende a Jesus como o pensamento de Deus Pai, sendo gerado e não criado. Defende a existência da Santíssima Trindade, onde temos Deus, um único ser, dividido em três: Pai, Filho e Espírito Santo. Também defende a transubstanciação do corpo e sangue de Jesus na eucaristia, no pão e vinho. Também afirma que se deva trocar o sábado pelo domingo como dia a ser guardar em nome do Senhor. O pensamento de Inácio pode ser considerado um dos responsáveis pelo afastamento da antiga tradição judaica e a ruptura e separação do cristianismo, agora como uma religião independente do judaísmo e da lei judaica contida no Torá. Em vários pontos a interpretação dada as sete cartas deixadas por Inácio, pela Igreja Católica Apostólica Romana, vem a defender dogmas e normativas adotadas pela Igreja e tais interpretações são questionadas como sendo errôneas e falsas por adeptos de outras correntes cristãs. Quando estava para cumprir sua pena e desejando evitar que cristãos influentes intervissem a seu favor, formulou a seguinte frase: “Deixai-me ser a comida das feras, pelas quais me será dado desfrutar a Deus. Eu sou o trigo de Deus, é preciso que ele seja triturado pelos dentes das feras, para tornar-se pão puro de Cristo”.

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“Inácio de Antioquia: A unidade da Igreja e formação de seus principais dogmas”.

Padres Apologistas (1) * Precursores e antecedentes da Filosofia Medieval e cristã

Ao pensarmos na Idade Média podemos discorrer sobre a filosofia medieval ou sobre a filosofia cristã. A filosofia medieval sofre forte influência da cultura greco-romana e também da religião cristã. Esta última surge a partir da figura histórica de Jesus Cristo e após sua morte é espalhada primeiramente por aqueles que conviveram com Jesus e foram seus discípulos enquanto vivo. Nós chamamos a estes de padres apostólicos. Em um segundo momento teremos os padres apologistas, que irão divulgar e defender a nova religião, combatendo contra os desvios dentro do próprio cristianismo e contra as demais religiões existentes e mesmo contra a cultura greco-romana representada pela filosofia. A estes padres apologistas, precursores e antecedentes da filosofia medieval, cabe a discussão sobre as bases da religião cristã que se formava então. Partindo daqueles que se tornaram conhecidos por defender a religião cristã do século I ao V, podemos citar: Inácio de Antioquia (35-108), Flávio Justino ou Justino Mártir ou Justino de Nablus (100-165), Irineu de Lyon (130-202), Atenágoras de Atenas (133-190), Clemente de Alexandria (150-215/217), Marco Minúcio Felix (150-270), Tertuliano (160-220), Orígenes de Alexandria ou Orígenes de Cesareia ou Orígenes o Cristão (185-253), Eusébio de Cesareia ou Eusebius Pamphili ou Eusébio amigo Pânfilo (265-339), Gregório de Nazianzo ou Gregório Nazianzeno ou Gregório teólogo (329-389), Basílio de Cesareia (329/330-379), Gregório de Nissa (335-395), Ambrósio de Milão (340-397), João Crisóstomo (347-407), Jerônimo (347-420). Dentre os quinze padres apologistas citados e outros mais, cabe mencionar que nem todos se posicionaram do mesmo modo diante da filosofia e da cultura greco-romana. Alguns se mostraram indiferentes, se atendo aos fundamentos do cristianismo, outros se mostraram abertamente hostis, vendo a filosofia como uma inimiga a ser combatida e um terceiro grupo se mostrou amigável a filosofia, tentando trazê-la para o âmbito da religião cristã. A intenção inicial dos padres apologistas será a divulgação e defesa do cristianismo. Teremos alguns que terão uma atitude indiferente ou mesmo hostil para com a filosofia, que será vista como a sabedoria dos pagãos. Outros entenderão que a filosofia greco-romana e a retórica devem ser absorvidas pela Igreja Cristã, dando sustentação e explicação aos dogmas religiosos. Deste modo, a filosofia se subordina à religião cristã, não sendo verdadeira quando nega ou questiona os dogmas, mas sendo útil como instrumento de defesa da religião e como uma apresentação racional do cristianismo para uma camada mais culta e versada em filosofia da sociedade romana. Lembremos que o cristianismo começou e se expandiu pelas camadas mais simples do império romano e sem o domínio da cultura greco-romana. Esta mesma cultura erudita poderia ocasionar uma dificuldade ou resistência quanto à aceitação de uma doutrina vista como irracional e alheia ao discurso filosófico, daí a importância da filosofia para ajudar a catequizar as pessoas de classes mais elevadas dentro do império. Como consequência deste esforço que começa mesmo antes da Idade Média, teremos como resultado uma absorção da filosofia pela religião cristã, de modo que esta passa a ter um elemento de suporte racional aos seus dogmas e isto tende a permitir que pessoas mais racionais, cultas e instruídas encontrem um ponto em comum com esta religião e não a vejam em oposição ao bom gosto de quem estudou e se orgulha de suas conquistas intelectuais.

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“Introdução aos padres apologistas”.

Filosofia Medieval (1) * O surgimento da Idade Média e da Filosofia cristã

Para falarmos sobre a filosofia medieval é necessário primeiramente definir quando inicia e termina o período histórico correspondente, neste caso, a Idade Média. Também é importante definir o local onde tal ocorre, digo isto porque só é correto falarmos em Idade Média na Europa Ocidental. Podemos falar em uma alta Idade Média e uma baixa Idade Média. A alta Idade Média vai do século V ao X e a baixa Idade Média vai do século XI ao XV. Por via de regra os historiadores de línguas românicas (ou latinas) dividem a Idade Média em duas (alta e baixa) e os anglo-saxônicos em três períodos (Early Middle Ages – 476 a 1000; High Midle Ages – 1000 a 1300; Late Middle Ages – 1300 a 1500). É neste período de 10 séculos, 1.000 anos, tendo como local a Europa ocidental, que se desenrolará o que designamos como filosofia medieval. Claro está que alguns filósofos importantes e com características medievais podem não estar contidos dentro desta divisão temporal, tal é o caso, por exemplo, de santo Agostinho, mas com certeza um filósofo com características medievais e que vai marcar profundamente a alta Idade Média. Este pensamento medieval traz aspectos filosóficos mesclados com outros provindos da religião, da teologia, do cristianismo e também aspectos coerentes com o então sistema econômico vigente, o feudalismo. Neste período a grande preocupação é a religião cristã que se expande por toda a Europa e cabe a filosofia pensar de modo sincrético esta relação com a religião. Não há como isolar a filosofia medieval da religião cristã. Deste modo, as principais características da filosofia medieval encontram-se na inspiração na filosofia greco-romana, numa tentativa de unir a fé com a razão, de utilizar conceitos provenientes da filosofia grega dentro do cristianismo, e de buscar a verdade revelada e divina.

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“Filosofia Medieval: A síntese entre Idade Média, filosofia e cristianismo”.

Giordano Bruno (2) * Sua vida, filosofia, tolerância e liberdade

Giordano Bruno é um filósofo humanista e renascentista italiano cuja compreensão é importante para quem deseja entender o que é filosofia e como se deu por vezes a relação entre filosofia e religião. Entendo que a importância da filosofia se iguala a importância dada aos filósofos, daí a necessidade para quem gosta de filosofia de saber responder quem foi Giordano Bruno, qual seu pensamento e principais ideias e como estas marcaram seu tempo histórico e nos influenciam ainda hoje.

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“Giordano Bruno, o filósofo que foi queimado vivo em nome da verdade”.

Renascimento (1) * Crise de valores e retorno a Antiguidade Clássica

O Renascimento é um movimento que abrange os séculos XIV (Trecento), XV (Quattrocento) e XVI (Cinquecento), em particular na Itália, onde tem início e a partir do qual se espalha pelo restante da Europa. Nesta época passamos a ter um grande interesse e resgate da Antiguidade clássica. Também estamos diante de uma crise de valores baseada no questionamento das crenças e ideias até então vigentes e aceitas. Neste período temos o surgimento e desenvolvimento da ideia de individualidade, se contrapondo ao coletivismo e anonimato presente da Idade Média. O termo “Renascimento” é uma criação contemporânea à referida época e estudos apontam que a palavra carregando este sentido teria surgido no século XVI por meio do pintor e arquiteto italiano Giorgio Vasari. Cabe destaque especial a Leonardo da Vinci, Nicolas Machiavelli, Giordano Bruno, Galileu Galilei. O humanismo antecede o renascimento. No humanismo temos um movimento com características mais universais e cujos principais expoentes estavam restritos às letras e ao resgate e publicação de livros antigos, por vezes mantidos em mosteiros ou outros lugares vinculados à Igreja. Na Idade Média tudo gira ao redor de Deus, é o teocentrismo, já no Renascimento temos o antropocentrismo. Na Idade Média há uma tendência ao conformismo e já no Renascimento temos uma orientação ao inconformismo e ao progresso. O ascetismo se contrapondo ao hedonismo. O coletivismo dando lugar ao individualismo. Se antes a verdade estava na Bíblia e em outros escritos reconhecidos pela autoridade da Igreja, agora se encontra na ciência que começa a surgir. Em virtude do pecado original narrado na Bíblia, onde Adão e Eva se encontravam na natureza, esta era associada ao pecado, agora não mais, pois a natureza passa a ser associada ao belo. O ser-humano era visto como um equívoco, agora passa a ser entendido como o ápice da criação. A ênfase estava na fé voltada para a salvação e agora passa aos poucos para a razão e a realidade terrena. O Renascimento é um momento histórico no qual constatamos ocorrer na Europa transformações marcantes que envolvem vários aspectos da sociedade, tais como a cultura, política, economia, religião e filosofia. Estamos, também, diante do fim do feudalismo da Idade Média e o início do capitalismo por meio do mercantilismo.

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“E eis que surge o Renascimento com o resgate da Antiguidade Clássica, o questionamento das crenças aceitas e a crise dos valores”.

Isaac Newton (1) * Do ocultismo a física moderna

Isaac Newton foi físico, matemático, astrônomo, teólogo, alquimista. Entrou para a história, no entanto, somente como um matemático e físico cuja mente brilhante havia proposto leis e explicações para o movimento dos corpos e também para o movimento elíptico das órbitas dos planetas, pois, antes dele Kepler havia demonstrado por meio de observações consistentes feitas por Tycho Brahe o movimento dos planetas, mas coube a Newton apresentar uma explicação matemática convincente do fenômeno conjuntamente com a teoria da gravitação universal, pela qual um corpo atrai e é atraído por outro corpo em função da massa de ambos. Newton também é conhecido pela sua ótica e teoria da luz. O Newton alquimista e teólogo foi até recentemente ignorado propositalmente pela história. A ideia de uma força atuando a distância entre corpos recebeu uma crítica de Leibniz de que teria a ver com o ocultismo, pois eram em doutrinas ali existentes que podia se observar este conceito. Newton foi o segundo cientista a receber o título de “Sir”, anteriormente esta honraria já havia sido dada a Sir Francis Bacon. Seu livro “Philosophiae naturalis principia mathematica” (Princípios matemáticos da filosofia natural), traz importantes contribuições no tocante à mecânica clássica. Nele encontramos a formulação das três leis de Newton E também sua teoria sobre a gravidade universal. Primeira lei de Newton (Princípio de inércia) Segunda lei de Newton (Princípio fundamental da dinâmica) Terceira lei de Newton (Princípio da ação e reação) Lei da gravitação universal Newton afirma “Non fingo hypotheses”, no entanto, o que Newton fez o tempo todo foram hipóteses. Se a revolução científica começa com Copérnico, será com Newton que o então advento da ciência moderna chega ao seu ápice. As contribuições de Newton tendem a explicar uma grande quantidade de fenômenos, terrestres e celestes, a partir de um pequeno número de elementos. Os mestres do século XVIII são, indubitavelmente, Locke e Newton e sua influência irá perdurar bem além de suas vidas, perpassando toda a Europa e mesmo a América.

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“Isaac Newton: O homem, o ocultismo e as leis e explicações da física”.

Johannes Kepler (1) * Leis de Kepler e o movimento planetário

Johannes Kepler, astrônomo, astrólogo, matemático, professor, músico. Trabalhou ao lado de Tycho Brahe nos dois últimos anos de sua vida e com a morte deste veio a sucedê-lo no cargo de matemático imperial da corte do imperador Rodolfo II. É autor de “Mysterium cosmographicum” (Mistério cosmográfico), “A parte óptica da astronomia”, “Astronomia nova”, “La dióptrica”, “Harmonia do mundo”, e outros textos e livros. Kepler rompe com a ideia do movimento circular dos planetas e que havia necessidade deste movimento ser circular por ser perfeito, apresentando em seu lugar o movimento em forma de elipse. As três leis de Kepler foram posteriormente incorporadas ao sistema de Newton a partir da gravitação universal. As três leis de Kepler são a principal contribuição de Kepler para a mecânica celeste. 1º- Lei da forma elíptica ou lei das órbitas. 2º- Lei das áreas. 3º- Lei harmônica ou lei dos períodos. Kepler tende a apoiar a teoria de Copérnico e a questionar a teoria de Aristóteles e Ptolomeu, saímos do geocentrismo para o heliocentrismo, no entanto, o movimento circular dos astros é substituído por um movimento em forma de elipse. Com Copérnico, Kepler afirma que não é a Terra que está imóvel e sim o sol. E que é a Terra e os cinco planetas conhecidos, por serem vistos a olho nu, que se movem ao redor do sol. Saem os epiciclos e entram as elipses. Segundo a abordagem de Kepler, torna-se necessário observar os fenômenos, comprovar os dados, formular hipóteses, formular leis. Cabe destacar que o trabalho de Kepler envolveu vários outros temas de destaque e não somente o movimento dos planetas pelo qual ficou conhecido na história. Aperfeiçoou o telescópio de Galileu, descobriu dois novos poliedros regulares, apresentou a primeira prova do modo de funcionamento dos logaritmos, produziu tábuas astronômicas de alta precisão, etc.

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“Johannes Kepler: Pensamentos e cálculos sobre o universo”.

Tycho Brahe (1) * A revolução científica e o sistema híbrido geo-heliocêntrico

Tycho Brahe propõe um sistema que mescla parte do sistema de Ptolomeu com o de Copérnico. Ptolomeu defendia que a Terra estava imóvel no centro de um universo finito e que o sol e demais astros giravam ao seu redor e proporcionava complexos cálculos que conseguiam prever a exata posição dos planetas com erro mínimo. Já Copérnico previa que o sol seria o centro de um universo finito no qual este estaria imóvel e que a Terra e demais astros girariam ao redor do sol e também proporcionava complexos cálculos que conseguiam prever a exata posição dos planetas com erro mínimo. Segundo ambas teorias, o movimento dos astros, seja ao redor da Terra (Ptolomeu) ou do Sol (Copérnico) se daria em movimentos circulares. Coube a Tycho Brahe propor que a Terra estaria imóvel no centro de um universo finito, que todos os astros a exceção da Terra girariam ao redor do Sol, menos a Lua, que giraria somente ao redor da Terra. Que o sol e demais astros girariam em bloco ao redor da Terra. Os planetas que girariam ao redor do Sol seriam Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, na época os únicos cinco planetas conhecidos. A contribuição à astronomia e consequentemente também à filosofia, feita por Brahe, é fundamental e irá marcar seu tempo e seus continuadores. Se por um lado ajuda na derrubada do sistema geocêntrico de Ptolomeu e Aristóteles, por outro lado proporciona um abrigo seguro para os que não aceitavam o sistema de Copérnico e defendiam estar a Terra imóvel no centro do universo. Trata-se de um modelo híbrido, de modo que após sua contribuição teremos três sistemas competindo entre si e não mais somente dois.

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“Um sistema híbrido: Vida e reflexões astronômicas de Tycho Brahe”.

Galileu Galilei (1) * O surgimento da ciência moderna

Galileu Galilei (1564-1642) apresentou contribuições diversas às ciências, como, por exemplo, os estudos sobre o movimento uniformemente acelerado e sobre a periodicidade do movimento pendular. Seus principais livros foram: “Sidereus nuntius” (Mensageiro das estrelas), “Discorso intorno alle cose che stanno in su l’acqua” (Discurso sobre as coisas que estão sobre a água), “Istoria e dimostrazioni intorno alle macchie solari” (História e demonstração sobre as manchas solares), “Il saggiatore” (O ensaiador), “Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo: ptolemaico e copernicano” (Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo: ptolomaico e copernicano), e “Discorsi e dimostrazioni matematiche intorno a due nuove scienze attenenti alla maccanica et i movimenti locali” (Discurso a respeito de duas novas ciências). Cabe a ele endossar a teoria do heliocentrismo de Copérnico, por meio do telescópio que este construiu e pelo qual passou a observar os céus e realizou algumas importantes descobertas. Se fala justamente em uma revolução copernicana, mas sem diminuir o peso e importância de Copérnico, cabe destacar o papel desempenhado por Galileu na revolução científica que se iniciava. Cabe a Galileu e não a Copérnico ou Bacon ser o fundador do método científico moderno, o método hipotético dedutivo, baseado na observação por meio de experimentos controlados e do cálculo matemático preciso. Galileu nos fala em “sensata experiência e necessária demonstração” para a ciência Sensata no sentido de racional e necessária demonstração porque a linguagem do mundo é matemática. Quando se fala que Galileu é o pai da ciência moderna, isto pode ser entendido como sendo ele a adotar como instrumento para guiar o seu trabalho o “método hipotético dedutivo” e a junção de experimentos controlados com cálculos matemáticos. Cabe, portanto, a Galileu a descoberta do método experimental. Não basta observar o mundo. A mera observação dos eventos proposta pela indução não leva à ciência moderna. É necessário criar experimentos controlados para mensurar os eventos. Não se trata de observar eventos que se encontram dados no mundo a nossa volta e sim de criar artificialmente eventos a serem observados, criar um experimento que vise a testar uma prévia hipótese, como no caso do plano inclinado de Galileu para testar a velocidade de queda de objetos com massa (peso) diferentes. Cabe a Galileu e não a Copérnico ou Bacon ser o principal fundador do método científico hipotético-dedutivo e da própria ciência moderna. Claro que este teve antecedentes significativos, como Leonardo da Vinci, Copérnico e outros. Mas cabe lembrar que Copérnico em seu trabalho apresentou pouca observação empírica e se baseou mais em cálculos matemáticos, já Bacon ignorou a matemática e se ateve as observações empíricas, coube a Galileu Galilei juntar a matemática a observação empírica. Galileu entendia que a linguagem do mundo era a linguagem matemática e por meio desta era possível entender o mundo.

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“Eppur si muove: Galileu Galilei e o surgimento da ciência moderna”.

Copérnico (1) * O heliocentrismo e a revolução copernicana

Nicolau Copérnico é importante não somente para a física e astronomia, bem como para o desenvolvimento de sistemas filosóficos que fizeram uso, se inspiraram ou defenderam abertamente suas ideias. O desenvolvimento das ciências modernas é fruto do trabalho de diversos atores, mas teve um marco decisivo na assim chamada revolução copernicana, que faz uma referência ao trabalho e obra escrita de Copérnico. Sua principal obra é “De revolutionibus orbium caelestium” (Sobre as revoluções das esferas celestes). No livro impresso não há uma referência a Aristarco de Samos e o novo sistema é apresentado como uma hipótese, mas a supressão de Aristarco e a apresentação como hipótese foi uma modificação feita pela pessoa que organizou a impressão do livro, o teólogo luterano Andrés Osiander. Copérnico nesta obra se propõe a substituir o modelo astronômico de Ptolomeu por um modelo heliocêntrico. Copérnico chegou à concepção de seu sistema heliocêntrico por meio de cálculos matemáticos e da observação dos astros a olho nu (Mesmo que Copérnico tenha feito uso de alguns instrumentos, o telescópio só passa a ser usado a partir de Galileu Galilei). Para entendermos o pensamento e obra de Copérnico é necessário ter em mente que este foi vital para a elaboração subsequente da física e astronomia por meio dos trabalhos posteriores de Galileu Galilei, Tycho Brahe, Johannes Kepler e Isaac Newton, bem como, teve forte influência na obra filosófica de vários autores, dentre os quais Giordano Bruno.

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“Copérnico: A revolução copernicana”.

Ciência Moderna (1) * A revolução científica

O desenvolvimento do método científico e consequentemente da ciência moderna é algo que ocorre entre os séculos XVI e XVIII e tem como principais expoentes a Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Tycho Brahe, Johannes Kepler e Isaac Newton. O mundo estava em mudança rápida e vertiginosa, verdades tidas como eternas por tão longevas que já eram, simplesmente caíram em desgraça. O que é a verdade e como obtê-la afinal de contas? O que pode garantir que as novas verdades que irei aceitar não se mostrarão no futuro tão falsas como as que a humanidade manteve até este ponto? Esta é a dúvida do humano desta época, e por bons motivos. Ora, havia uma única religião na Europa ocidental, agora temos a separação protestante. Havia somente as pessoas residentes na Europa, África, Ásia e oriente, agora temos outras pessoas vivendo em lugares antes desconhecidos e que não constam da Bíblia. A Terra estava imóvel no centro do Universo e agora o centro passa a ser o sol e a terra gira ao seu redor. Verdades aceitas durante séculos caem por terra. Havia uma única e sólida verdade e agora há vários candidatos ao que seja esta verdade nos mais distintos campos do saber. No continente europeu surgiu um movimento de busca do conhecimento verdadeiro por meio do emprego da razão como seu maior instrumento, o Racionalismo. Tivemos na Inglaterra e Reino Unido o surgimento do Empirismo, priorizando o fato empírico, as percepções e a observação. Com destaque merecido para René Descartes no Racionalismo e Francis Bacon no Empirismo. Por sua vez, tivemos também o surgimento do método científico moderno, como uma proposta que irá aos poucos se consolidar somando observações dos fatos, elaboração de experimentos artificiais para aumento do controle sobre o que está sendo observado, uso intensivo da matemática para demonstrações e previsões. Dentro desta proposta temos presente a meta de formular teorias e construir um modelo teórico de explicação da realidade. Esta revolução começa com o estudo na área da astronomia por meio dos trabalhos de Copérnico, Tycho Brahe e Galileu e aos poucos passa a englobar a física e matemática. Com Newton passamos a ter as leis sobre o movimento e também sobre a gravitação universal, explicando e demonstrando matematicamente não somente o movimento em elipse dos planetas proposto por Kepler, dentro do modelo heliocêntrico proposto por Copérnico e defendido por Galileu, mas também todo e qualquer movimento ocorrido aqui em nosso planeta Terra. Temos também estudos e polêmicas quanto a natureza da luz, se corpuscular (Newton) ou ondulatória (Hook), além de outros estudos, pesquisas e desenvolvimentos em diversos outros campos distintos do saber. O método que hoje ainda usamos em ciência é o método de Galileu Galilei. O método hipotético dedutivo. Diante da observação do mundo e das possíveis questões que este levanta, formulamos uma hipótese, ou seja, a solução provisória de um problema. Em seguida se organiza um experimento controlado para evitar variáveis que possam influenciar o resultado e apontar para um falso resultado. Se dá um tratamento matemático, procurando por tal meio demonstrar matematicamente e prever acontecimentos. Com Kepler e Newton passamos a falar em “leis” sempre válidas diante de certas condições.

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Leia: “O início da ciência moderna”.

David Hume (2) * Filosofia, Empirismo, conhecimento e ceticismo em Hume

David Hume, dentre seus principais livros podemos citar “Tratado da natureza humana”, “Investigação sobre o entendimento humano”, “Investigação sobre os princípios da moral”, “Ensaios, moral, político e literário”, “Diálogos sobre a religião natural”, “História da Inglaterra”, (quando da publicação se chamava “História da Grã-Bretanha”. Posteriormente mudando o título para “História da Inglaterra da invasão de Júlio César até a revolução gloriosa de 1688”). A ontologia presente ao sistema filosófico empirista de Hume se baseia unicamente na percepção, a qual por sua vez se divide em duas classes: as impressões e as ideias. As primeiras se dão quando diante do objeto e são bem mais vívidas, já as segundas se dão na ausência do objeto, como se lembranças deste fossem. Hume deve ser entendido como empirista, pois, segundo este, todos os nossos conceitos devem ser fundados na experiência. Hume há de negar a existência de ideias inatas e afirmar que todo o nosso conhecimento provém da percepção e experiência. Nosso conhecimento é obtido primeiramente pela percepção, pela qual obtemos impressões que virão a formar ideias simples que uma vez agrupadas virão a formar ideias complexas. Claro que podemos ter impressões simples e complexas (por exemplo: quando olhamos de longe toda uma cidade ou quando observamos o amanhecer de um belo dia de sol no campo) de acordo com o objeto diante de nós e que impressões complexas irão originar ideias também complexas. A agrupação de ideias não se dá de modo fortuito, segue regras que determinam a atração existente entre as mesmas, deste modo podemos falar que a associação de ideias se dá por três regras ou princípios, a saber: por semelhança ou dessemelhança, por proximidade no tempo e espaço, e por relação de causa e efeito. Hume faz uma crítica a toda filosofia ou teologia dogmática, baseada em verdades não confirmadas e inquestionáveis. Critica também de modo destrutivo as ideias de “eu”, “Deus” e “substância”, pois, não são ideias simples e sim complexas, mas como todas as ideias, oriundas da percepção. Por mais que pesquisemos não encontramos uma impressão de “eu” ou de “Deus” ou de “substância”, são ideias sem uma impressão correspondente e não são ideias simples e sim complexas, onde temos o somatório de várias ideias distintas. No caso da ideia de “eu” não há sequer uma constância e permanência das ideias que somadas irão formar este “eu”. Temos um feixe de ideias impermanentes. Também apresenta crítica a ideia de causa e efeito, pois, segundo Hume nós não percebemos este momento onde algo se faça causa de algum efeito e sim uma sucessão de percepções no tempo e espaço. Ele nega uma validade ontológica para a causalidade, vendo na mesma somente a presença de aspectos psicológicos e empíricos, ou seja, pela repetição da experiência da sucessão de dado fato após a ocorrência de algo passamos a acreditar que o mesmo deverá continuar a ocorrer no futuro, que o futuro será igual ao passado.

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“David Hume: A filosofia e o Empirismo defendido por Hume”.

Hobbes (2) Locke (3) Rousseau (2) * O contrato social

Thomas Hobbes é conhecido por ser o autor dos livros “De Civi” (Do cidadão ou Elementos da lei natural e política), “Leviathan” (Leviatã), “De corpore” (O corpo), “De homine” (O homem). Teve contato com vários pensadores eminentes, aos quais cabe destacar Descartes e Galileu Galilei. Esteve sempre em convívio próximo e de amizade com a nobreza e família real inglesa, trabalhou como professor e empreendeu viagens a Europa a par com filhos da realeza, incluso o posterior rei da Inglaterra, Carlos II. No Leviatã, Hobbes apresenta o ser humano como uma criatura egoísta, egocêntrica e insegura. No estado de natureza não possui leis ou limites a não ser as limitações de sua própria força e esperteza diante da de outro, também não cabe falar na presença de um conceito de justiça. Em estado de natureza segue-se o predomínio das paixões e da busca por atender aos seus próprios desejos, para frear um pouco a isto temos somente a razão natural. Segundo o pensamento de Hobbes sobre o estado de natureza, neste haveria a guerra de todos contra todos, daí a necessidade da sociedade ordenada e da formação da sociedade civil. Ainda segundo Hobbes, o homem é o lobo do homem, “homo homini lúpus”. Um governo central forte baseado na autoridade de um monarca absoluto tende a evitar guerras civis e criar um ambiente de paz e prosperidade. A natureza humana está centrada em seus próprios interesses, daí a importância da saída do estado de natureza para a constituição de um Estado por meio do contrato social no qual todas as partes envolvidas cedem seu direito particular para uma pessoa ou assembleia que irá constituir o Estado, o governo, a sociedade civil.

A sociedade civil, formada pela união das diversas pessoas sob a autoridade de um governo, surge por meio do contrato social. Seguindo a tradição contratualista iniciada por Thomas Hobbes, também Locke entende que a sociedade civil teve sua origem em um contrato social, mas difere profundamente de Hobbes em vários pontos. Locke propõe a separação entre a Igreja e o Estado para que se possa preservar a tolerância religiosa para todas as religiões. Locke há de adotar que a sociedade civil não é um estado natural e sim criado artificialmente por meio de um pacto social, quando o ser humano sai do estado de natureza para a sociedade civil regulada por leis. Quanto à liberdade, esta consiste no poder de fazer ou não fazer algo, por meio de decisão oriunda de nosso pensamento e ação voluntária. O “querer” passa a ser entendido como um ato da vontade. Locke se mostra como defensor da liberdade religiosa e filosófica, propondo a tolerância. Locke também pode ser percebido por nós, hoje, como representante do Empirismo, do individualismo liberal, da monarquia constitucional e do governo representativo. Crítico do absolutismo monárquico e do direito divino dos reis. Cabe a Locke, também, propor a divisão do poder do Estado em três: executivo, legislativo e judiciário. No entanto, tal divisão do poder é distinta da proposta posteriormente por Montesquieu, onde há pesos e contrapesos para que os poderes se equilibrem e se fiscalizem mutuamente.

Jean-Jacques Rousseau é um importante filósofo do Iluminismo na França do século XVIII e suas ideias tiveram papel de destaque na revolução francesa, em particular na ala mais radical. Para este filósofo o ser humano em estado de natureza é bom e portanto devemos pautar a educação e a religião mais próximas na natureza. É também na natureza que encontramos a total liberdade. Já as instituições sociais, a sociedade, corrompe e é por ela que temos contato com o mal e a falsidade. Nossa liberdade no estado de natureza consiste basicamente em ter nossas necessidades básicas atendidas. Rousseau é um precursor do Romantismo. Rousseau nos fala da vontade popular ou vontade geral, que se daria por meio das assembleias, onde teríamos a vontade soberana da maioria. Seus principais livros são: Emilio; Nova Heloisa; Contrato social; Discurso sobre a origem da desigualdade. Segundo Rousseau a origem de todo o mal se daria com o advento da propriedade privada.

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“Thomas Hobbes: A formação da sociedade civil, o Leviatã, o medo, o poder e a liberdade”.

“Da tábula rasa ao contrato social, o Empirismo de John Locke”.

“Rousseau: Quase esquerda, protótipo do que virá”.

David Hume (1) * Principais ideias de Hume

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David Hume (1711-1776), Edimburgo, Escócia. Representante do Empirismo e também do ceticismo moderno, pode também ser considerado um filósofo iluminista escocês. Dentre seus principais livros podemos citar “Tratado da natureza humana”, em três volumes: 1- do entendimento, 2- das paixões, 3- da moral, os dois primeiros de 1739 e o terceiro de 1740, “Investigação sobre o entendimento humano”, de 1748, “Investigação sobre os princípios da moral”, de 1751, “Ensaios, moral, político e literário”, de 1741-1742, “Diálogos sobre a religião natural”, de 1779 (publicação póstuma), “História da Inglaterra”, de 1754-1761, originalmente publicada em seis volumes e posteriormente dividida por oito volumes (quando da publicação dos dois primeiros volumes se chamava “História da Grã-Bretanha”. Posteriormente optou por ampliar este trabalho por sugestão do editor pelo sucesso que estava obtendo por parte dos leitores, mudando então o título para “História da Inglaterra da invasão de Júlio César até a revolução gloriosa de 1688”). Importante também nos atermos ao que se convencionou chamar de “navalha de Hume” ou “guilhotina de Hume” ou “lei de Hume” ou “problema do ser e dever ser em Hume”. Por “navalha de Hume” se entende a argumentação por este proposta, segundo a qual não podemos do “ser” propor o “dever ser”. É ilegítimo de uma proposição descritiva passar a uma proposição prescritiva. Em parte devido a filosofia de Kant que se seguiu a de Hume, este passou a ser mais conhecido por suas contribuições dentro da área da epistemologia ou teoria do conhecimento, mas cabe deixar claro que Hume apresenta contribuições também em outras áreas, tais como o direito, ao discutir a questão do ser e do dever ser moral e negar este segundo, também contribuições na área da religião e teologia, na área da história, na área da política ao negar a tese do contrato social ou de uma constituição primitiva da qual se originaria as demais, e outras áreas de interesse onde este filósofo se faz presente e atuante. Hume há de negar a existência de ideias inatas e afirmar que todo o nosso conhecimento provém da percepção e experiência. Nosso conhecimento é obtido primeiramente pela percepção, pela qual obtemos impressões que virão a formar ideias simples que uma vez agrupadas virão a formar ideias complexas.

Em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico” você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia:

“David Hume: A filosofia e o Empirismo defendido por Hume”.

Berkeley (1) * Ser é ser percebido!

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George Berkeley (1685-1753) tem como principais obras: “Tratado sobre os princípios do entendimento humano”, de 1710, “Três diálogos entre Hylas e Philonous”, de 1713, “De motu”, de 1721, “Alciphron”, de 1732, “O analista”, de 1734, “Siris”, de 1744. Filósofo, mas também homem religioso, atuou como bispo da Igreja Anglicana e teve sincera preocupação com o crescimento do ateísmo e deísmo em sua época. Acreditava que o materialismo então presente em diversas teorias filosóficas desde Descartes, passando por Malebranche, Locke, Boyle e Newton era o grande responsável pelo afastamento de Deus e da vida espiritual de modo que imaginou que destruindo o conceito de matéria e mesmo de substância estaria destruindo as bases do ateísmo. Berkeley há de negar a matéria, sua filosofia, inclusive, é por ele chamada de “imaterialismo”, numa clara referência a oposição que este fará em seu sistema a existência da matéria. Podemos dizer de um modo geral que as principais teses metafísicas defendidas pela filosofia de Berkeley são, respectivamente: 1- negação da ideia de substância, 2- negação da matéria, daí o imaterialismo, 3- negação das ideias abstratas, 4- negação das qualidades sensoriais primárias de Locke, todas as qualidades seriam secundárias, 5- afirmação de que “ser é ser percebido”, 6- existência somente de ideias passivas, percebidas, e espíritos (mente, entendimento, alma) ativos, percebedores.

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“George Berkeley: A matéria não existe, ser é ser percebido”.

John Locke (1) * Filosofia e Empirismo

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John Locke (1632-1704) tem como suas principais obras o “Um ensaio sobre o entendimento humano” (An Essay concerning Human Understanding), de 1689, “Ensaio sobre a tolerância”, de 1666, “Dois tratados sobre o governo”, de 1689, dentre outros trabalhos. Os dois principais problemas tratados pela filosofia de Locke são a origem e o valor do conhecimento. Quanto à origem das ideias, Locke nega a possibilidade da existência de ideias inatas e nos afirma que todo o nosso conhecimento provém de nossos sentidos e experiência e que nossa mente ou intelecto antes de qualquer experiência é uma tabula rasa na qual nada está escrito. As ideias que temos, por sua vez, podem ser divididas em simples e complexas, entendemos que as ideias simples provêm da experiência externa (sensação) ou interna (reflexão). Já por ideia complexa entendemos a combinação, comparação e ordenamento de ideias simples. Segundo Locke, teríamos qualidades sensoriais primárias e qualidades sensoriais secundárias. As qualidades primárias representam as coisas tais como elas de fato são. As qualidades primárias são inerentes à coisa em si, mas as qualidades sensoriais secundárias tendem a variar de pessoa para pessoa. Também em problemas e soluções levantados por outros pensadores, tais como Berkeley e Hume, vemos a presença de uma leitura atenta às consequências do pensamento de Locke. Todo o desenvolvimento do liberalismo político posterior é devedor das ideias propostas por Locke, que irão formar par com as ideias de Adam Smith sobre o liberalismo econômico em um todo coerente.

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“Da tábula rasa ao contrato social, o Empirismo de John Locke”.

Thomas Hobbes (1) * O Leviatã e a formação da sociedade civil

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Thomas Hobbes (1588-1679) é conhecido por ser o autor dos livros “De Civi” (Do cidadão ou Elementos da lei natural e política), de 1642, “Leviathan” (Leviatã), de 1651, “De corpore” (O corpo), de 1655, “De homine” (O homem), de 1658. Teve contato com vários pensadores eminentes na Europa, em particular na França e Itália, aos quais cabe destacar Descartes e Galileu Galilei. Desenvolveu o gosto pelas matemáticas, em particular a álgebra, e também pelas ideias mecanicistas. Esteve sempre em convívio próximo e de amizade com a nobreza e família real inglesa, trabalhou como professor e empreendeu viagens a Europa a par com filhos da realeza, incluso o posterior rei da Inglaterra, Carlos II. Para Hobbes não existem ideias inatas e todo o conhecimento que possuímos provém de nossos sentidos e da percepção que temos por meio da experiência, o que vem a caracterizar Hobbes como empirista, se bem que não faça uso do método indutivo proposto por Bacon e prefira a dedução, tal como proposta por Galileu Galilei e Descartes. Também busca uma explicação mecânica e matemática para tudo, inclusive fazendo uso da ideia de que tudo é composto por corpos (o que nos lembra da antiga teoria dos átomos) e movimento. O título do livro “Leviatã” faz alusão a uma criatura mítica. Como metáfora, sugere pelo título que o monarca é o leviatã todo poderoso que governa e protege seus súditos. Neste livro Hobbes irá nos falar do estado de natureza no qual se encontrariam os seres humanos antes da criação da sociedade civil e do contrato social que fundou esta sociedade. Hobbes, portanto, passa a ser deste modo o primeiro filósofo a propor a ideia segundo a qual haveria um contrato social na base da formação de nossa sociedade civil e, portanto, passa a ser considerado hoje como um dos filósofos contratualistas. No Leviatã, Hobbes apresenta o ser humano como uma criatura egoísta, egocêntrica e insegura. No estado de natureza não possui leis ou limites a não ser as limitações de sua própria força e esperteza diante da de outro, também não cabe falar na presença de um conceito de justiça. Em estado de natureza segue-se o predomínio das paixões e da busca por atender aos seus próprios desejos, para frear um pouco a isto temos somente a razão natural. Segundo o pensamento de Hobbes sobre o estado de natureza, neste haveria a guerra de todos contra todos, daí a necessidade da sociedade ordenada e da formação do Estado. Ainda segundo Hobbes, o homem é o lobo do homem, “homo homini lúpus”. Um governo central forte baseado na autoridade de um monarca absoluto tende a evitar guerras civis e criar um ambiente de paz e prosperidade. A natureza humana está centrada em seus próprios interesses, daí a importância da saída do estado de natureza para a constituição de um Estado por meio do contrato social no qual todas as partes envolvidas cedem seu direito particular para uma pessoa ou assembleia que irá constituir o Estado, o governo, a sociedade civil. A sociedade civil, formada pela união das diversas pessoas sob a autoridade de um governo, surge por meio do contrato social.

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“Thomas Hobbes: A formação da sociedade civil, o Leviatã, o medo, o poder e a liberdade”.

Francis Bacon (1) * O método indutivo e o Empirismo

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Francis Bacon (Londres, 22 de janeiro de 1561- Londres, 9 de abril de 1626) se propõe a criar um novo método investigativo, indutivo, para obtenção do saber verdadeiro. Pode com certeza ser considerado o fundador da escola inglesa de filosofia intitulada “Empirismo”. Dentre suas principais obras cabe citar o livro “Novum organum”, parte integrante da obra maior e inacabada “Instauratio magna” (grande instauração ou estabelecimento). Bacon entende que a ciência é algo prático e que saber é poder. Por meio do conhecimento oriundo das ciências podemos alcançar poder sobre a natureza. O método proposto por Bacon possui duas partes, sendo a primeira destrutiva ou negativa e a segunda construtiva ou positiva. Visando atender as exigências da parte negativa ou destrutiva de seu método e eliminar tudo que prejudique a obtenção do saber verdadeiro, propõe os quatro ídolos presentes na ciência ou nos cientistas enquanto prejuízos ou falsas noções que direcionam ao erro. A fonte de nossos erros se encontra em quatro ídolos ou falsas imagens, a saber: 1- idola tribos (Tribo – referência a nossa espécie), 2- idola specus (Caverna – referência à caverna de Platão, alegoria apresentada no livro “A república”), 3- idola fori (Mercado – referência à praça pública), e 4- idola theatri (Teatro).

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“Francis Bacon: O método e as etapas do saber e do conhecimento verdadeiro”.

Filosofia Empirismo (1) * Qual o significado e importância do Empirismo na Filosofia?

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O termo “Empirismo” é proveniente em sua origem do grego “empeiria” e posteriormente do latim “experientia” e significa “experiência”. Suas origens podem ser remontadas a Antiguidade clássica e em particular ao filósofo Aristóteles, mas atualmente o termo tende a designar uma Escola filosófica da Idade Moderna. Inclusive, a expressão “tábula rasa”, muitas vezes atribuída ao filósofo Locke no século XVIII, pertence em verdade ao filósofo Aristóteles. Trata-se de um importante movimento filosófico que se contrapõe ao Racionalismo predominante no continente Europeu. Ambas correntes filosóficas se dão no decorrer dos séculos XVII e XVIII, sendo que no Empirismo seus principais representantes encontram-se no Reino Unido e seu pensamento irá ser importante, também, no decorrer do século XVIII incorporado ao Iluminismo ou Ilustração, em particular na França entre a morte do rei Luís XIV e a Revolução Francesa. Os principais representantes deste movimento na filosofia são: Francis Bacon (1561-1626), Thomas Hobbes (1588-1679), John Locke (1632-1704), George Berkeley (1685-1753), David Hume (1711-1776). Eles defendem por linhas gerais que todo o conhecimento que possuímos provém das experiências que temos e que, portanto, não existem ideias inatas que já nasceriam conosco e que de alguma forma já saberíamos, mesmo que precisássemos ativar ou relembrar as mesmas. Nosso conhecimento provém dos sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato) pelos quais temos contato com o mundo. Temos ideias em nosso entendimento, mas estas ideias não são inatas e sim provenientes da experiência por meio dos sentidos e também da reflexão racional ou do modo como nossos processos cognitivos percebem estas ideias, ou mesmo sensações em nosso corpo, tais como dor, prazer, amor, ódio, etc. A filosofia e o Empirismo enquanto corrente filosófica está presente em concursos vestibulares e no Enem, sendo cada vez mais requisitada em diversas situações. Aqui temos uma vídeo aula de filosofia sobre empirismo dentro de uma ideia mais ampla de um curso de filosofia a partir de vários vídeos sequenciais em playlists acompanhados de material de apoio (artigos e textos) disponíveis em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico”. A partir desta vídeo aula nos propomos a responder o que é o empirismo, seu conceito, significado e importância na filosofia, bem como suas principais características e qual o problema por ele tratado. O empirismo em filosofia há de destacar a importância da experiência e das sensações para o conhecimento do mundo circundante. Esta é a primeira de várias aulas sobre o tema que estarão presentes na playlist Empirismo.

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“Qual é a importância do Empirismo em filosofia?”.

Spinoza (5) * Tratado teológico-político e outros temas críticos e religiosos

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Baruch Spinoza é um importante filósofo representante do movimento intitulado Racionalismo, então presente no século XVII e XVIII, e nesta vídeo aula abordamos o seu pensamento mais relevante e em particular tendo como base o livro “Tratado teológico-político” onde o filósofo tece fortes críticas a religião dogmática baseada em textos considerados sagrados pelos fiéis. Discorremos sobre substância, atributos e modos, explicando cada um, falamos sobre Deus e que para Spinoza Deus é imanente e não transcendente, discutimos se seria procedente ou não chamar a Spinoza por panteísta ou ver nele a presença do ateísmo ou se seria mais correto simplesmente entende-lo como monoteísta. Cada vez mais a filosofia é cobrada em vestibulares e no enem e o Racionalismo tem a sua presença e importância em tais concursos, o que torna cada vez mais interessante conhecer os pensadores representantes do Racionalismo. Também a discussão sobre Deus, ética e liberdade na filosofia de Spinoza é algo que agrega não somente conhecimento mas também nos permite questionar nossa própria existência e modo de vida, valores e mesmo o determinismo e a liberdade diante da vida, de nossa vida. Conhecer como Spinoza aborda o conceito de conatus nos prepara para melhor entender a filosofia moderna. E por todos estes motivos recomendo este e outros vídeos sobre Racionalismo e Spinoza em particular que estão aqui presentes neste canal, bem como os artigos que escrevi e deixei em meus blogs. Seus comentários serão bem vindos.

Em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico” você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia:

“O deus de Spinoza na filosofia e na cultura popular”

“Baruch Spinoza: A liberdade de Deus e de todos os homens e mulheres”

Malebranche (2) * Alma caminhante, visão em Deus e ocasionalismo

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Este é o segundo vídeo sobre Malebranche e nesta vídeo aula deste curso de filosofia trataremos especificamente de três pontos dentro da filosofia e Racionalismo de Nicolas Malebranche, a saber: 1- ocasionalismo, 2- visão em Deus, e 3- alma caminhante. Nicolas Malebranche (1638-1715) é um importante filósofo dentro do movimento conhecido por Racionalismo e dele são as ideias da “alma caminhante”, “da visão em Deus” e do “ocasionalismo”. Segundo este pensador, toda causa está em Deus, pois, causar é criar e quem tem o poder de criar é Deus. Hoje, com a preocupação de se preparar para vestibulares e para o enem, onde a filosofia vem ganhando aos poucos um lugar de destaque, torna-se interessante a todos conhecer um pouco mais sobre os filósofos do século XVII que vieram a compor o Racionalismo, a começar por René Descartes e como seus contemporâneos entenderam e desenvolveram com nuances próprias as suas ideias, como no caso de Malebranche. Seu principal livro é “De la recherche de la verité” ou “A busca da verdade”, onde expõe sua filosofia e teoria, suas principais ideias filosóficas e neste vídeo iremos explicar como tal filosofia se desenvolve. O pensamento, as frases, a teoria e a biografia destes grandes filósofos é deveras importante para todo estudante sincero de filosofia que queira também entender melhor o nosso próprio tempo. No caso de Malebranche, devemos lembrar que trata-se de um filósofo cristão. Esta vídeo aula de filosofia sobre Malebranche se encaixa em um verdadeiro curso de filosofia onde abordamos diversos filósofos dentro de separação por playlists e com material de apoio disponível nos blogs (textos / artigos).

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“Racionalismo e ocasionalismo em Nicolas Malebranche: Toda causa está em Deus”.

Christian Wolff (1) * Filosofia e Racionalismo no filósofo alemão Christian Wolff

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Christian Wolff é um importante filósofo alemão do século XVIII e mesmo podemos dizer que é o mais importante filósofo alemão entre Leibniz e Kant. Nele temos não somente um representante do Racionalismo na filosofia, cujo início se deu com René Descartes, mas também um renovador da tradição escolástica. Dentre seus principais livros podemos citar: “Metafísica alemã”, “Discurso preliminar sobre a filosofia em geral” (Lógica alemã), “Filosofia primeira ou ontologia, tratado do método científico” (Ontologia latina), “Psychologia empírica”, “Psychologia rationalis”. Ele foi o introdutor dos conceitos de “atenção”, “consciência”, “representação”, além de propor a divisão da psicologia entre racional e empírica e argumentar a favor de uma psicometria. Também pode ser visto como representante da ilustração ou iluminismo na Alemanha. Se mostra hoje como importante dentro da historiografia da psicologia, bem como para o estudo sobre Racionalismo em filosofia visando a preparação para vestibulares e mesmo para o enem. Wolff é importante não somente na filosofia, no Racionalismo, na Ilustração e na história da psicologia, mas também pelos conceitos e argumentação em torno dos três níveis de conhecimento que propõe, do desenvolvimento dos princípios de lógica por ele adotados e desenvolvidos, pela explicação dada com relação a ética e felicidade vinculadas a filosofia, e mesmo pela prova de nossa existência e a finalidade da filosofia por ele defendida. Na ontologia, metafísica e mesmo na ética Wolff tem destaque e importância sem igual para quem se dedica ao estudo da filosofia. Sua máxima cabe aqui mencionar: “todo o real é racional e todo o racional é real”.

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“A importância e as ideias de Christian Wolff para o Racionalismo na filosofia e a história da psicologia”.

Leibniz (1) * Filosofia, Racionalismo e mônadas

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Gottfried Wilhelm Leibniz é um importante filósofo racionalista do século XVII e início do XVIII e sua obra é deveras importante para entender o que foi o Racionalismo na filosofia, bem como, importante também em sua filosofia temos a teoria do conhecimento, princípios de lógica, o cálculo integral e infinitesimal, a metafísica, as mônadas e monadologia. Este vídeo é destinado para quem deseja entender o pensamento e obra de Leibniz, o que Leibniz defendia, e as principais contribuições de Leibniz para a filosofia. Na filosofia criada por Leibniz temos o triângulo harmonioso, a monadologia, o cálculo infinitesimal e integral, e a ideia da harmonia pré-estabelecida. Em um momento em que a filosofia está cada vez mais presentes nos vestibulares para as faculdades, para concursos e mesmo para o enem, saber mais sobre a filosofia de Leibniz é vital para não ficar para trás na corrida de nossas vidas. A proposta deste vídeo é apresentar a teoria filosófica de Leibniz, seus princípios e sua metafísica. Como Leibniz concebe Deus? Qual a importância da lógica para Leibniz? Como Leibniz explica o mal? Como se dá a teoria do conhecimento em Leibniz? Estas e outras questões de vital importância são aqui abordadas e desvendadas.

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“O que defendia e principais contribuições de Leibniz para a filosofia”.

Malebranche (1) * A busca da verdade, o ocasionalismo e Racionalismo em Nicolas Malebranche

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Nicolas Malebranche (1638-1715) é um importante filósofo dentro do movimento conhecido por Racionalismo e dele são as ideias da “alma caminhante”, “da visão em Deus” e do “ocasionalismo”. Segundo este pensador, toda causa está em Deus, pois, causar é criar e quem tem o poder de criar é Deus. Hoje, com a preocupação de se preparar para vestibulares e para o enem, onde a filosofia vem ganhando aos poucos um lugar de destaque, torna-se interessante a todos conhecer um pouco mais sobre os filósofos do século XVII que vieram a compor o Racionalismo, a começar por René Descartes e como seus contemporâneos entenderam e desenvolveram com nuances próprias as suas ideias, como no caso de Malebranche. Seu principal livro é “De la recherche de la verité” ou “A busca da verdade”, onde expõe sua filosofia e teoria, suas principais ideias filosóficas e neste vídeo iremos explicar como tal filosofia se desenvolve. O pensamento, as frases, a teoria e a biografia destes grandes filósofos é deveras importante para todo estudante sincero de filosofia que queira também entender melhor o nosso próprio tempo. No caso de Malebranche, devemos lembrar que trata-se de um filósofo cristão. Esta vídeo aula de filosofia sobre Malebranche se encaixa em um verdadeiro curso de filosofia onde abordamos diversos filósofos dentro de separação por playlists e com material de apoio disponível nos blogs (textos / artigos).

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“Racionalismo e ocasionalismo em Nicolas Malebranche: Toda causa está em Deus”.

René Descartes (3) * Racionalismo e principais ideias na filosofia

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O filósofo René Descartes é um pensador atual e importante que continua a ser cobrado quando se estuda filosofia para vestibulares ou mesmo para o enem e sua importância vai além da prestação de concursos, pois é possível e interessante aplicar em nossas vidas parte considerável de suas ideias. Daí a importância de conhecermos suas obras, biografia, ideias, frases e mesmo o resumo de suas principais ideias, o que Descartes pensou e qual foi a sua importância para a filosofia. Dentre suas obras, as principais que devem ser lidas e são aqui apresentadas nesta vídeo aula, temos: “Discurso sobre o método”, “Meditações metafísicas”, e “Princípios de filosofia”. A famosa frase de Descartes, conclusão de suas meditações, “cogito ergo sum”, traduzida no Brasil por “penso, logo existo” na verdade teria melhor tradução por “penso, logo sou” e explicamos seu significado neste curso de filosofia sobre o Racionalismo. Não somente na filosofia, mas na educação e na psicologia ou mesmo em outros campos do saber (como as matemáticas com o plano cartesiano) a obra de Descartes se mantém atual e de grande interesse. É importante conhecer o pensamento de Descartes, suas quatro regras, sua filosofia e principais ideias se queremos entender o mundo no qual hoje vivemos.

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1- “O filósofo René Descartes, ou, se o preferirem: “Diretora, por favor, o professor Silvério está falando sobre o capeta em sala de aula”.

2- “O Racionalismo e as ideias de René Descartes”.

Filosofia Racionalismo (1) * O que o Racionalismo defende e suas principais ideias

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O Racionalismo é um importante movimento do século XVII que irá marcar profundamente a filosofia até os presentes dias e se tornar presente diante da filosofia moderna e contemporânea, de modo que torna-se importante saber sobre este movimento, o que o Racionalismo defende?, Quais as principais ideias do Racionalismo?, Qual a importância do Racionalismo na filosofia?, O que diferencia o Racionalismo do Empirismo?, O que é o Racionalismo cartesiano?, O que é o Racionalismo moderno?, Qual a principal ideia e qual o significado do Racionalismo?, O que significa ser um racionalista?, Que exemplo ou exemplos podemos dar de Racionalismo?, Quais os filósofos racionalistas? Visando responder a estas perguntas e outras mais apresentamos não somente este vídeo aula, mas um curso completo de filosofia do Racionalismo, cujo primeiro vídeo é este e teremos vários outros, um por semana, toda quarta-feira ao meio dia visando compor a playlist “Racionalismo” que será acompanhada por diversos artigos / textos em meus dois blogs sobre os respectivos temas tratados nos vídeos. É inegável a importância do Racionalismo hoje, não somente na filosofia, mas também levando em consideração que por vezes estão presentes em pontos de estudo como a filosofia para vestibulares ou a filosofia para o enem, tornando muito importante o estudo e a compreensão dos principais temas relevantes presentes ao Racionalismo em filosofia. Aliás, mesmo em áreas próximas da filosofia, como, por exemplo, a psicologia e a sociologia, torna-se importante o conhecimento sobre o que foi e o que é o Racionalismo, sua história, seu método de análise e demonstração, sua lógica e também matemática dele oriunda. Conhecer as vertentes do Racionalismo voltadas a metafísica, a epistemologia, a ética e ao psicologismo. Uma compreensão da importância deste movimento filosófico fará com que vislumbremos a importância que este traz aos questionamentos e a ênfase na autoridade da razão, pois, toda busca da verdade e do conhecimento verdadeiro se daria pela razão, sendo esta o caminho, o fundamento e a base da verdade, cujo garantidor é Deus. Um Deus não pessoal, mas sim inteligível e cristão. Temos no Racionalismo um método de análise, dedução, demonstração que nos permite chegar a verdade e não sermos enganados. Também a demonstração que parte de nosso conhecimento é proveniente de ideias inatas, não adquiridas, ideias a priori.

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Denis Diderot (2) * Iluminismo, enciclopédia, filosofia e pensamentos de Denis Diderot

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Neste vídeo abordamos a obra do filósofo iluminista Denis Diderot (1713-1784), em particular seu trabalho intitulado “Carta sobre os cegos para uso dos que vêem” do ano de 1749. Obra esta responsável pela prisão de Diderot no castelo de Vincennes em 1749. muito presente em Diderot e nesta obra temos o empirismo, o sensacionismo ou sensualismo, doutrina pela qual todo o conhecimento provém das nossas sensações e que marca o materialismo neste filósofo. O livro tem como ponto de partida uma pergunta feita em carta de Molyneux para Locke e que foi abordada no “Ensaio sobre o entendimento humano”, a questão é se um cego de nascença após uma cirurgia que retornasse sua visão voltaria de fato a enxergar e como o faria. Diderot aproveita a oportunidade para argumentar em prol de relativizar as ideias, opiniões e verdades aceitas, bem como, combater as ideias inatas. Uma oportunidade para discutir não somente como se dá a percepção e imaginação do cego, como também para discutir a comunicação, suas possibilidades e dificuldades em nossa sociedade tomando como metáfora ao cego. Deste modo, rompe com o inatismo das ideias inatas de Descartes e, em uma sociedade de cegos ou na possibilidade da existência de tal sociedade, há de se relativizar as ideias, as opiniões, as verdades aceitas, a linguagem, a moral, as leis, a metafísica, Deus, a sociedade e mesmo a beleza, pois, esta última passaria a se dar pelo tato e não pelo visual. Além deste vídeo, “Denis Diderot (2) * Iluminismo, enciclopédia, filosofia pensamentos de Denis Diderot”, há outro que também recomendo que vejam, a saber: “Denis Diderot (1) * A enciclopédia e filosofia do Iluminismo em Denis Diderot”. Denis Diderot e Jean D’Alembert são os responsáveis e organizadores do maior empreendimento do século XVIII na França: a enciclopédia francesa, marco do Iluminismo. Conhecer as obras e saber o que defendia este filósofo é importante para o entendimento do Iluminismo, importante movimento na filosofia. Suas principais obras, o que defendia, suas ideias e pensamentos são importantes para todos que desejam estudar o período, seja para ampliar o conhecimento ou para a preparação para vestibulares e provas de concursos e enem. Para quem deseja, portanto, estudar o Iluminismo em filosofia este vídeo é um importante ponto de partida que tende ainda a proporcionar uma visão crítica sobre o tema. Os filósofos iluministas, incluso Diderot, tiveram forte influência do Empirismo de John Locke e dos desenvolvimentos em ciência ocorridos na Inglaterra por meio de Isaac Newton, defendiam a liberdade e questionavam costumes e dogmas religiosos e culturais. Também presente em Diderot temos a doutrina do sensacionismo, pela qual todo o nosso conhecimento provém das sensações. Diderot e demais filósofos Iluministas tendem a defender o materialismo. Diderot entende que a busca de respostas as diversas perguntas que possamos ter deva se dar pelo saber racional e não pela fé. Em seu maior empreendimento, que marca o século das luzes, a enciclopédia, temos presente a ciência, filosofia, matemática, conhecimento dos artesãos e tudo que foi a época lembrado por tais filósofos e escritores, sempre com uma apresentação racional e crítica.

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Montesquieu (1) * Iluminismo e filosofia. O que defendia, escreveu e principais ideias de Montesquieu

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Monstesquieu é um importante filósofo representante do Iluminismo ou Ilustração presente na França do século XVIII, suas principais obras são: “Cartas persas” e “Espírito das leis”. Se opõe ao despotismo e defende a divisão do poder. Entender o que defendia Montesquieu é de suma importância para compreender nossa era e os atuais sistemas de governo. O que escreveu, bem como as suas principais ideias são aqui abordadas e analisadas visando proporcionar um melhor entendimento do seu papel na história, sociologia e filosofia que hoje vivenciamos. Mas do que uma biografia ou um resumo de suas ideias, temos aqui uma reflexão crítica sobre suas contribuições na filosofia e também na ciência política e mesmo na democracia moderna. Os três poderes propostos por Montesquieu passaram a ser usados em diversos governos contemporâneos, demonstrando mais uma vez sua enorme importância e atualidade. E também cabe ressaltar a enorme importância que tem a liberdade e tolerância no pensamento de Montesquieu, como vemos na sua obra e em particular na crítica a autoridade política e religiosa, bem como ao absolutismo como forma de governo. Segundo Montesquieu, temos três tipos de governo e cada qual será regido por um princípio específico, deste modo, temos a monarquia, que tem como princípio a honra, a república, que tem como princípio a virtude e o despotismo, que temo como princípio o medo.

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Rousseau (1) * Iluminismo e principais ideias na política, educação e filosofia de Rousseau

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Jean-Jacques Rousseau é um importante filósofo do Iluminismo na França do século XVIII e suas ideias tiveram papel de destaque na revolução francesa, em particular na ala mais radical. Para este filósofo o ser humano em estado de natureza é bom e portanto devemos pautar a educação e a religião mais próximas na natureza. É também na natureza que encontramos a total liberdade. Já as instituições sociais, a sociedade, corrompe e é por ela que temos contato com o mal e a falsidade. Nossa liberdade no estado de natureza consiste basicamente em ter nossas necessidades básicas atendidas. Rousseau é um precursor do Romantismo. Rousseau nos fala da vontade popular ou vontade geral, que se daria por meio das assembleias, onde teríamos a vontade soberana da maioria. Seus principais livros são: Emilio; Nova Heloisa; Contrato social; Discurso sobre a origem da desigualdade. Segundo Rousseau a origem de todo o mal se daria com o advento da propriedade privada. Neste vídeo aula de filosofia abordamos as principais ideias de Rousseau, importante representante da filosofia do Iluminismo na França do séc. XVIII. Ideias estas sobre a propriedade privada, a política, a filosofia, a educação, o homem em estado de natureza e o contrato social. Para Rousseau o homem em estado de natureza é bom, é a sociedade que o corrompe e a origem de todo o mal encontra-se na propriedade privada. Temos aqui um resumo das principais ideias, apontando o que defendia Rousseau. Falar sobre Rousseau também é falar sobre a natureza humana e a desigualdade social. Uma aula de filosofia para aqueles que gostam ou que gostariam de aprender mais sobre o assunto.

Para quem lê em francês, recomendo uma excelente versão de sua obra no formato eletrônico e por um preço bem acessível. Rousseau – Oeuvres completes – Arvensa Editions E-pub – Encontrei na Amazon por somente R$4,21

Em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico” você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia: “Rousseau: Quase esquerda, protótipo do que virá”.

Voltaire (1) * Iluminismo, liberdade de expressão e principais idéias em Voltaire

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O Iluminismo também é conhecido por século das luzes ou Ilustração e foi um importante movimento filosófico no século XVIII. Neste vídeo abordamos a liberdade de expressão e as principais idéias do filósofo Voltaire. Voltaire nasceu em 1694 e veio a falecer em 1778. Conheça as obras de Voltaire, suas idéias e um pouco de sua biografia, bem como, entenda o que Voltaire defendia e pelo que lutava. Uma estudiosa e biógrafa de Voltaire escreveu certa vez, resumindo o pensamento de Voltaire sobre a liberdade, que este bem poderia ter dito: “Posso não concordar com nenhuma palavra do que você disse, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.”, Evelyn Beatrice Hall. Voltaire há de defender a liberdade, seja no comércio, na religião ou na imprensa. Há de lutar por reformas sociais e direitos civis, bem como defender energicamente a tolerância religiosa e uma monarquia esclarecida, sendo contrário a formas de governos despóticas ou absolutistas. Na verdade, Voltaire pode ser classificado como um reformador moderado fortemente influenciado pelas idéias de Locke e Newton e pelo modelo político inglês. Nele encontramos forte crítica a Igreja Católica Apóstólica Romana, ao clero, ao absolutismo, aos privilégios do clero e da nobreza, bem como, também se mostra contrário a censura e busca o esclarecimento para superar as superstições e a ignorância das populações. Segundo Voltaire, os milagres são baseados na ignorância das pessoas. Se mostra contra o dogmatismo, as prisões arbitrárias, a tortura, a pena de morte e os impostos elevados.

Denis Diderot (1) * A enciclopédia e filosofia do Iluminismo em Denis Diderot

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Denis Diderot e Jean D’Alembert são os responsáveis e organizadores do maior empreendimento do século XVIII na França: a enciclopédia francesa, marco do Iluminismo. Conhecer as obras e saber o que defendia este filósofo é importante para o entendimento do Iluminismo, importante movimento na filosofia. Suas principais obras, o que defendia, suas idéias e pensamentos são importantes para todos que desejam estudar o período, seja para ampliar o conhecimento ou para a preparação para vestibulares e provas de concursos e enem. Para quem deseja, portanto, estudar o Iluminismo em filosofia este vídeo é um importante ponto de partida que tende ainda a proporcionar uma visão crítica sobre o tema. A enciclopédia organizada por Diderot foi uma empreitada ambiciosa, pois, trata-se de por de modo crítico todo o conhecimento do mundo em apenas 35 livros (total somados os 17 livros de textos, 11 de gravuras, 4 de suplementos e outros 3 volumes). Os filósofos iluministas, incluso Diderot, tiveram forte influência do Empirismo de John Locke e dos desenvolvimentos em ciência ocorridos na Inglaterra por meio de Isaac Newton, defendiam a liberdade e questionavam costumes e dogmas religiosos e culturais. Também presente em Diderot temos a doutrina do sensacionismo, pela qual todo o nosso conhecimento provém das sensações. Diderot e demais filósofos Iluministas tendem a defender o materialismo. Observamos também em Diderot uma forte crítica ao governo e a Igreja, defendendo a liberdade e se pondo contra o craustro existentes nos mosteiros e conventos. Questiona com base em relatos de navegantes a vida sexual e os costumes da sociedade francesa do século 18. Diderot entende que a busca de respostas as diversas perguntas que possamos ter deva se dar pelo saber racional e não pela fé. Em seu maior empreendimento, que marca o século das luzes, a enciclopédia, temos presente a ciência, filosofia, matemática, conhecimento dos artesãos e tudo que foi a época lembrado por tais filósofos e escritores, sempre com uma apresentação racional e crítica.

Doutor Silvério fala sobre: Filosofia Iluminismo (1) * Como entender o Iluminismo em filosofia

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Neste vídeo é explicado o Iluminismo em filosofia presente no século XVIII, também conhecido como Ilustração, século das luzes e século dos filósofos. Seus principais expoentes são Diderot, Montesquieu, Voltaire e Rousseau. O movimento iluminista em filosofia defende a liberdade, o Estado separado da Igreja, a tolerância. Montesquieu, por exemplo, há de defender a divisão do poder. Os filósofos iluministas são contrários a criação de sistemas em filosofia, defendem a emancipação do pensamento, a busca de liberdade de expressão e fazem oposição aos dogmas da Igreja. Este movimento defende os ideais de liberdade, progresso, tolerância e fraternidade. Defendem um governo constitucional, a separação entre Igreja e Estado, fazem oposição a monarquia absoluta e são contra a censura. Se apoiam no empirismo e no método científico, de Locke e Newton.

Doutor Silvério fala sobre: (1) Breves considerações sobre política

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A política com certeza é objeto de estudo desde os primórdios da filosofia e hoje ocupando espaço em diversas ciências do comportamento humano e social, além de ser algo que vivemos em nossas vidas cotidianas, uma vez que estamos inseridos em uma sociedade e em diversos grupos sociais. Podemos entender por política tanto as práticas usadas para bem governar ou liderar um grupo ou Estado, como também podemos entender aqui a arte pela qual conseguimos compatibilizar interesses e organizar alianças visando à obtenção de negociações proveitosas para atingir determinadas metas ou objetivos individuais ou coletivos. O conceito de política é abrangente e tende geralmente a vincular-se a cidade ou Estado onde as pessoas vivem, o assim chamado espaço público, e também ao bem dos cidadãos nele presentes. A palavra em sua origem faz referência ao termo grego para cidade, pólis, de modo que aquele que vive na cidade e nela interage faz ou participa de algum modo da política. Expressou o filósofo Aristóteles que somos um animal político.

Doutor Silvério fala sobre: Vida (1) Uma breve conversa sobre a vida

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A vida é um conceito e uma vivência de suma importância. A vida como a conhecemos se dá por intermédio o átomo de carbono, mas nada impede que possamos encontrar em algum lugar no universo vida composta pelo elemento silício. Também é possível que um dia criemos um androide que possamos de fato considerar vivo, tal como o Data, personagem da série “Jornada nas Estrelas, a Nova Geração”. Também cabe lembrar a inteligência artificial que ganha vida no filme “O exterminador do futuro”, que nos lembra que em algum momento do futuro programas de computador possam tornarem-se seres vivos. Não basta, no entanto, estarmos vivos, pois, um cão e um gato ou mesmo uma planta também estão vivos, mas não possuem consciência de tal, como também não sabem que um dia não mais estarão vivos. Nós, seres humanos, temos esta consciência e a partir a mesma cabe proporcionar sentido e significado as nossas vidas. A vida que temos, a vida que somos.

Doutor Silvério fala sobre: Eternidade (1) o eterno retorno do mesmo

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O conceito de eternidade e eterno na ciência, religião e filosofia. O tempo cristão da criação se mostra como uma reta com princípio, meio e fim onde Deus é visto como o criador e fica fora do tempo por ele criado, já outras culturas nos falaram de um tempo cíclico, onde sempre retornávamos ao mesmo ponto, de modo circular e provavelmente inspirado na observação da natureza. Para um deus demiurgo como na Grécia antiga acreditava-se, teríamos a organização de algo já existente e não a criação a partir do nada, pois, do nada nada se cria. Mesmo no big bang, teoria hoje aceita na ciência, teríamos a existência da matéria do universo ali concentrada e condensada no exato momento que antecede o big bang. A eternidade para nós humanos tem uma característica fundamental que nos proporciona sentido e significado a nossas existências. Eterno enquanto dure e porquanto queiramos a repetição infindável da vida que hoje vivemos.

Doutor Silvério fala sobre: (1) Uma conversa sobre religião e religiosidade

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Neste vídeo é abordado o tema da religião, crenças e religiosidade. A religião institucionalizada versus a religião subjetiva e particular de cada indivíduo.

Doutor Silvério fala sobre: (1) Uma reflexão sobre a morte

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Uma reflexão sobre a morte, o paciente terminal e o suicídio nos dias atuais em nossa sociedade e cultura.

Doutor Silvério fala sobre: Ayn Rand (1) Uma filosofia radical e cotidiana

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Ayn Rand é uma importante pensadora do século XX e suas ideias políticas em geral apoiam e corroboram o pensamento de direita, sendo contrário ao comunismo, socialismo e demais ideologias coletivistas. Defende o individualismo, a propriedade privada, o Estado mínimo e não intervencionista, a liberdade, a razão e o egoísmo, entendido aqui como cuidar de seus próprios interesses. Para a autora, o altruísmo é o grande mal (evil) social, aqui entendido como sacrificar seus interesses pelos outros. Entende que a realidade é tal como a percebemos por nossos sentidos e para tal sustenta o princípio de identidade, “A é igual a A”. Segundo a autora a necessidade não cria direitos. Defende o ateísmo e é contrária a todas as religiões e ao misticismo, bem como a mistura da política com religião. Defende o direito das mulheres poderem realizar abortamento se assim o desejarem e sem intervenção proibitiva do Estado. Ninguém tem o direito de iniciar o uso da força contra outra pessoa, mas tendo outro começado a agressão, temos o direito de nos defender. Segundo a autora, há somente dois meios de interagir socialmente, de nos relacionarmos com outras pessoas, de negociarmos: Ou o fazemos por meio do uso da razão ou do uso de uma arma, ou seja, pela persuasão ou pela força.

Leonardo e Renascimento (1) Os valores e o ideal de homem do Renascimento

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Na Itália dos séculos XIV ao XVI temos o Renascimento e Humanismo onde ocorre uma total transformação social e cultural em todas as áreas do saber humano. Neste período temos Leonardo da Vinci, cuja vida e obra bem ilustra o ideal de homem do Renascimento e seus valores, valores estes que ainda podem ser adotados mesmo em nossa sociedade atual.

Livro “O grande segredo: A história não contada do Brasil” – palestra 12out2019

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Palestra proferida em 12 de outubro de 2019 no evento “Segundo Gamboa de portos abertos” no bairro da Saúde/Gamboa, Centro do Rio de Janeiro RJ, sobre o tema de meu vigésimo sétimo livro publicado: “O grande segredo: A história não contada do Brasil”. Crítica social e histórica ao desenvolvimento da sociedade brasileira.

Doutor Silvério fala sobre: René Descartes 2- Regras do método

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As quatro regras do método proposto pelo filósofo René Descartes são aqui explicadas. 1- evidência; 2- análise; 3- ordem; 4- enumeração. A filosofia de Descartes nos propõe um método para alcançar o conhecimento verdadeiro, um caminho para a busca da verdade.

Doutor Silvério fala sobre: Maquiavel 1- O pensamento político de Maquiavel

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Machiavelli (Maquiavel) é um importante filósofo italiano que teorizou sobre política de Estado na Renascença. Sua obra mais conhecida é “Dos principados” ou “O príncipe”, mas também é autor de outras obras importantes, tais como, “A mandrágora”, “Discurso sobre a primeira década de Tito Livio”, “História de Florença”, “Da arte da guerra”. O pensamento de Maquiavel se aplica ainda hoje na política feita pelos Estados soberanos e os detentores do poder. Conhecer Maquiavel é saber como de fato somos governados. Este vídeo se propõe a esclarecer o pensamento de Machiavelli e alguns de seus temas fundamentais. Virtude e fortuna, a necessidade do príncipe ser a um mesmo tempo forte que nem o leão e esperto que nem a raposa, o erro contido na frase “os fins justificam os meios”, a separação entre moral e política. É melhor para o príncipe ser temido ou amado?

Doutor Silvério fala sobre: René Descartes 1- A autoridade da razão

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René Descartes é um importante filósofo do século XVII. Na filosofia deixou grandes contribuições presentes em seus livros: Discurso do método; Meditações metafísicas; Princípios de filosofia. É considerado o criador da Escola de filosofia intitulada Racionalismo, em oposição ao Empirismo. É dele a frase “cogito ergo sum” ou “penso logo sou”, por vezes traduzida como “penso, logo existo”. Neste vídeo temos uma visão geral de seu pensamento filosófico e suas principais contribuições.

Doutor Silvério fala sobre: Giordano Bruno 1- Vida e idéias filosóficas

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Giordano Bruno é um filósofo humanista e renascentista italiano cuja compreensão é importante para quem deseja entender o que é filosofia e como se deu por vezes a relação entre filosofia e religião. Entendo que a importância da filosofia se iguala a importância dada aos filósofos, daí a necessidade para quem gosta de filosofia de saber responder quem foi Giordano Bruno, qual seu pensamento e principais idéias e como estas marcaram seu tempo histórico e nos influenciam ainda hoje.

Doutor Silvério fala sobre: Spinoza 3- O filósofo da unidade

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Neste vídeo, “Spinoza o filósofo da unidade”, abordo novamente o filósofo Baruch Spinoza, em seis pontos: sua importância e atualidade, sua vida, a religião, a sociedade, deus, o homem. Aqui são apresentadas algumas ideias básicas do filósofo Spinoza. Substância, atributos e modos e outros conceitos importantes. O que é a filosofia de Baruch Spinoza, quem foi Spinoza ou mesmo qual a importância da filosofia de Spinoza são temas que serão aclarados no decorrer deste vídeo. Spinoza foi equivocadamente acusado de panteismo e mesmo ateísmo. para Spinoza deus é a natureza. Importantes obras deste filósofo são o Tratado teológico político e a Ética.

Doutor Silvério fala sobre: Kant 1- O númeno

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O filósofo Immanuel Kant no decorrer de sua filosofia explicita o conceito de númeno, que, se formos hoje buscar uma contribuição da física moderna poderíamos chamar de nuvem de poeira atômica, a qual jamais poderemos perceber, mas existe. O númeno é a coisa em si e nós, seres humanos, sempre percebemos o fenômeno, que já é o somatório de algo nosso (percepção, cognição) com a coisa em si. A forma como percebemos, no entanto, é igual para toda a espécie humana, evitando-se deste modo o relativismo. Por meio deste vídeo poderá entender um pouco melhor o que é a filosofia de Immanuel kant, como é a filosofia e qual a importância da filosofia de Kant, bem como esta aula de filosofia irá começar a abrir perspectivas para entender porque da filosofia.

Doutor Silvério fala sobre: Sartre 1 – O conceito de “nada”

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Comentário sobre o pensamento de Jean-Paul Sartre sobre o ser para si, o ser em si e o nada e sua relação com a angústia e a liberdade. Sartre é importante dentro da filosofia contemporânea e existencialista. Entender o pensamento de Sartre é importante para poder entender o que é o existencialismo e a filosofia contemporânea. Um bom recurso para saber o que é filosofia é conhecer o pensamento e principais conceitos de filósofos no contexto de suas obras, neste caso destaque deve ser dado ao livro “O ser e o nada”, “L’être et le néant” na obra de Sartre.

Doutor Silvério fala sobre: Spinoza – 2- Contextualização crítica

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O método foi o instrumento encontrado pela sociedade do século XVII para responder as profundas mudanças sócio-culturais decorrentes de novas descobertas que invalidaram a verdade aceita por séculos no Ocidente. Descartes apresenta a solução pelo Racionalismo, tendo Spinoza na sequencia apresentado sua solução para as demandas filosóficas de sua época. Faz-se uma crítica ao argumento ontológico presente em Descartes e Spinoza e também a relação causa-efeito contida no início da ética de Spinoza. Contextualização crítica e histórica deste filósofo, bem como exposição de algumas de suas principais ideias.
Neste vídeo são apresentadas algumas ideias básicas do filósofo Spinoza. Substância, atributos e modos e outros conceitos importantes são aqui abordados. O que é a filosofia de Baruch Spinoza, quem foi Spinoza ou mesmo qual a importância da filosofia de Spinoza são temas que serão aclarados no decorrer deste vídeo. Spinoza foi equivocadamente acusado de panteismo e mesmo ateísmo. para Spinoza deus é a natureza. Importantes obras deste filósofo são o Tratado teológico político e a Ética.

Doutor Silvério fala sobre: Spinoza – 1- Apresentação

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Neste vídeo são apresentadas algumas ideias básicas do filósofo Spinoza. Substância, atributos e modos e outros conceitos importantes são aqui abordados. O que é a filosofia de Baruch Spinoza, quem foi Spinoza ou mesmo qual a importância da filosofia de Spinoza são temas que serão aclarados no decorrer deste vídeo. Spinoza foi equivocadamente acusado de panteismo e mesmo ateísmo. para Spinoza deus é a natureza. Importantes obras deste filósofo são o Tratado teológico político e a Ética.

Doutor Silvério fala sobre: “Discrinto: Discriminação e intolerância como base para os fenômenos do assédio moral, harassment, ijime, whistleblowers, mobbing e bullying dentre outros”

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Título: “Discrinto” (discr-into ou into-discri = discriminação + intolerância): Discriminação e intolerância como base para os fenômenos do assédio moral, harassment, ijime, whistleblowers, mobbing e bullying dentre outros.
Tema: bullying; assédio moral; mobbing
Procura-se fornecer uma melhor denominação em língua portuguesa para o fenômeno abordado em distintas pesquisas por distintos nomes, tais como: assédio moral, harassment, ijime, whistleblowers, mobbing e bullying dentre outros. Entende-se que tais fenômenos são formados basicamente pela junção da discriminação e da intolerância e que todos se assemelham entre si em sua base de origem. Discute-se tal fenômeno e explica-se como o mesmo se desenvolve e o significado dos diversos nomes dados nas pesquisas que o abordam.
Palavras chaves
Bulliyng; cyberbulliyng; assédio moral; mobbing; harassment, ijume, whistleblowers; discriminação; intolerância.

Doutor Silvério fala sobre: “Os Filósofos Pré-socráticos: Uma Re-leitura Crítica”

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“Neste artigo aborda-se de modo crítico os assim chamados filósofos pré-socráticos, com destaque para: Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto, Anaxímenes de Mileto, Xenófanes de Colofón, Heráclito de Éfeso, Pitágoras de Samos, Parmênides de Elea, Zenão de Elea, Empédocles de Acragas, Filolau de Crotona, Anaxágoras de Clazomene, Arquelau de Atenas, Melisso de Samos, Leucipo de Mileto, Demócrito de Abdera e Diógenes de Apolônia. Discorre-se sobre o interesse primário destes filósofos, voltado para a formação do mundo e do universo, uma tendência cosmológica que busca a explicação da totalidade do mundo exterior, deixando em segundo plano a discussão da problemática humana. Coube a estes filósofos o rompimento com a explicação mítica então reinante, de origem religiosa e popular, sobre o mundo e a Natureza, buscando por meio de suas filosofias uma explicação racional para o mundo circundante, por tal motivo passaram a ser também conhecidos como filósofos da Natureza ou físicos (no sentido de “physis”).” Para melhor entendermos o que é filosofia é preciso entender primeiramente a filosofia grega antiga e neste particular destaca-se a importância de compreender de fato o que são os filósofos pré-socráticos.

Doutor Silvério fala sobre: “Nietzsche”

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Apresento as principais idéias do filósofo Nietzsche, tais como: transmutação de todos os valores, inversão de valores, platonismo para o povo, niilismo e a necessidade de valorizar-se a vida.

Doutor Silvério fala sobre: “Sobre os sofistas do século XXI: Filósofo educador, um sofista moderno!”

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Nossa moderna sociedade tem suas raízes na cultura antiga, greco-romana, e dentre os grandes expoentes da antiguidade encontramos os filósofos Platão e Aristóteles, ocorre que ambos eram oponentes do movimento sofístico presente no V século a.C. e apesar de termos seus escritos nos explicando o pensamento destes filósofos então chamados de sofistas, não temos os escritos originais dos mesmos para comparar e estabelecer uma justa contenda. O termo sofista significa “sábio” no sentido original, mas foi adulterado para outros significados, depreciando o mesmo.

Doutor Silvério fala sobre: “Preparação e ação, do bizarro ao grotesco”

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Na vida encontramos pessoas que tem o hábito de agir sem pensar e também outras que nutrem o hábito de pensar sem agir, em ambas o sucesso tende a escapar dentre os dedos abertos de suas mãos como se água fosse. Há com certeza um limite ideal entre agir e pensar. Para o sucesso pessoal e profissional é preciso muita preparação, mas também é preciso que haja o momento em que encerramos a preparação e partirmos para a ação.
Se fossemos comparar as pessoas a um trem de carga, teríamos aquelas que passam a maior parte de sua vida carregando o trem, enquanto outras no desespero de sair logo da estação deixam de carregar o trem e saem com o mesmo completamente vazio.

Doutor Silvério fala sobre: “Ovelhas, lobos e curingas”

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Na vida, a grande maioria das pessoas comportam-se como ovelhas dentro de um grande rebanho e querem profundamente acreditar que são todas iguais, possuindo verdadeiro medo de se afastarem do rebanho, sendo rotuladas como diferentes. O maior sonho de muitos é ser alguém normal, um dentre muitos, igual a todos os demais. Mas nem todos se comportam como ovelhas em um rebanho, há também os lobos a quem as ovelhas temem e os curingas, que, tal como uma carta em um baralho comum, no baralho da vida não correspondem a qualquer naipe.