Argumentações Críticas – Vídeos

Platão (2) * O mundo das ideias: Teoria das formas

Platão (429/428/427-347 a. C.), discípulo de Sócrates e fundador de uma escola filosófica, a Academia. Foi autor de vários livros no formato de diálogo filosófico no qual Sócrates aparece como personagem principal, ensinando filosofia por meio do uso do diálogo, da conversa, da maiêutica.

Platão (1) * Quem foi Platão? Vida e obra

Platão (429/428/427-347 a. C.), discípulo de Sócrates e fundador de uma escola filosófica, a Academia. Foi autor de vários livros no formato de diálogo filosófico no qual Sócrates aparece como personagem principal, ensinando filosofia por meio do uso do diálogo, da conversa, da maiêutica.

Sócrates (5) * Sócrates e os Sofistas: semelhanças e diferenças

Sócrates (470/469-399 a.C.), nasce na cidade de Atenas, onde vive toda a sua vida e atua como filósofo, cidade na qual também vem a morrer. Leia: “Sócrates e a maiêutica”.

Sócrates (4) * Ética e moral: O mal é fruto da ignorância

Sócrates (470/469-399 a.C.), nasce na cidade de Atenas, onde vive toda a sua vida e atua como filósofo, cidade na qual também vem a morrer. Leia: “Sócrates e a maiêutica”.

Sócrates (3) * A maiêutica: O método socrático

Sócrates (470/469-399 a.C.), nasce na cidade de Atenas, onde vive toda a sua vida e atua como filósofo, cidade na qual também vem a morrer. Leia: “Sócrates e a maiêutica”.

Sócrates (2) * A Apologia ou Defesa de Sócrates – Platão / Xenofonte

Sócrates (470/469-399 a.C.), nasce na cidade de Atenas, onde vive toda a sua vida e atua como filósofo, cidade na qual também vem a morrer. Leia: “Sócrates e a maiêutica”.

Sócrates (1) * O homem mais sábio da Grécia

Sócrates (470/469-399 a.C.), nasce na cidade de Atenas, onde vive toda a sua vida e atua como filósofo, cidade na qual também vem a morrer. Além de filósofo, demonstrou muita coragem com sua participação em várias guerras em defesa de sua cidade. Sócrates é filho de Sofronisco, um escultor, e de Fainarete, uma parteira. Sócrates frequentemente alegava que escutava seu demônio interior (daemon), uma voz interior que lhe ordenava o que devia evitar, ajustando o seu caminho na vida, muito se aproximando este conceito de “daemon” do que contemporaneamente entendemos por consciência moral. Foi o amigo e discípulo de Sócrates, Querefonte, que em viagem ao Oráculo de Apolo, em Delfos, apresentou a sacerdotisa do templo a seguinte pergunta: “Quem é o homem mais sábio da Grécia?” e que teve como resposta que era Sócrates. Fato narrado por Platão (filósofo) no livro “Apologia” e também por Xenofante (historiador) em livro que também se chama “Apologia”, neste outro relato é dito que a sacerdotisa teria dito que “ninguém seria mais justo, livre e sensato que Sócrates”, não estando presente a palavra “sábio”. A pergunta e a resposta afirmativa, que o homem mais sábio era Sócrates, pode ser encontrada nos diálogos de Platão: “Apologia” e “Cármides”. Dentre as fontes contemporâneas a Sócrates temos Platão, Xenofonte e Aristófanes (“As Nuvens”). Posteriormente Aristóteles também nos fala de Sócrates e quatro dos discípulos de Sócrates fundam as assim chamadas Escolas socráticas menores. Após a sua morte vários discípulos fundaram escolas que se propuseram a seguir as ideias do mestre, deste modo, além de Platão com sua Academia e de mais tarde Aristóteles com seu Liceu, temos informação de mais cinco escolas, conhecidas como escolas socráticas menores (1- escola de Élis, 2- escola de Eretria, 3- escola de Megara ou Megárica, 4- escola Cirenaica ou Hedonista, 5- escola Cínica). Por meio do método socrático, o filósofo proporciona ao seu interlocutor que este reconheça que o que pensa que sabe se baseia na doxa (opinião) e não na episteme (conhecimento), sendo necessário destruir as falsas crenças para que a verdade possa emergir. Sócrates por vezes comenta que não herdou a vocação do pai e sim a da mãe, pois, a mãe cuidava de ajudar as mulheres grávidas a terem seus filhos, sem ela própria estar grávida ou ter um filho. A função da parteira é somente estar por perto e ajudar a mulher grávida. Entendia Sócrates que ele fazia o mesmo, metaforicamente, ajudava as pessoas grávidas de ideias a darem à luz, sem que ele próprio tivesse a ideia, somente ajudava e chamava a este procedimento de “parto de ideias”, de “maiêutica”. Com os sofistas temos na Grécia a transição do período cosmológico representado pelos filósofos pré-socráticos, para o período antropológico, cuja maior ênfase e importância se dará não para a natureza, physis, e sim para o humano e seu convívio em sociedade. Esta mesma transição do cosmos e da physis para o humano, encontramos em Sócrates. Temas abordados em vídeos neste canal 1- Quem foi, e quais as fontes para conhecer, Sócrates 2- Apologia de Sócrates 3- O método socrático 4- Ética e moral em Sócrates 5- Sócrates e os sofistas: semelhanças e diferenças

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“Sócrates e a maiêutica”.

Epicteto (1) * Retorno ao Estoicismo e afastamento do Ecletismo em Roma

Epicteto ou Epiteto (50-125/138 d.C.) nasceu em Hierápolis e faleceu em Nicópolis. O nome “epiktetos” originalmente em grego significa simplesmente “adquirido ou comprado”, referência ao fato dele ser um escravo romano. Seu verdadeiro nome é para nós desconhecido. Teve como oportunidade, ainda na condição de escravo, assistir as aulas do estoico Caio Musônio Rufo. Foi escravo por um tempo de sua vida, tendo recobrado a liberdade com a morte de seu proprietário, Epafrodito, um escravo liberto, que foi assessor de Nero e a tradição o vê como um homem cruel, que teria, inclusive, certa vez mandado quebrar uma das pernas de Epicteto. Seus pensamentos foram anotados por seu discípulo, Lúcio Flávio Arriano de Nicomédia, no “pequeno manual” (Encheiridion de Epicteto; também pode ser traduzido como adaga ou punhal) e os “Discursos” (Diatribes). Com Epicteto temos um retorno ao antigo estoicismo, se afastando do ecletismo então em voga. Para Epicteto e demais estoicos, a virtude é o único bem e o vício o único mal. Entende a virtude como sendo viver de acordo com a natureza humana, ou seja, por meio do uso da razão que é o que diferencia o humano dos demais animais e o identifica com a razão no sentido cósmico universal que é a providência divina. As emoções e desejos devem ser dominados pela razão, a virtude está justamente no exercício deste controle, que nos proporciona liberdade em relação a tais sentimentos e desejos. Muito presente também na filosofia estoica é o sentimento de dever e o senso de responsabilidade oriundo de viver de acordo com a razão. Segundo Simplício, Epicteto nos ensina a nos libertar das emoções irracionais e a usufruirmos das coisas externas de modo consistente com o bem, deste modo, alcançar a felicidade sem necessidade de uma promessa de recompensa pós morte.

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“Epicteto e o Estoicismo em Roma”.

Sêneca (1) * O estoicismo em Roma

Sêneca, ou Lucius Annaeus Sêneca (4-65 d.C.). Proveniente de família nobre e abastada. Nasce em Córdoba, Espanha, e ainda bem jovem viaja a Roma onde prossegue os estudos que havia começado com seu pai, Marco Anneo Sêneca, mestre em retórica. Em Roma vive no tempo de três imperadores, Calígula, Claudio e Nero. É um dos principais representantes do assim chamado “estoicismo novo ou estoicismo romano”. Atuou como escritor, filósofo, orador, advogado e senador romano. Sêneca escreveu muito e em diversos gêneros literários (dramas, cartas, tratados filosóficos, peças de teatro). Sua extensa obra conseguiu chegar até os nossos dias, sendo leitura interessante e fonte de conhecimento sobre o estoicismo romano, como cabe citar: “Cartas de um estoico” (Ad Lucilium Epistulae Morales) e “Sobre a brevidade da vida”, “Da clemência”, dentre outras. Apesar de ser visto como estoico pelos comentadores, não deixa de apresentar uma vertente também eclética, onde até mesmo o ceticismo e o epicurismo se fazem presentes. Alguns comentadores, não obstante as belas passagens no pensamento de Sêneca, identificam várias contradições quando se comparam seus escritos sobre distintos temas. Seus ensinamentos vão de encontro à busca da ataraxia, ou seja, a imperturbabilidade da alma, a paz de espírito, a serenidade e a tranquilidade mental, sempre presente nos estoicos. Entende a filosofia como tendo um valor prático, voltada para o bem viver e a virtude. Adota a divisão da filosofia em três partes, também presente nos estoicos, 1- Física, 2- Lógica (que divide em dialética e retórica) e 3- ética. Em física adota um dualismo na natureza entre matéria e força. Entende que o fogo é a matéria inicial e se encontra em constante movimento a partir de uma razão imanente.

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Leia: “Sêneca e o Estoicismo em Roma”.

Arcesilao, Carnéades (1) * O ceticismo na nova Academia

O ceticismo na Academia começa com Arcesilao (316/315-241/240 a.C.), o qual, enquanto esteve à frente da Academia combateu o dogmatismo dos estoicos com o uso da dialética, adotando uma postura na qual nega toda certeza ou critério de verdade, não sendo possível conhecer as coisas em si mesmo, seja por meio dos sentidos ou por meio da razão. Trata-se não de um ceticismo moral como anteriormente presente em Pirro, e sim de um ceticismo pautado na crítica filosófica e na gnoseologia. Não podemos obter por meio de nossas percepções uma representação que seja realmente exata e fidedigna em relação ao objeto. Deste modo, proporciona somente um valor subjetivo as nossas percepções e a razão, por sua vez, se embasa em nossas percepções, tornando-se deste modo, também sujeita ao erro. Arcesilao nada escreveu e é associado pelos comentadores a segunda Academia ou Academia média. Aquele que melhor parece ter dado prosseguimento e desenvolvimento as ideias propostas por Arcesilao foi Carnéades. Carnéades (214-129 a.C.) nasce em Cirene, norte da África, e falece em Atenas, cidade na qual desenvolveu seus estudos em filosofia e onde esteve, por um tempo (167 a 137 a.C.), à frente da Academia. Coube a Carnéades, segundo alguns comentadores, fundar a assim chamada “nova Academia” ou “terceira Academia”. A tradição nos diz que Carnéades nada escreveu em vida e que seus ensinamentos eram somente orais, foi seu aluno, Clitômaco, quem durante dez anos tomou anotações das aulas e ideias do mestre e foi por seu intermédio que pensadores posteriores tomaram ciência de suas ideias. Conhecemos seu pensamento por meio de Cícero e Sexto Empírico, que são as principais fontes, mas também cabe destacar Plutarco e Eusébio de Cesareia. Carnéades quando esteve à frente da academia proporcionou uma nova direção, no sentido anteriormente dado por Arcesilao, sendo que este priorizava mais o ceticismo enquanto Carnéades tendia mais para um probabilismo. Sua filosofia propunha a impossibilidade sobre a certeza de um conhecimento verdadeiro, pois todo o conhecimento que temos em última análise é resultado de uma probabilidade. Carnéades assume uma posição filosófica contrária a todo e qualquer dogmatismo, defendendo que não é possível distinguir de modo inequívoco entre representações verdadeiras e falsas. Como não é possível obtermos um critério de verdade realmente válido em todas as situações, opta por uma postura que o aproxima da verossimilhança, probabilidade e possibilidade, levando em conta o discurso persuasivo na tomada de decisão. Carnéades entende que não é possível haver uma doutrina realmente verdadeira, pois a todas corresponde somente uma parte da verdade, no entanto, pensa que a ação cotidiana pode ser pautada na probabilidade e verossimilhança proveniente desta parte verdadeira presente ao conhecimento. Também nega a possibilidade de existência de um critério moral que nos permita discernir com absoluta certeza o que seja bom e mal.

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“Carnéades e a terceira Academia”.

Escola Cirenaica ou Hedonista (1) * Escolas Socráticas Menores

A Escola Cirenaica, por vezes também conhecida por Escola Hedonista, foi fundada por Aristipo de Cirene (435-355 a.C.), discípulo do filósofo Sócrates. Tem este nome por ter sido fundada na cidade de Cirene, Líbia, no norte da África. Aristipo sofre influência de Sócrates e de Protágoras, o sofista. Nada restou dos escritos de Aristipo, nosso conhecimento sobre esta escola se deve a pensadores posteriores. A escola cirenaica possui seu fundamental núcleo em três pessoas, Aristipo, o fundador da escola, Areta, sua filha, e Aristipo, seu neto. Como avô e neto tem o mesmo nome, este último ficou conhecido como Aristipo, o jovem. O conhecimento da escola foi passado de pai para a filha e desta para seu filho, sendo este o sistematizador do sistema de seu avô. Aristipo, o jovem, teve como filho Teodoro, o ateu, que negava a existência não só dos deuses, mas de qualquer divindade. Para os membros da escola cirenaica o prazer é entendido como o único bem intrínseco, deste modo, entendiam que se devia não meramente evitar a dor, mas sim, ativamente buscar o prazer e este se daria por meio de sensações físicas agradáveis e momentâneas. Admitem, no entanto, que o prazer também pode ser obtido por meio de um comportamento altruísta. O prazer é o único bem na vida e a dor é o único mal. O prazer ocorre no momento vivido, já a felicidade é o somatório do conjunto de prazeres ocorridos no passado, presente e futuro. O prazer sempre ocorre no momento presente, no aqui e agora. É preciso aprender a viver o prazer do breve momento em que este ocorre, sem se preocupar com o passado ou com o futuro. Para ser feliz é preciso saber apreciar o momento presente que se está vivendo. A virtude, por sua vez, se dá pela moderação dos prazeres, de modo a que estes não se transformem futuramente em fonte de dor. Para Aristipo o prazer pode ser entendido como um movimento leve, a dor como um movimento violento e o êxtase como a ausência de movimento, não sendo este último considerado prazeroso ou desprazeroso. Aristipo combinava o hedonismo na ética, com o sensualismo e materialismo na teoria do conhecimento.

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“Escolas Socráticas Menores: Escola Cirenaica ou Hedonista”.

Escola Megárica ou de Mégara (1) * Escolas Socráticas Menores

A Escola Megárica ou de Mégara foi fundada por Euclides de Mégara (444/435-369/365 a.C.), discípulo de Sócrates. Nesta escola temos uma abordagem que propõe juntar a ética presente no filósofo Sócrates com o monismo presente nos filósofos pré-socráticos, no caso específico dos eleatas (Parmênides, Zenão e Melisso). Euclides traz dos eleatas a ideia do “um”, do monismo presente nesta escola, e de Sócrates a ideia de “Bem”. Devido às preocupações desta escola com a lógica, se dedicaram ao desenvolvimento e aplicação da dialética, motivo pelo qual por vezes são chamados de erísticos (aqueles que praticam disputas; disputantes). Euclides e sua escola tinham por base duvidar do testemunho obtido por meio dos sentidos (percepção) no tocante aos mesmos corresponderem a uma dada realidade objetiva, admitiam uma unidade absoluta ao estilo de Parmênides e Zenão e a igualavam ao bem, tendo este último conceito a partir da ideia de bem presente na filosofia de Sócrates. Do mesmo modo que os filósofos eleatas, consideram os sentidos enganosos, confiando exclusivamente no uso da razão e negando o movimento e mudança, bem como a pluralidade, afirmando a imutabilidade de todas as coisas. Também presente nesta escola temos os conceitos de liberdade, autocontrole e autossuficiência, que os aproximam dos cínicos.

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“Escolas Socráticas Menores: Escola Megárica ou de Mégara”.

Escolas de Elis e Eretria (1) * Escolas Socráticas Menores

Alguns discípulos se dedicaram a divulgar as ideias do mestre e outros fundaram suas próprias escolas, estas outras escolas de filosofia são chamadas de Escolas Socráticas Menores, em número de cinco, que alguns comentadores reduzem para quatro, fundindo a escola de Elis com a de Eretria, na chamada Escola Élico-Erétrica. Apesar das diferenças, há uma concordância entre todas as Escolas socráticas menores e o pensamento do filósofo Sócrates, de que o maior bem que o humano pode se propor a atingir é a sabedoria. Em verdade, podemos entender que os discípulos de Sócrates priorizaram um ou outro de seu ensinamento ou de sua personalidade, afinal, o material a que temos acesso indica que a personalidade, o modo de ensinar e os ensinamentos de Sócrates não eram simples e sim bem complexos. 1- Escola de Élis – Fédon (século V e IV a.C.) A Escola de Élis ou Elíaca foi fundada na cidade de Élis, por Fédon, discípulo de Sócrates e se aproxima teoricamente da abordagem empreendida por outra Escola, a Escola Megárica. Muito presente neste movimento temos a dialética. A tradição nos informa que Fédon foi autor de pelo menos duas obras, hoje perdidas, “Zopyro” e “Simón”. Há um diálogo de Platão que leva o nome de Fédon, no qual é narrada a prisão e morte de Sócrates. Fédon dava grande valor ao poder reformador da educação e da virtude, tendo como exemplo a si mesmo (que foi da condição de escravo e prostituto, para a de filósofo) e Sócrates. A filosofia tem por objetivo a salvação e liberdade, já a virtude é igualada ao conhecimento enquanto ciência e sabedoria. Sofre influência de: Sócrates Influencia: Escola de Eretria Palavra-chave: educação / virtude 2- Escola de Eretria – Menedemo de Eretria (339/337-265/278 a.C.) Fundada por Menedemo, discípulo de Estilpón (360-280 a.C.) e de Fédon, aborda como tema central a identidade da verdade e da virtude, bem como do verdadeiro com o bom, seguindo o pensamento socrático. O ser pode ser identificado ao bem, a virtude pode ser identificada a ciência. Entendia que existia uma única virtude, sendo esta a sabedoria, todas as demais virtudes que possamos imaginar são outros nomes para a mesma virtude, que é a sabedoria. Identifica o ser ao bem e priorizava o rigor da moral na conduta humana. Sofre influência de: Sócrates – Escola de Élis Influencia: Escola megárica Palavra-chave: sabedoria / virtude 3- Escola megárica ou de Megara – Euclides de Mégara (450-340 a.C.) Sofre influência de: Sócrates – Eleatas (Parmênides, Zenão e Melisso) Influencia: Cínicos e Estoicos Palavra-chave: lógica 4- Escola Cirenaica ou Hedonista – Aristipo de Cirene (435-360 a.C.) Sofre influência de: Sócrates – Protágoras Influencia: Epicurismo Palavra-chave: prazer 5- Escola Cínica – Antístenes (444-365/370 a.C.) e Diógenes de Sinope (413-324 a.C.) Sofre influência de: Sócrates Influencia: cristianismo Palavra-chave: ascetismo / desapego.

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“Escolas Socráticas Menores: Escolas de Elis e Eretria”.

Estoicismo (2) * A lógica proposicional de Crisipo de Solos

O pensamento elaborado dentro do estoicismo pode ser dividido em três partes: física, lógica e ética. A lógica por sua vez, pode ser dividida em dois ramos: a formal e a teoria do conhecimento. Na lógica formal temos que a atenção se dá às proposições, se afastando da lógica de termos de Aristóteles. Os Estoicos se dedicaram a estudar a gramática e a lógica, apresentando desenvolvimentos significativos nestes campos. Se apresenta como um dos grandes sistemas de lógica da Antiguidade. Sua elaboração se deve ao filósofo Crisipo de Solos, que foi o terceiro a comandar a Escola Estoica, isto no século 3 a. C. Trata-se de uma lógica proposicional que se diferencia da lógica de Aristóteles. Enquanto a lógica de Aristóteles se baseia em termos apresentados em um silogismo, onde temos o termo maior, o termo médio e o termo menor, nos fornecendo uma lógica estática, a lógica proposta pelos estoicos se baseia no que observamos, trata-se de uma lógica dinâmica e proposicional. Os estoicos sustentam que a realidade não é feita de coisas estáticas e sim de eventos, de movimento. A realidade não consiste em termos separados e sim em um processo, todas as coisas são interrelacionadas. As proposições se apresentam como conjuntivas, disjuntivas e condicionais. Uma proposição é uma frase e não um termo isolado, sua verdade se dá dentro do contexto da frase.

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“Estoicismo: A lógica proposicional e condicional”.

Estoicismo (1) * Os filósofos do pórtico e a ataraxia e apatia

Com inspiração no Movimento Cínico, o Estoicismo surge por volta de 300 a.C. e tem como fundador Zenão de Cítio, da ilha de Chipre, que estava vivendo em Atenas desde um naufrágio do qual conseguiu sobreviver. A tradição nos informa que Zenão teria escrito mais de 700 livros. Zenão era um rico mercador da cidade de Cítio, no Chipre, após um naufrágio que lhe trouxe grande prejuízo, foi até Atenas e ali conheceu diversos ramos de filosofia, vindo também a fundar a sua. Tomou por base que além do mundo material que conhecia e no qual atuava como comerciante, existia também um mundo não material, governado pela razão. Cabe ao sábio vencer todas as paixões e viver conforme a razão. Cabe ao sábio ter auto-domínio a partir do uso de sua razão, entendendo que somente a virtude é o bem, e que o vício é o mal. Deve viver de modo a não ser perturbado por qualquer contingência externa e alheia ao seu controle. Tudo que acontece deve acontecer, pois, faz parte da providência divina que assim seja. Cabe ao sábio entender que tudo o que acontece é um bem, independente do que seja, deste modo, o sábio deve querer o que acontece e não, que aconteça o que ele quer. É isto que separa o sábio do louco. O louco é escravo de suas paixões e se preocupa com as coisas das quais não possui controle ou poder para mudar, buscando fugir de dores aparentes e buscar bens ilusórios. Há uma metáfora para exemplificar esta relação com o destino, no qual o curso da vida é simbolizado por um carro puxado por tração animal, que percorre uma estrada, e neste carro temos um cão amarrado, este cão representa o humano. O cão deve seguir o carro, pode até tentar ir contra a direção do carro, mas acabaria morrendo na tentativa (infarto, cansaço extremo, etc.). No entanto, cabe algumas pequenas variações no percurso e cabe também a decisão consciente de seguir junto ao carro do destino. O estoicismo nos traz uma filosofia com desenvolvimentos na física, lógica e ética, mas também traz um modo de vida e um modo de conceber o mundo, uma visão de mundo ou cosmovisão. O Estoicismo põe sua ênfase na ética e também em uma finalidade universal. Entende a filosofia como exercício e estudo da virtude e considera o conhecimento como condição e meio necessário para a realização do humano. Ao sábio cabe eliminar de si as paixões (apatia) e buscar a imperturbabilidade (ataraxia). As paixões da alma são vícios e erros irracionais que devem ser evitados pelo sábio.

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Leia: “Estoicismo: Indiferença para com as paixões, prazeres e dores”.

Epicurismo (1) * O jardim de Epicuro

Lucrécio, poeta latino que se destaca na divulgação do Epicurismo, é o autor de um poema intitulado “Sobre a natureza das coisas”, no qual expõe a doutrina epicurista. Esta Escola tem nas suas origens Aristipo, discípulo de Sócrates, que entendia que cabia ao humano por meio dos seus sentidos obter o máximo possível de satisfação. Enquanto nas Escolas Cínicas e Estoica, objetivava-se suportar a dor e o sofrimento, na Escola Epicurista o objetivo era afastar de si a dor e o sofrimento. Coube a Epicuro de Samos fundar na cidade de Atenas uma Escola que adota para si os fundamentos propostos por Aristipo. Esta Escola pode ser chamada de Escola dos Epicureus e nela, Epicuro mesclou, também, a teoria do átomo proveniente de Leucipo e Demócrito. A tradição nos diz que havia uma inscrição no portal que dava acesso ao jardim, na qual se lia: “Forasteiro, aqui te sentirás bem. Aqui, o bem supremo é o prazer”. Epicuro escreveu muito, mas de sua obra resta-nos somente três cartas e alguns fragmentos e aforismos. Cabe destaque a “carta a Meneceu”, que nos fala sobre a felicidade, a “carta a Heródoto”, que nos fala sobre a física e os átomos, e a “carta a Pítocles”, que nos fala sobre os meteoros. Basicamente o que conhecemos hoje provém dos escritos de Lucrécio e de Diógenes Laércio. Em Atenas comprou uma casa com jardim onde ministrava suas aulas e recebia os amigos, por se reunirem em um jardim, esta Escola também ficou conhecida como “os filósofos do jardim”. Divide a filosofia em três partes: 1- canônica, 2- física, e 3- ética. A canônica é a lógica, que aborda os critérios para poder distinguir entre o verdadeiro e falso. Na canônica temos que a única fonte de conhecimento é proveniente das sensações. Esta teoria do conhecimento é inspirada na teoria atomista de Leucipo e Demócrito. A física tem como objetivo libertar os humanos do medo do destino, dos deuses e da morte, longe de uma finalidade especulativa, atém-se à realidade e está subordinada à ética. A ética trata dos meios próprios para se obter a felicidade. Para se obter o prazer, deve-se medir as consequências de um ato em relação ao prazer que este possa proporcionar em dado momento e a possível dor que o mesmo poderá proporcionar em um momento subsequente, deste modo, comer em excesso pode ser prazeroso naquele momento, mas deve ser evitado para não se ter o desprazer resultante de complicações posteriores. O prazer não estaria unicamente vinculado aos sentidos corporais e incluiria outros objetivos, como, por exemplo, a amizade ou a contemplação de uma obra de arte. Torna-se muito importante neste contexto o autocontrole, a temperança e a serenidade, bem como, se libertar do medo da morte. Temos uma ênfase grande, dentro desta Escola, de se viver o momento presente, sem se preocupar com outros temas. Diógenes Laércio, em sua biografia de Epicuro, resumiu os principais pontos de sua doutrina para viver uma vida feliz e equilibrada, no que ficou conhecido como os quatro remédios, o tetrafármaco, a saber: 1- Não tema a deus ou aos deuses, 2- Não tema a morte, 3- As necessidades básicas e naturais vinculadas à felicidade são fáceis de serem obtidas, 4- Pode-se suportar a dor e o sofrimento.

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“Epicurismo: Afastar a dor e buscar o prazer com moderação”.

Ceticismo (1) * A arte de não julgar. Pirro, Pirronismo e Sexto Empírico

O ceticismo antigo pode ser dividido em três fases, a primeira com Pirro de Élis (365/360-275/270 a.C.), presente nos escritos de Timon de Flionte (320-241 a.C.), a segunda fase com a nova Academia, de Arcesilau de Pitane (315-241 a.C.) até Carnéades de Cirene (214-129 a.C.), cujas ideias e doutrinas foram escritas por Clitômaco (187-110 a.C.), a terceira fase com os assim chamados céticos posteriores, que vão de Enesidemo de Cnossos (século I) até Agripa e Sexto Empírico (séculos II e III d.C.). A palavra ceticismo encontra sua origem no grego, “sképsis”, que significa “exame, investigação”. Para Pirro e os céticos, viver bem e feliz é viver sem emitir juízos, ou seja, na “epoché”. O fundador do ceticismo antigo foi Pirro de Élis, daí ser este movimento por vezes chamado de Pirronismo. No Ceticismo há um retorno a argumentos anteriormente propostos pelo movimento sofista, deste modo, entendem que as sensações variam entre as pessoas e numa mesma pessoa, podendo um mesmo objeto proporcionar sensações distintas em pessoas diferentes ou mesmo na mesma pessoa. Também que por meio da razão podemos obter argumentos válidos pró e contra determinado assunto, anulando-se mutuamente. O entendimento da Escola cética é que o sábio deve praticar a afasia, ou seja, não falar, abster-se de se pronunciar, também deve praticar a epoché, ou seja, abster-se de opinar, visando obter a ataraxia, ou seja, a ausência de preocupações. Há três perguntas propostas no ceticismo antigo, e uma resposta própria a cada uma delas. 1- Qual a natureza das coisas? Não tenho como saber, conheço apenas aparências 2- Como devo agir em relação a realidade? Suspensão do juízo (epoché) e não falar, não pronunciar-se, manter o silêncio (afasia). 3- Quais as consequências de minhas atitudes? Ausência de perturbações (ataraxia) e um estado de bem estar e felicidade (eudamonia). Alguém que siga a doutrina de Pirro e Tímon não irá sequer afirmar que nada sabe e sim, no seu lugar, pôr em dúvida se sabe ou não sabe algo. Na vida prática deve-se agir de acordo com os costumes, as leis e as convenções sociais, reconhecendo, não obstante, nada saber com certeza, dando a tudo um valor relativo e convencional. Apesar do ceticismo tratar da teoria do conhecimento, gnoseologia, a ética e moral estão no princípio da elaboração do sistema cético e no seu resultado final.

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“O Ceticismo antigo”.

Cinismo (1) * Antístenes, Diógenes e o total desapego dos bens materiais

A escola cínica deve ser entendida não somente como um movimento filosófico dentro do Helenismo, mas também como uma das Escolas socráticas menores, foi fundada em Atenas por Antístenes (444/445-365/370 a.C.), natural de Atenas, discípulo de Sócrates, por volta de 400 a.C. Depois do fundador, o cínico mais importante foi Diógenes de Sínope, ou também conhecido como Diógenes, o Cínico (413-324 a.C.), discípulo de Antístenes, natural de Sínope, mudou-se para Atenas onde estudou com Antístenes e atuou como filósofo Cínico e posteriormente mudou para Corinto. Segundo a tradição, Diógenes vivia dentro de um barril e quase nada possuía de bens materiais, os quais ficavam limitados a sua túnica, um cajado e um saco de pão. O termo “cínico” ou mesmo “cinismo”, nome dado a este movimento filosófico e também a seus adeptos, tem origem no termo grego “kynos”, que significa “cão”, deste modo, “cínico”, ou em grego, “kynicos”, faria referência ao cão, ou melhor dizendo, “como um cão”. Em verdade, o que temos aqui é uma alusão ao tipo de vida escolhido por tais pessoas, livres na cidade, cidadãos do mundo ou cosmopolitas, sem possuírem qualquer propriedade desnecessária e sem se incomodarem em obter conforto, ou seja, vivendo como cães soltos na cidade. Outra versão para o nome o faz proveniente de “Cinosargo”, um ginásio localizado perto de Atenas onde os membros do movimento se reuniam. Defendiam a total autarquia, ou seja, autossuficiência moral. Buscavam a verdadeira felicidade, não nas coisas materiais, como, por exemplo, o luxo, o poder político e a boa saúde do corpo, mas justamente do afastamento de todas estas coisas, podendo ser alcançada por todos.

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Leia: “Cinismo: Os cínicos e o mundo helênico”.

Plotino (1) * O NeoPlatonismo e o Uno

O termo “neoplatonismo” se refere a Escolas de filosofia que, por suas doutrinas, tem sua base teórica pautada na obra do filósofo Platão. Este termo foi cunhado no século XIX por estudiosos do tema, na época destes filósofos eles não se consideravam “neoplatônicos” e simplesmente continuadores das doutrinas expressas por Platão. Estas Escolas filosóficas se desenvolvem entre os séculos III e VI d. C. Por fim, diante do combate com o nascente, e cada vez mais forte, cristianismo, o neoplatonismo irá perecer, não resistindo ao duro golpe de todas as Escolas de filosofia terem encerradas as suas atividades no ano de 529 d.C., por ordem do imperador do Império Romano do oriente, Justiniano. O neoplatonismo pode ser dividido em três momentos históricos geográficos, representados por três Escolas. A Escola Alexandrino-romana, formada principalmente por Amônio Sacas (175-242/245 – século III d. C.), Plotino (204/205-270 d.C.) e Porfírio (232-304 d.C.). A Escola Siríaca, formada principalmente por Jâmblico (245-330 d.C.), Juliano, o apóstata (331-363 d.C.). A Escola Ateniense, formada principalmente por Proclos (410-484 d.C.). Amônio Sacas é considerado como sendo o fundador do neoplatonismo. Teve como discípulos, além de Plotino, também Herenio e Orígenes, este último um neoplatônico que não deve ser confundido com seu homônimo cristão. Na sequência de Plotino, teremos no neoplatonismo Porfírio e Damáscio (458-533 – século VI d.C.). Além de ser uma importante corrente filosófica na Antiguidade, também teve o mérito de influenciar profundamente o cristianismo, o judaísmo por meio da cabala, e o islamismo. Tais religiões fizeram uso da elaboração do conceito de Uno, então presente nesta Escola filosófica e o adaptaram as suas respectivas realidades. Seu principal e mais conhecido representante foi Plotino e se diferencia das Escolas Cínica, Estoica e Epicurista, pois enquanto estas se pautavam em uma maior influência de pensadores pré-socráticos, em particular Heráclito e Demócrito, bem como do filósofo Sócrates, cabe a esta Escola priorizar ao filósofo Platão, sendo uma importante corrente filosófica da Antiguidade. Mesmo não sendo considerado o fundador do movimento, mérito que os comentadores dão ao seu mestre, Amônio Sacas, com quem Plotino estudou por cerca de 10 anos, Plotino é visto como o grande sistematizador do neoplatonismo, sendo, por vezes, o movimento identificado a sua pessoa.

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Leia: “NeoPlatonismo e Plotino”.

Marco Aurélio (1) * As meditações e o estoicismo do imperador filósofo

Marco Aurélio (Marcus Aurelius Antoninus) (121-180 d.C.), nasceu em Roma e faleceu em Viena. Seu reinado foi marcado por diversas guerras, revoltas e epidemias de peste, tendo um governo conturbado. Considerado o último dos cinco bons imperadores. Ficou conhecido como “o imperador filósofo” e “o imperador sábio”. Durante seu governo, demonstrou serenidade, justiça e força moral. Se bem que em 177 ocorreu uma perseguição aos cristãos. Considerado o principal representante do assim chamado “novo estoicismo”. Sofreu influência de Epicteto e Sêneca, filósofos estoicos. Seu livro mais famoso e de cunho filosófico é “Meditações”, provavelmente escrito durante campanhas de guerra. Tal livro parece ser mais um exercício filosófico voltado para o autoaperfeiçoamento e para a orientação de sua própria vida, sem o intuito de ser publicado ou endereçado a terceiros. Apesar de clara orientação estoica, percebe-se também a presença do ecletismo, que traz para as reflexões outros autores e correntes filosóficas. Também nos chegaram as cartas trocadas com seu amigo e professor, Frontão, onde se aborda o tema da retórica. Seu livro se coloca mais próximo de um aconselhamento moral, onde a filosofia se mostra como um modo de vida e o problema central é como se pode viver bem e feliz. Temos como tema central a importância de analisar a si próprio e aos demais por meio de uma perspectiva mais ampla, cósmica. Temos a aceitação da morte e uma discussão sobre a existência ou não de deus ou dos deuses. Assume uma atitude que busca libertar o humano dos prazeres e dores da vida e do corpo vinculados ao mundo material. Ninguém pode nos prejudicar a não ser nós mesmos, a única maneira de sermos prejudicados por outros é permitir ser dominado por uma reação, pois, tudo não passa de opinião. Pela razão o humano consegue viver em harmonia com o universo. As meditações têm como objetivo ser uma análise do dia-a-dia do imperador, o que ocorreu e qual a melhor forma de proceder diante dos fatos. Dentro do estoicismo temos a necessidade de voltarmos para nosso interior e nos questionarmos sobre nossa vida, comportamento, atitudes, ações diárias, de modo a poder com isto obter algum aprendizado útil, alguma lição de vida, visando não somente o autoaperfeiçoamento, mas também o aperfeiçoamento enquanto filósofo estoico, uma vez que o estoicismo prevê que seus princípios básicos não devem ser meramente compreendidos e sim vividos. Como representante do estoicismo, mantém que a virtude é a única fonte de felicidade e que o homem sábio deve suportar todas as adversidades da vida e ao mesmo tempo, se propor a fazer o que for o seu dever.

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“Marco Aurélio: As meditações e o estoicismo imperial”.

O Helenismo (2) * Academia, Liceu, NeoPitagorismo e Ecletismo

Academia, Liceu, NeoPitagorismo, Ecletismo

Academia

A Academia fundada por Platão, em 387 a.C. ou próximo desta data, após a morte deste, continuou a formar novos filósofos e em determinado momento de sua história passou a ser conhecida por Nova Academia, aproximando-se teoricamente do ceticismo e, posteriormente, em outro momento histórico, assume uma postura eclética. Dentre os autores antigos, encontramos algumas divisões possíveis em torno da época histórica da Academia, que variam de duas (Cícero), três (Diógenes Laércio) a cinco (Sexto Empírico), todas iniciando com o fundador, Platão. Trata-se da primeira escola ou universidade organizada no sentido de ser um espaço de troca de conhecimento, onde, apesar de não haver um currículo formal, tínhamos a presença de mestres e alunos mais ou menos experientes nas questões filosóficas. Inicialmente ali tínhamos o estudo das ideias de Platão, posteriormente houve uma evolução onde prevaleceu uma abordagem cética e probabilística e, por fim, em uma última fase, adotou-se uma abordagem eclética contra um inimigo comum à Academia e ao Estoicismo, o ceticismo. Das questões estudadas por Platão, a Academia evoluiu para um interesse mais voltado para questões morais e éticas sobre o bem viver e a felicidade, abandonando as bases metafísicas propostas por Platão, como, por exemplo, o mundo das ideias.

Liceu

A termo “Liceu” designa a Escola filosófica fundada por Aristóteles, em 335 a.C., cujos membros se reuniam no local, onde tínhamos um bosque consagrado a Apolo Lykeios (Lyceus), de onde é provável que se origine o nome, um templo dedicado ao deus Apolo Liceu. Também conhecida como Escola Peripatética. Os sucessores se mantiveram afastados das discussões entre Acadêmicos e Estoicos, mas também participaram da tendência eclética. A Escola peripatética sempre demonstrou uma clara preferência empírica e não dialética e especulativa como observamos na Academia. O ensino ministrado no Liceu pode ser resumido em algumas teses defendidas por Aristóteles, visando a conduzir o humano à obtenção da felicidade. A educação tem como objetivo guiar o humano ao longo de sua vida a partir do ensino de conceitos úteis e necessários a vida prática e também o ensino da virtude moral.

NeoPitagorismo

Com o neopitagorismo temos um retorno parcial ao pensamento presente na Escola Pitagórica, em particular o misticismo e orfismo, a defesa da imortalidade da alma e de sua reencarnação, uma relação harmônica com o cosmos e uma atitude de oposição ao materialismo. Também muito importante a noção presente de desejo de união mística com o divino.

Ecletismo

Em filosofia entendemos por ecletismo uma abordagem teórica que teve início na Antiguidade, caracterizando-se pela justaposição de teses e argumentos provindos de distintas Escolas filosóficas, criando por tal modo, uma visão de mundo ou cosmovisão pluralista e multifacetada sobre os temas em pauta. A ideia básica é que se possa escolher dentre as diversas doutrinas provenientes de Escolas filosóficas diferentes, as que sejam percebidas como a melhor em determinado assunto particular, seja este teórico ou prático. Pelo ecletismo se busca, portanto, a conciliação entre teorias distintas e por vezes antagônicas entre si, buscando sempre o que aparente ser o melhor diante do problema ou realidade que se nos apresenta naquele momento. Tenta-se desta forma conciliar teorias que são em diversos pontos opostas, buscando a harmonia e se opondo ao dogmatismo e radicalismo. Quem primeiro usou o termo e com ele se referiu a uma Escola Eclética foi Diógenes Laércio (180-240 d.C.). O Ecletismo teve uma boa acolhida em Roma, sendo proveniente dali um dos ecléticos mais conhecidos, Cícero (106 a.C. – 43 a.C.). Os romanos não tinham um gosto ou preferência para a filosofia especulativa e teórica e por seu modo de vida, buscavam sempre algo prático, donde a boa acolhida pela abordagem eclética em filosofia, buscando o que de melhor fora produzido pelas distintas Escolas e movimentos filosóficos do passado, para com isto compor uma nova e mais completa filosofia, adequada às questões e problemas com os quais se deparavam.

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“Escolas filosóficas do mundo helênico”.

O Helenismo (1) * Introdução à filosofia grega e romana do mundo helênico

Houve um momento histórico em que Atenas teve hegemonia política, econômica e cultural por sobre as demais cidades Estado gregas. A filosofia e cultura grega tiveram ali um grande desenvolvimento. Posteriormente, Alexandre (356-323 a.C.), O Grande, rei da Macedônia, continuando o trabalho de seu pai, Felipe II (382-336 a.C.), há de conquistar não somente toda a Grécia, mas também todo o mundo conhecido da época (Além dos gregos, o oriente, Egito), chegando até a Índia onde travou algumas batalhas. Aluno de Aristóteles (384-322 a.C.), conhecia a filosofia e a cultura grega e teve a preocupação de levar esta mesma cultura para os países conquistados, criando uma integração cultural entre os diversos povos, capitaneada pela língua e cultura grega, ao que foi chamado de Helenismo. Há quem delimite o helenismo como começando em 323 a.C. com a morte de Alexandre e terminando com o apogeu total do Império Romano sobre o antigo império, então fragmentado, de Alexandre, com a batalha de Leucopetra em 146 a.C. ou com a batalha de Actium, em 31 a.C., na qual Octavio Augusto conquista a cidade de Alexandria, Egito. O historiador alemão Johan Gustav Droysen (1808-1884), conhecido por sua obra “Geschichte des Hellenismus” (História do Helenismo, em três volumes)” e “Alexandre, o Grande”, 1883, é o responsável por cunhar a expressão “helenismo” para se referir a este período histórico. O termo “helenismo” faz referência ao termo “Hélade”, pelo qual os gregos antigos entendiam o conjunto formado por todas as cidades-Estado gregas, deste modo, os gregos antigos se auto-intitulavam “helenos”. A palavra “helenismo” também faz referência a falar grego e partilhar de toda a cultura e valores gregos. O império conquistado por Alexandre abrangeu uma vasta região, que ia do sul da Europa, passando pelo Egito, Ásia Menor, planícies iranianas até chegar à Índia, e nele Alexandre sempre se preocupou por integrar a cultura grega com a dos povos conquistados, construindo novas cidades, templos, ágoras, ginásios, bibliotecas e casando seus oficiais com mulheres da região. A influência cultural foi ampla, pois, atingiu o comércio, a economia e a política, dentre diversos outros segmentos, envolvendo não somente uma classe ou grupo social, mas a população envolvida nas mais diversas atividades que de algum modo se relacionavam com algum tipo de troca entre os povos. Desde a morte de Platão, a Academia teve sua direção passada de mestre para mestre, mantendo a tradição. Durante a primeira guerra Mitridática, contra os romanos, que teve início em 88 a.C., temos que Sula sitiou e conquistou a cidade de Atenas em 86 a.C., vindo nesta ocasião a destruir fisicamente a Academia, mas o terreno onde a mesma fora construída continuou a ser usado pelos mestres e alunos até o ano de 529 d.C., quando por ordem do então imperador Justiniano, do Império Romano do Oriente, foi definitivamente fechada, pondo fim ao último baluarte da cultura helênica, ainda vinculada aos deuses gregos e as musas inspiradoras. Sua finalidade era cultural, também de caráter jurídico e religioso. Era o fim de uma era e a vitória dos sacerdotes da nova religião, o cristianismo. Neste período, da morte de Aristóteles (322 a.C. – século IV a.C.) até o fechamento da Academia (529 d.C. – século VI d.C.), temos desde o início, e presente nos principais movimentos e escolas filosóficas, duas bases fundamentais nas quais mais tarde se erguerá o cristianismo, a partir do século I d.C., refiro-me aos conceitos de universalismo e de interioridade.

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“O Helenismo: Introdução à filosofia greco-romana”.

Hípias de Élis (1) * A lei civil serve para tiranizar os humanos

Híppias ou Hípias (460-400 a.C.) natural da cidade de Élis (Élide). A tradição o apresenta como um homem de saber enciclopédico (um polímata) e de enorme capacidade de memorização. Ele ensinava, inclusive, técnicas para memorização (mnemotécnica). O que sabemos hoje provém basicamente da obra de Platão, onde Hípias aparece como personagem em alguns livros, refiro-me aos diálogos “Hípias maior”, “Hípias menor” e “Protágoras”, e também da obra de Xenofonte. Do mesmo modo que outros sofistas, atuou como professor itinerante, viajando pelas cidades da Grécia e cobrando por suas aulas. Também como outros sofistas, esteve em Atenas e lá ministrou cursos sobre a arte de bem falar, a oratória, lembrando que os sofistas eram mestres na retórica. Pelos relatos que temos, teria ganhado muito dinheiro com sua atividade docente. Também foi um grande matemático e nos baseando em Proclo, temos que Hípias desenvolveu estudos matemáticos sobre a quadratriz, visando resolver um dos três grandes problemas matemáticos da Antiguidade, a trissecção do ângulo (os outros dois são respectivamente: a duplicação do cubo e a quadratura do círculo). Hípias apresenta uma atitude cosmopolita na qual defende a igualdade entre todos, sejam gregos ou não, sejam aristocratas ou escravos. Defende e enaltece a educação e defende também que a lei natural deva prevalecer sobre a lei civil, a qual tende a tiranizar os humanos e obriga-los a executar ações contrárias a natureza.

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“Hípias de Élis: Um homem de saber enciclopédico”.

Pródico de Céos (1) * Sofista, professor, orador

Prodicus ou Pródico (465-395 a.C.), ou Pródicus de Céos, priorizava em seu ensino a retórica e a ética, sendo tido a época como um grande professor e orador. Também conhecido por suas distinções linguísticas e a atenção que dava a correção do sentido das palavras usadas no discurso, priorizando a exatidão dos nomes. Segundo Pródico, para desenvolver um discurso ou participar de um debate é importante que as palavras usadas sejam adequadamente definidas, dando um especial destaque ao uso correto das palavras e a definição exata dos sinônimos. O que há de caracterizar Pródico como sofista será a cobrança de um valor em dinheiro para ter-se suas aulas, e dele ser um hábil orador, conhecedor da retórica. Três pontos se destacam no seu pensamento 1- A ética expressa na escolha de Hércules entre a virtude e o vício, valorizando o esforço e trabalho, 2- A origem dos deuses nos fenômenos da natureza e naqueles tidos como os portadores de alguma descoberta útil à sobrevivência da humanidade (vinho, pão, fogo, água, agricultura, etc.) e 3- A precisa definição dos sinônimos e das palavras em busca do significado presente nas mesmas. A discussão e divergência entre as pessoas pode se dar meramente por entenderem coisas diferentes pelas mesmas palavras. Interessante seu posicionamento sobre o sucesso estar vinculado ao trabalho e esforço próprio, bem como seu pensamento sobre a morte e o motivo pelo qual não devemos temê-la.

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“Pródico de Céos: A escolha de Hércules entre o vício e a virtude”.

Górgias (1) * Grande representante do movimento sofista e da retórica

Górgias (485-380 a.C.) é natural de Leontini, vindo a falecer por volta dos 109 anos de idade, em Larisa (Tesalia). Esteve em Atenas como embaixador, teria sido discípulo de Empédocles. Platão lhe dedicou um livro, o diálogo cujo nome é “Górgias”. Dentre suas principais obras, temos: “Sobre o não-ser ou da natureza”, “A defesa de Palamedes”, “A oração fúnebre” e “Elogio a Helena”. Górgias é um grande orador e um dos maiores expoentes da retórica e sofística em seu tempo. Górgias defendia a ideia da união de todas as cidades-Estado gregas, de um pan-helenismo. Para Górgias, só existem aparências. Considerado cético em virtude de suas três teses, presentes no livro “Sobre o não-ser ou da natureza”, na doxografia comentada por Sexto Empírico (Livro: Adversus Mathematicos) e um autor desconhecido que se faz passar por Aristóteles, pseudo-Aristóteles (Livro: Sobre Melisso, Xenófanes e Górgias – MXG). Tomando por base suas três teses ali apresentadas temos que: 1- Nada existe (a tradução mais correta seria “nada é”). 2- Mesmo que existisse o ser, este seria desconhecido. 3- Se fosse possível conhecer o ser, este conhecimento seria incomunicável e inexplicável para outro. A crítica e tentativa de refutação do pensamento da Escola eleática, presente na afirmação de Parmênides de que o ser é e o não ser não é, encontra em Górgias a afirmação que qualquer enunciado sobre o ser não seja válido. Discorda Górgias, portanto, da identidade do ser com o pensar presente em Parmênides, mas ao fazê-lo, em verdade, se refere ao ser proposto por Melisso, que é um ser lógico, e não ontológico como o proposto por Parmênides. Enquanto que para Protágoras a virtude podia ser ensinada e este se propunha a fazê-lo, para Górgias isto já não é possível, pois, cada grupo social terá as suas virtudes próprias. A virtude do escravo não será a mesma do senhor, e a do homem não será a mesma da mulher nem da criança. No tocante a atividade pedagógica exercida pelo sofista, caberia somente o ensino da arte da retórica, pois não caberia se propor a ensinar qualquer virtude, uma vez que esta não é absoluta para todos.

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Leia: “Górgias: Nada é, pode ser conhecido, ou comunicado”.

Protágoras (1) * O homem é a medida de todas as coisas

Protágoras (490/480- 415/410 a.C.), nasceu em Abdera e dentre outras cidades, visitou Atenas. Um de seus livros, “Sobre os deuses”, foi o motivo da acusação de impiedade contra os deuses da qual resultou sua condenação e fuga. Se realmente ocorreu a denúncia por impiedade, seu real motivo foi político, visando perseguir os apoiadores de Péricles após a morte deste e de seus filhos pela peste. Em Protágoras, como também em outros sofistas temos presente: o antropocentrismo, que substitui a natureza pelo humano no centro do debate; o relativismo, que permite desenvolver a defesa de teses contrárias, podendo todas serem verdadeiras de acordo com o ponto de vista e argumentos empregados em sua defesa; o subjetivismo, que retira a ênfase da realidade objetiva e a põe nas emoções e valores humanos; o pragmatismo, que objetiva o sucesso, a praticidade; o utilitarismo, que busca o útil em detrimento a outros valores; o fenomenismo, que valoriza o que aparece, as aparências; o agnosticismo, que defende não poder opinar sobre a existência ou não de deuses e a veracidade sobre questões religiosas; o convencionalismo, que aceita que a verdade é formada por uma acordo social baseado nas tradições e na repetição de determinados comportamentos e atitudes; a razão instrumental, o instrumentalismo da razão; o particularismo, empirismo; o humanismo, que põe o humano no centro das decisões, da verdade, dos valores, da sociedade. Se o homem (se referindo ao ser humano) no sentido individual ou no sentido universal, é a medida de todas as coisas como o queria Protágoras (O homem é a medida de todas as coisas, das que são, enquanto são, das que não são, enquanto não são), temos duas possibilidades, ou entendemos que este humano é a medida de todas as coisas no sentido universal e não individual, e deste modo nos afastamos de um relativismo absoluto, ou nos encaminhamos para um total relativismo, onde cada humano em particular possui uma medida e um conhecimento que lhe é verdadeiro para si somente, e não para os demais. Protágoras também apresentou reais desenvolvimentos na gramática e na retórica.

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“Protágoras: O humano no centro de tudo”.

Os Sofistas (3) * Sofistas posteriores

Dentre os sofistas que hoje conhecemos, podemos citar: Protágoras, Górgias, Pródicus (ou Pródico), Hippias. E também Crítias, Xeníades, Trasímaco, Cálicles, Antifon, Polo, Isócrates e Licofron. Os quatro primeiros (Protágoras, Górgias, Pródicus, Hippias) são classificados, segundo alguns comentadores, como sofistas anteriores, e os demais como sofistas posteriores. Há quem considere como sofistas anteriores somente Protágoras e Górgias, aqui neste vídeo falaremos sobre: 5- Crítias (460-403 a.C.) 6- Xeníades (datas de nascimento e morte desconhecidas) 7- Trasímaco (459- 400 a.C.) 8- Cálicles (datas de nascimento e morte desconhecidas) 9- Antifon (480-411 a.C.) 10- Polo (datas de nascimento e morte desconhecidas) 11- Isócrates (436-338 a.C.) 12- Licofron (datas de nascimento e morte desconhecidas)

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“Os Sofistas: Sofistas posteriores”.

Os Sofistas (2) * Introdução ao movimento sofista

Em seu significado original e antes da deturpação, que depreciou e alterou este conceito, o termo sofista significa “sábio”. A característica principal dos integrantes deste movimento é de ensinar mediante pagamento por parte de seus alunos, o que não os diferencia de nossos modernos professores. Também presente encontramos o uso da arte da oratória, a retórica, e o ensino da mesma. Este uso instrumental da oratória visando persuadir e convencer a plateia, também pode ser encontrado nos dias atuais em diversas profissões, dentre as quais: professor, político, publicitário, advogado e assessor de imagem. Na Antiguidade, o termo sofista ora era entendido como “mestre e sábio”, tal como predominava nas Escolas de filosofia, organizadas com o fito de ensinar, e ora, na visão pejorativa dada por Platão e Aristóteles. Dentre os sofistas que hoje conhecemos, podemos citar: Protágoras, Górgias, Prodicus (ou Pródico), Hippias. E também a Crítias, Xeníades, Trasímaco, Cálicles, Antifon, Polo, Isócrates e Licofron. Os quatro primeiros (Protágoras, Górgias, Prodicus, Hippias) são classificados, segundo alguns comentadores, como sofistas anteriores, e os demais como sofistas posteriores. Há quem considere como sofistas anteriores somente Protágoras e Górgias. Os sofistas representam um movimento cultural e intelectual vinculado à transmissão do conhecimento, presente ao século V a.C. e, decorrente em grande parte, da ascensão política da cidade de Atenas, então com um governo democrático e tendo à frente o estadista Péricles. Após as guerras médicas, com as vitórias de Maratón (490 a.C.), Platea (480 a.C.) e Salamina (479 a.C.) temos que Atenas se torna a mais importante cidade grega no tocante à vida política, cultural e comercial. Se antes as cidades eram governadas pela aristocracia, agora o povo reunido em praça pública, ágora, passava a ter voz e aqueles que melhor sabiam falar e dominavam a arte da retórica tinham como crescer rapidamente na política e ocupar um lugar de destaque nas decisões tomadas pelo governo da cidade. Coube aos sofistas propiciar o ensino desta arte (oratória, retórica, dialética) vinculada ao bem falar e também propiciar outros conhecimentos (matemáticas, filosofia) para quem quisesse pagar para aprender. Muitos destes sofistas não eram naturais de Atenas, mas sim de outras cidades estado gregas. Era comum os sofistas viajarem de cidade em cidade, vendendo seus cursos, como professores itinerantes. Com os sofistas temos na Grécia a transição do período cosmológico representado pelos filósofos pré-socráticos, para o período antropológico, cuja maior ênfase e importância se dará não para a natureza, physis, e sim para o humano e seu convívio em sociedade.

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“Os Sofistas: Professor, mestre e sábio”.

“Sobre os Sofistas do século XXI: Filósofo educador, um sofista moderno!”

Demócrito de Abdera (1) * Os átomos e a teoria atomista

Demócrito de Abdera (460-370 a.C.), nasceu em Abdera, colônia jônica da Trácia. Segundo a tradição foi discípulo ou continuador de Leucipo e escreveu cerca de 90 obras, das quais nos chegaram alguns fragmentos. Dentre as obras por ele escritas, temos: “Pequena ordem do mundo”, “Da forma”, “Do entendimento”, “Do bom ânimo”, “Preceitos”. A tradição também nos diz que vivia sempre a sorrir e por tal motivo, artistas posteriores tendem a representa-lo sempre rindo. Não há como distinguir perfeitamente sua doutrina da de Leucipo, pois, ainda na Antiguidade as obras dos atomistas foram compendiadas juntas. Apesar de ser considerado um pré-socrático, cronologicamente é posterior a Sócrates, sendo contemporâneo de Platão. Conjuntamente com Leucipo de Mileto, se apresenta como um filósofo atomista. Por átomo entende a menor partícula de alguma coisa, pois, não seria possível a divisão de algo ao infinito. “atomon” = “sem partes” ou indivisível. Além de sua contribuição no estudo da Physis com a teoria atomista, desenvolveu trabalho junto a ética e parte considerável dos fragmentos que nos chegaram aborda questões éticas e morais. Também se dedicou à matemática e geometria. Outra inovação em Demócrito encontra-se em que ele admite a existência de infinitos mundos, podendo haver vida nestes mundos. Temos em Demócrito uma filosofia de base determinista, causalista, materialista, mecanicista, quantitativa e não qualitativa, onde as coisas ocorrem necessariamente. O movimento dos átomos (ser) ocorre no vazio (não ser), mas esta concepção de vazio como ausência de coisas, como vácuo, nada, zero ou conjunto vazio, tende a aproximar da noção de “não-ser” de Melisso, e não de Parmênides. Lembremos que o “não-ser” em Parmênides apresenta uma contradição ontológica que não permite sequer que o mesmo seja pensado, pois, quando da tentativa, pensamos algo e este algo é alguma coisa, ou seja, “ser”. Já o “não-ser” de Melisso tem base lógica e, portanto, pode ser pensado justamente como conjunto vazio, nulo, zero, vácuo. Tudo que existe é criado a partir das diferenças existentes entre os átomos, sendo que estas diferenças ocorrem em número de três: forma, ordem e posição. Aristóteles nos explica esta questão, que pode ser assim exemplificada por meio do uso de letras: forma “A e N”, ordem “NA e AN” e posição “N e Z”. A estas três diferenças podemos acrescentar o peso e o tamanho de cada átomo, sendo o peso uma mera decorrência do tamanho e volume do átomo. Os átomos têm extensão, volume e peso.

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“Demócrito de Abdera: O filósofo sorridente”.

Melisso de Samos (1) * O não-Ser de base lógica

Melisso de Samos (470-430 a.C.) nasceu na ilha de Samos, Mar Egeu, atuou como almirante da esquadra de Samos na batalha ocorrida em 441/440 na qual derrotaram a esquadra ateniense. Só restam dez fragmentos de sua obra, um poema intitulado “Sobre o ser ou sobre a natureza” (ou em outra possível tradução: “Sobre a natureza ou sobre o que existe”). Melisso se aproxima de Parmênides e de Zenão ao propor um ser único, mas substitui a ideia de um ser finito e esférico pela ideia de um ser infinito e sem forma definida. Segundo Melisso, o ser é eterno (não teve começo e não tem fim), infinito no espaço e no tempo, imutável, sempre idêntico a si-mesmo, sem forma definida, sem delimitações, uno (não composto por partes). Neste ser proposto por Melisso temos presente a unidade, a completude e a imobilidade. Defende a tese da unidade do que é, se opondo aos que defendem a pluralidade dos seres. Enquanto o “não ser” de Parmênides nos apresenta uma contradição de base ontológica, o “não ser” de Melisso, por sua vez, aponta para uma base lógica e não ontológica. O “não ser” em Melisso faz referência ao nulo, o zero e a ausência, ou seja, trata-se de algo lógico e não ontológico. O “não ser” em Parmênides é ontológico, e, portanto, não pode sequer ser pensado, pois, quando tentamos pensar o “não ser”, pensamos alguma coisa e esta coisa que pensamos é também “ser”. Já o “não ser” de Melisso é lógico, e, portanto, pode ser pensado, pois, quando tentamos pensar o “não ser” em Melisso, fazemos referência ao conjunto vazio, ao zero, ao vácuo, a ausência de coisas. A divisão entre o ser proposto pela razão e a pluralidade de seres oriunda de nossos sentidos, é maior em Melisso do que em Parmênides, abrindo deste modo o caminho para o surgimento de doutrinas outras, com base no ceticismo.

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“Melisso de Samos: A unicidade do Ser”.

Filolau de Crotona (1) * A Escola Pitagórica

Filolau de Crotona (480/470-385 a.C.) se apresenta como um dos mais importantes representantes do pitagorismo no século V a.C. Segundo a tradição, Filolau teria nascido na cidade de Crotona e atuado como professor na cidade de Tarento. Segundo Diógenes Laércio, coube a ele ser o primeiro a sistematizar as doutrinas pitagóricas por meio da publicação de livros. Coube a ele escrever um livro, “Escritos pitagóricos”, contendo as descobertas e ensinamentos da escola pitagórica, bem como revelando os segredos desta Escola, livro este que foi comprado por Platão e que fundamentou o entendimento de Platão e Aristóteles sobre o que venha a ser esta Escola. A tradição também lhe atribui mais dois livros: “Sobre a natureza” e “Astronomia”. Entendia que o fundamento de todas as coisas se encontrava nos conceitos de “limitado” e de “ilimitado”, associando os números pares ao ilimitado e os números ímpares ao limitado. Entende que toda a natureza se origina de forma harmônica a partir de ilimitados e limitadores. Por ilimitados entende: os números pares, ilimitado, indeterminado, divisível. Já por limitadores entende: os números ímpares, limitado, determinado, indivisível. Segundo seu pensamento, a natureza é composta por meio do limitado e do ilimitado, que ao relacionarem-se entre si produzem a harmonia.

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“Filolau de Crotona: O primeiro a sistematizar as doutrinas pitagóricas”.

Zenão de Elea (1) * A filosofia e os paradoxos de Zenão

Zenão de Elea (490-430 a.C.) é discípulo de Parmênides e no decorrer de sua vida se envolveu com a política local de sua cidade, culminando em sua prisão, tortura e morte. Escreveu vários paradoxos em apoio à teoria proposta por Parmênides e visando criar dificuldades para os que defendiam a tese do senso comum, poucos destes paradoxos chegaram até os nossos dias e há comentadores que argumentam que teria escrito cerca de 40 paradoxos. Procura por meio do desenvolvimento de sua filosofia defender a de seu mestre, afirmando que a crença na existência do movimento e da pluralidade tende a gerar enormes dificuldades e também paradoxos. Os absurdos e paradoxos presentes quando aceitamos o movimento, tornam preferível a negação do movimento. Para Zenão temos um ser uno como propôs Parmênides, não há pluralidade de entes e não há movimento. Há um só ser e este é imóvel. Encontramos em Aristóteles uma discussão sobre a obra de Zenão e seus paradoxos. São discutidos quatro paradoxos, a saber: 1- O argumento da dicotomia. 2- O argumento de Aquiles apostando uma corrida com uma lenta tartaruga. 3- O argumento da flecha disparada pelo arqueiro. 4- O argumento do estádio. O que temos em Zenão é uma negação racional do movimento, o qual é somente uma ilusão e provém da “doxa”, opinião. O movimento passa a ser entendido como algo absurdo dentro de um princípio de racionalidade. Segundo Aristóteles cabe a Zenão o mérito de ser o criador da dialética, arte que desenvolveu na tentativa de levar ao absurdo os argumentos de seus adversários que defendiam a multiplicidade do ser e o movimento.

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“Zenão de Elea: A inexistência do movimento e da pluralidade”.

Empédocles de Acragas (1) * Os quatro elementos

Empédocles de Acragas, hoje Agrigento, (495/483/482-430 a.C.) segundo a tradição escreveu dois livros, “Sobre a natureza” e “Purificações”, tendo-nos chegado somente fragmentos de sua obra. Os fragmentos hoje disponíveis foram preservados por serem citados nas obras de Aristóteles, Simplício e Plutarco, já as opiniões e explicações sobre sua obra, a doxografia, provém basicamente de Platão, Aristóteles e Teofrasto. Em 1990 foram encontrados novos fragmentos em um papiro que tinha sido obtido em 1904 de um antiquário no Cairo, Egito, e estava guardado no depósito da Biblioteca Nacional de Estrasburgo, notícia que foi dada aos meios de imprensa em 1999. Segundo a tradição, foi médico, legislador, dramaturgo, político, poeta, professor e filósofo. A lenda que surgiu em torno de seu nome o apresenta também como mago, curandeiro e profeta. Também defendia, do mesmo modo que os órficos e pitagóricos, um conjunto de teses místicas, como a transmigração das almas por meio de um longo ciclo de reencarnações, não somente em humanos, mas também passando por outros animais e até mesmo plantas. Empédocles entende serem em número de quatro os elementos materiais que irão tudo compor, a saber: fogo, ar, água e terra. Acrescenta aos quatro elementos o amor (filia) e a discórdia ou ódio (nekos). O amor une e a discórdia desune. O primeiro agrega e o segundo desagrega. O amor e o ódio, em Empédocles, representam o poder natural e divino do bem e do mal, da ordem e da desordem, da construção e da destruição. Segundo este filósofo, no começo de tudo teríamos o bem, a ordem, e predominaria o amor. Neste começo de tudo e por meio do amor, teríamos os quatro elementos mesclados entre si formando uma unidade orgânica e esférica. A criação de tudo se deu a partir do ódio. Mas se só houvesse o ódio não haveria a criação dos seres individuais, pois, a separação iria continuar sempre, é o amor que proporciona junção de elementos que irá criar os seres individuais. Há uma alternância entre o domínio do mal e do bem. Com o tempo o império do ódio dará lugar ao império do amor. O amor volta aos poucos a se mesclar com o ódio e as coisas particulares até que haja novamente uma coisa só. Esta coisa única é Deus, perfeito e esférico. Esta perfeição é encontrada, portanto, na origem e no final do mundo. Nosso atual mundo, onde temos injustiça e ódio, é um lugar de expiação e purificação. Unindo-se tudo que existe temos o uno, com o qual se desfaz a pluralidade, com a separação de todas as coisas temos novamente a pluralidade e o uno perece.

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“Empédocles de Acragas: O amor une e a discórdia desune”.

Anaxágoras de Clazômenas (1) * Vida, filosofia, o nous e as homeomerias

Anaxágoras de Clazômenas (499-428 a.C.) em um momento de sua vida mudou-se para a cidade grega de Atenas, onde atuou como professor e filósofo, fazendo amizade com Péricles e por causa desta amizade, os inimigos de Péricles, não o podendo atacar pessoalmente, em virtude do apoio da população, acusaram Anaxágoras de impiedade contra os deuses, acusação esta que parece se originar do campo religioso, mas que na verdade acoberta fortes interesses políticos regionais. A acusação se baseou em que Anaxágoras não entendia a lua e o sol como deuses. Para Anaxágoras o sol é uma massa em chamas e a lua uma rocha que refletia a luz provinda do sol. Segundo a tradição, Anaxágoras teria sido o primeiro a lecionar filosofia em Atenas, tendo tido entre seus discípulos a Arquelau, este originário de Atenas, teria sido o primeiro filósofo nascido na cidade e ensinado filosofia ali, tendo sido mestre de Sócrates. Entende que a realidade é composta por uma infinidade de elementos. Aristóteles ao se referir a esta tese presente em Anaxágoras a irá chamar de “homeomerias”, fazendo por meio deste termo, referência ao esperma ou semente que daria origem a tudo que existe, em toda a sua pluralidade de formas e apresentações. Segundo o pensamento de Anaxágoras, estes elementos seriam compostos pelos opostos e pelos quatro elementos já presentes em Empédocles, bem como, de todas as coisas existentes, logo, em tudo há a participação de tudo. Anaxágoras procura evitar a contradição do ser se originar do não ser, presente a partir de uma leitura de Parmênides, por meio de um número ilimitado de elementos, todos mesclados em diferentes proporções, logo, não há o problema de o ser surgir do não ser uma vez que em tudo que existe temos a participação de todos os elementos misturados. A única exceção nesta mescla de substâncias é o nous, que não se mescla com qualquer outro elemento. O nous se apresenta como totalmente independente de todas as coisas e nisto há de se diferenciar do logos de Heráclito, uma vez que este último é imanente, o que não ocorre com o nous.

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“Anaxágoras de Clazômenas: Em tudo há a participação de tudo”.

Leucipo de Mileto (1) * O mestre de Demócrito

Leucipo de Mileto (século V a.C.) tende a ter seu pensamento e obra apresentado conjuntamente com o de Demócrito de Abdera, não havendo reais diferenças conhecidas hoje entre eles, sendo ambos atomistas. Os comentadores não chegam a uma conclusão sobre a cidade na qual Leucipo nasceu, se foi Mileto, Elea ou Abdera. Segundo a tradição teria escrito um livro intitulado “A grande ordem do mundo”, talvez tenha escrito outro livro ou se trate mais provavelmente de um capítulo deste primeiro, mas temos também “Sobre a mente”. A tradição o considera discípulo de Parmênides ou de Zenão de Elea e mestre ou precursor de Demócrito. Segundo Aristóteles e Teofrasto cabe o mérito a Leucipo de ter sido quem realmente criou a teoria atomista, e não Demócrito. Mais tarde, Demócrito e também Epicuro desenvolveram e elaboraram a teoria atomista, dando continuidade e maior abrangência a mesma. Aristóteles e Teofrasto não deixam dúvida sobre a existência de Leucipo e sobre ser ele o criador da teoria atomista. A dúvida sobre sua existência parece ter surgido a partir de uma interpretação errônea de uma passagem de Epicuro, “nunca há existido um Leucipo filósofo”, frase esta que menos que negar a existência física da pessoa Leucipo, traz uma crítica a Leucipo enquanto filósofo. Diógenes Laércio foi de opinião que Leucipo entendia que o universo é infinito, estando uma parte do mesmo cheia e outra vazia.

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“Leucipo de Mileto: O criador da teoria atomista”.

Arquelau de Atenas (1) * Discípulo de Anaxágoras, mestre de Sócrates

Há quem defenda a tese de que Arquelau de Atenas (século V a.C.) seria discípulo de Anaxágoras e o mestre de Sócrates. Em verdade, se de fato foi mestre de Sócrates, pouca importância deve ter tido, pois, não é mencionado nos textos que temos de Xenofonte, Platão e Aristóteles. Tudo que hoje conhecemos sobre Arquelau provém basicamente de textos provenientes de Diógenes Laercio e Teofrasto. Há quem afirme ser ele o último dos fisiólogos ou filósofos da natureza pré-socráticos. Arquelau tende a fazer uso em sua filosofia de ideias e conceitos já presentes em outros filósofos que o antecederam, em particular em Anaxágoras, fazendo, no entanto, suas próprias adaptações. Conjuntamente com Diógenes de Apolônia, Arquelau de Atenas é classificado como integrante de uma Escola Eclética, pois, sua teoria filosófica pelo que nos chegou por meio dos comentadores, se baseia em grande parte em Anaxágoras, modificando e acrescentando temas da filosofia de Anaxágoras a partir da introdução de outros elementos provenientes dos mais distintos filósofos, dentre os quais cabe destaque a Anaxímenes. Por meio dos testemunhos que chegaram até os presentes dias, Arquelau teria seguido Anaxágoras ao afirmar haver um número infinito de princípios heterogêneos. Entendia que o fundamento de tudo que existe é o nous, mas este não é puro. Entende que é por meio do nous que temos o movimento, as separações e as combinações. Há quem defenda que há no pensamento de Arquelau uma mescla harmônica do pensamento de Anaxágoras e de Anaxímenes no tocante ao entendimento cosmológico proposto por Arquelau. Quanto a sua ética, esta se baseia em uma única frase trazida por Diógenes Laercio, “Manteve que o justo e o injusto existem só por convenção, não por natureza”, frase esta que se bem seja atribuída ao pensamento de Arquelau, está coerente com a doutrina ensinada pelos sofistas, seus contemporâneos, e sua atribuição a Arquelau pode se dar com o intuito de afirmar que no início os humanos não teriam leis ou normas morais, vindo a desenvolvê-las com o passar do tempo e talvez a intenção seja proporcionar ao suposto mestre de Sócrates algum desenvolvimento ético moral, por menor que este possa ser.

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“Arquelau de Atenas: O mestre de Sócrates”.

Heráclito (2) e Parmênides (2) * O panta rei (tudo flui) e a unidade do Ser que permanece

Heráclito de Éfeso (544/540-470 a.C.), segundo a tradição, nasceu em uma família nobre, mas abdicou de seu status e não se interessou pela política da cidade. Devido ao estilo enigmático de sua obra e vida, já na Antiguidade o filósofo teria sido designado como “o obscuro”. Segundo ele todas as coisas estão em movimento e mudança constante. Põe ênfase, no entanto, não na mudança e movimento e sim no logos que permite a coerência presente em tudo, atuando como elemento de ordenação de todas as coisas. Também cabe destaque a importância do elemento fogo. O logos é co-extensivo ao fogo. Cabe ao logos ser constitutivo real e ao fogo ser constitutivo cósmico primário de todas as coisas. Heráclito nos dá o exemplo de um rio, no qual não é possível banhar-se duas vezes, pois quando a mesma pessoa entra no rio pela segunda vez o rio não é mais o mesmo uma vez que as águas ali presentes já são outras, as águas estão correndo e mudando. Um de seus discípulos, Crátilo, fez uma modificação nesta alegoria, afirmando que não somente o rio, mas a própria pessoa que tentaria entrar uma segunda vez, também mudaria, deste modo, uma mesma pessoa sequer conseguiria entrar em um mesmo rio uma única vez, em virtude da contínua mudança de ambos (rio e pessoa).

Parmênides de Elea (540/539/530-460 a.C.), segundo Diógenes Laércio, foi discípulo de Xenófanes de Cólofon, já segundo Teofrasto, foi discípulo de Anaxímenes. Parmênides nos fala em seu poema que o ser é e o não ser não é, ou seja, que só existe o ser e se algo de fato existe, este algo não pode perecer, mudar, mover-se ou possuir qualquer imperfeição. Segundo alguns comentadores, a ontologia surge com Parmênides, bem como a formulação do princípio de identidade e do princípio da não contradição. O poema de Parmênides pode ser dividido em três partes. Na primeira parte temos o preâmbulo, no qual a deusa recebe Parmênides e lhe informa sobre a revelação que fará. Na segunda parte encontramos uma argumentação filosófica e na terceira parte uma discussão sobre a “doxa” que é o caminho para o não ser. De fato, encontramos dois caminhos possíveis no poema: o da verdade, no qual afirmamos que o ser é; e o da “doxa”, que afirma que o ser não é. Se fizermos uma leitura rápida e superficial de Parmênides e Heráclito, podemos entender que ambos são opostos entre si. Neste caso, a Parmênides caberia a constância e imobilidade do ser e a Heráclito a mudança e o movimento de tudo.

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Parmênides de Elea (1) * O Ser e o não Ser, o início da Ontologia

Parmênides de Elea (540/539/530-460 a.C.), segundo Diógenes Laércio, foi discípulo de Xenófanes de Cólofon, já segundo Teofrasto, foi discípulo de Anaxímenes. Parmênides nos fala em seu poema que o ser é e o não ser não é, ou seja, que só existe o ser e se algo de fato existe, este algo não pode perecer, mudar, mover-se ou possuir qualquer imperfeição. O poema de Parmênides pode ser dividido em três partes. Na primeira parte temos o preâmbulo, no qual a deusa recebe Parmênides e lhe informa sobre a revelação que fará. Na segunda parte encontramos uma argumentação filosófica e na terceira parte uma discussão sobre a “doxa” que é o caminho para o não ser. De fato, encontramos dois caminhos possíveis no poema: o da verdade, no qual afirmamos que o ser é; e o da “doxa”, que afirma que o ser não é. Segundo alguns comentadores, a ontologia surge com Parmênides, bem como a formulação do princípio de identidade e do princípio da não contradição. A teoria presente em Platão sobre o mundo das ideias, onde haveria uma ideia perfeita de cada coisa, é uma tentativa de resolver o impasse entre as filosofias de Parmênides e Heráclito. A Parmênides caberia o mundo das ideias e a Heráclito o mundo de nossos sentidos. Já a solução dada por Aristóteles encontra-se na formulação dos conceitos de potência e ato, como também de matéria e forma. Se fizermos uma leitura rápida e superficial de Parmênides e Heráclito, podemos entender que ambos são opostos entre si. Neste caso, a Parmênides caberia a constância e imobilidade do ser e a Heráclito a mudança e o movimento de tudo.

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“Parmênides de Elea: O ser é, o não ser não é”.

Heráclito de Éfeso (1) * O logos e o fogo – Panta rei ou tudo flui

Heráclito de Éfeso (544/540-470 a.C.), segundo a tradição, nasceu em uma família nobre, mas abdicou de seu status e não se interessou pela política da cidade. Com relação a sua vida, pouco ou quase nada se sabe ao certo e é provável que algumas histórias pitorescas que nos chegaram sejam inventadas. No final de sua vida teria se isolado e se afastado da cidade, retornando a mesma doente. Devido ao estilo enigmático de sua obra e vida, já na Antiguidade o filósofo teria sido designado como “o obscuro”. Segundo ele todas as coisas estão em movimento e mudança constante. Põe ênfase, no entanto, não na mudança e movimento e sim no logos que permite a coerência presente em tudo, atuando como elemento de ordenação de todas as coisas. Também cabe destaque a importância do elemento fogo. O logos é co-extensivo ao fogo. Cabe ao logos ser constitutivo real e ao fogo ser constitutivo cósmico primário de todas as coisas. Heráclito nos dá o exemplo de um rio, no qual não é possível banhar-se duas vezes, pois quando a mesma pessoa entra no rio pela segunda vez o rio não é mais o mesmo uma vez que as águas ali presentes já são outras, as águas estão correndo e mudando. Um de seus discípulos, Crátilo, fez uma modificação nesta alegoria, afirmando que não somente o rio, mas a própria pessoa que tentaria entrar uma segunda vez, também mudaria, deste modo, uma mesma pessoa sequer conseguiria entrar em um mesmo rio uma única vez, em virtude da contínua mudança de ambos (rio e pessoa). Interessante que apesar de toda a mudança que vemos ao nosso redor, tudo aparenta continuar sendo a mesma coisa. Há quem destaque o fluir de tudo em Heráclito, mas o fazendo esquece-se da vital importância presente no logos enquanto princípio ordenador de toda transitoriedade que encontramos na realidade ao nosso redor.

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“Heráclito de Éfeso: A unidade do todo dada pelo logos”.

Xenófanes de Cólofon (1) * Por uma reforma religiosa

Xenófanes de Cólofon ou Jenófanes (570-470/475 a.C.) narrou observações de conchas encontradas em lugares onde não havia água e propôs que em algum momento tudo fora coberto de água e que tudo retornaria para a água, bem como que os seres vivos eram um misto de água e terra, lama. A tradição considera ter Xenófanes nascido na cidade de Cólofon, hoje território da Turquia, e que atuou como um recitador de poemas de cidade em cidade, atividade que conhecemos por “rapsodo”. Teria ele percorrido várias cidades gregas próximas ao mar mediterrâneo e tido uma vida longa, provavelmente chegando aos 95 ou mesmo idade mais avançada. A tradição nos passou que Xenófanes é o mestre de Parmênides, apesar de suas filosofias serem deveras diferentes, incluso aqui a concepção que cada qual possui do ser. Também pela tradição ele foi visto como o primeiro filósofo da Escola Eleática, na Magna Grécia, no entanto, penso que seria mais correto vê-lo como um filósofo independente. Xenófanes aborda a religião pelo prisma da filosofia, defendendo uma reforma religiosa na medida de suas críticas às representações de deuses presentes nos mais diversos povos e religiões. Cabe a este filósofo afirmar a existência de um só deus e que esta divindade não é antropomórfica. Também cabe a ele ser o primeiro a afirmar a unidade, todas as coisas são uma única. Para Xenófanes o princípio é uno, tudo que existe não passa de uma única coisa e este ser uno não é limitado, ilimitado ou móvel. O universo não tem nascimento ou fim / dissolução, sempre existiu e no mesmo lugar. Há com Xenófanes uma negação do devir e do movimento do universo. Também cabe a Xenófanes falar da imoralidade presente aos deuses gregos, de Homero e Hesíodo. Entende que não é possível que os deuses se comportem como seres humanos, com suas fraquezas e forças, pois, não cabe aos deuses serem iguais ou semelhantes aos humanos não somente no tocante ao comportamento, mas também no tocante a aparência externa dos mesmos. Afirma Xenófanes que se fosse possível para outros animais criar cultos para adorar aos deuses, estes seriam representados como leões para aqueles animais que fossem leões, como bois para os animais que fossem bois, ou como cavalos para aqueles que fossem cavalos. Ou seja, cada animal faria um deus igual a si próprio. Se há deuses, estes não seriam iguais a nós humanos, aos nossos costumes, as nossas paixões, a nossa aparência física e a forma como nos portamos ou nos vestimos.

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“Xenófanes de Cólofon: A religião pelo prisma da filosofia”.

Pitágoras de Samos (1) * Além do teorema de Pitágoras

Pitágoras de Samos (571/570-500/490) afirmava que as pessoas têm uma alma imortal e que esta, após a morte do corpo, passaria a ocupar outros corpos, não somente de humanos, mas também de outros animais, por meio da reencarnação, transmigração e metempsicose da alma. A tradição vincula seu nome a ritos e cultos religiosos fechados e iniciáticos. Também nos chegou a informação de que dentro dos grupos de pitagóricos os bens eram considerados como pertencentes ao grupo e não aos indivíduos separadamente. A Pitágoras é creditado ter confeccionado a palavra “filosofia” para substituir “sábio” e significando “amor à sabedoria” e também a palavra “matemática”, significando “o que é aprendido”. A formulação do Teorema de Pitágoras: “No triângulo retângulo, composto por um ângulo interno de 90° (ângulo reto), a soma dos quadrados de seus catetos corresponde ao quadrado de sua hipotenusa.” Ou também, a soma das áreas dos quadrados construídos sobre os catetos (a e b) equivale à área do quadrado construído sobre a hipotenusa (c). Representado pela fórmula: c²= a²+b² e sendo esta a grande descoberta de sua Escola no domínio da geometria, se refere às relações entre os lados do triângulo retângulo. Também muito importante dentro das sociedades pitagóricas é o Tetraktys, que é a soma dos quatro primeiros números, proporcionando o resultado de dez, ou seja, 1+2+3+4=10.

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“Pitágoras de Samos: O número está presente em tudo”.

A Escola Jônica de Mileto (Tales, Anaximandro e Anaxímenes)

A Filosofia surge em solo grego, mais exatamente na cidade de Mileto, e por volta dos séculos 7 e 6 a.C. temos três grandes filósofos que irão marcar profundamente nossa civilização. O primeiro é Tales, o fundador da filosofia, primeiro filósofo de todo o mundo. Na sequência temos Anaximandro e, depois, Anaxímenes. A tradição nos diz que Anaxímenes foi discípulo de Anaximandro e este, por sua vez, discípulo de Tales. Este desenvolvimento cultural que tem início no sétimo século antes de Cristo será bruscamente interrompido, não pela morte de Anaxímenes em 538/524 a.C., e sim pela invasão da cidade pelos Persas em 494 a.C., os quais tudo destruíram e arrasaram, propiciando que a filosofia continuasse a se desenvolver em outro lugar, outra cidade grega. Cada um destes filósofos desenvolve suas próprias ideias, mas há algo em comum aos três e que irá caracterizar a Escola Jônica de Mileto, localizada na Ásia Menor. O interesse principal destes filósofos se dá pela “Physis”, daí serem conhecidos como físicos. O termo “Physis” faz referência à natureza e, por isto, estes filósofos também são conhecidos como filósofos da natureza. Seu interesse imediato não se dá pelo humano ou pela antropologia como mais tarde encontraremos em Sócrates e sim pelo universo, pelo cosmos, pela física e pela natureza, ou seja, pela origem de tudo ao nosso redor. Cabe a estes filósofos romperem com a explicação mítica e religiosa para a origem do universo e os fenômenos observados na natureza. Em vez de fazerem uso de explicações que envolvam deuses, seres fantásticos e o sobrenatural, darão ênfase ao uso da razão em sua busca de explicação para os problemas que lhes chegam. Estes pensadores adotam a ideia de arché, ou seja, de um princípio único, de um princípio primordial ou de um primeiro princípio pelo qual tudo teria surgido e se desenvolvido. São, portanto, monistas, pois, afirmam um único princípio que dará origem a tudo e que estará presente em tudo. Para Tales a arché é a água ou o húmido, para Anaximandro o ápeiron, o qual se mostra como sem limites, indeterminado, indefinido, já para Anaxímenes a arché é o “aer”, ou seja, o ar, mas no sentido de um sopro ou de uma névoa densa ou de vapor.

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“A Escola Jônica de Mileto”.

Anaxímenes de Mileto (1) * O ar é a substância primordial

Anaxímenes de Mileto (588/585-528/524 a.C.), também seguindo a tradição inaugurada em sua cidade, aponta que há um princípio único, arché, mas entende que este é o ar, o qual está presente em tudo, foi a origem de tudo e tudo irá para ele retornar. O ar infinito é a substância primordial na qual tudo que existe tem a sua origem e esta se dá por meio da condensação e da rarefação. Também afirma a eternidade do movimento e da mudança. O ar, segundo Anaxímenes, é determinado e infinito. Segundo Diógenes Laércio, Anaxímenes foi discípulo de Anaximandro. Sua doutrina muito o aproxima de Anaximandro, se bem que a escolha do ar como elemento primordial apresenta de certo modo um retorno a Tales, quando este afirmava a água como elemento primordial.

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“Anaxímenes de Mileto: O ar está na origem e constituição de tudo que há”.

Anaximandro de Mileto (1) * O ápeiron

Anaximandro de Mileto (610-547/546 a.C.) não somente é originário da mesma cidade do fundador da filosofia, Tales, como também tende a dar prosseguimento ao trabalho deste, ao manter o afastamento de explicações de cunho religioso ou mítico e buscar na razão a explicação mais adequada para tudo que observa na natureza. Anaximandro é considerado pela tradição, discípulo de Tales de Mileto e por sua vez tendo como discípulo a Anaxímenes. Anaximandro há de trocar este princípio único ou elemento presente a tudo. Se para Tales era a água, para Anaximandro será o ápeiron (infinito, ilimitado, indeterminado, indefinido). Cabe ao ápeiron ser a causa da criação e destruição de tudo no mundo. Aliás, todo o cosmos, a natureza, o mundo ao nosso redor, se forma e se mantém por meio de um equilíbrio de forças contrárias. A alternância entre estes contrários se dá no tempo, o qual tende a priorizar ora um, ora outro. Coisas contrárias vão se alternando no tempo, uma sucessivamente destruindo a outra infinitamente, deste modo, por exemplo, as estações climáticas se seguem e se no inverno temos o frio intenso, no verão este cede lugar ao calor. O predomínio de um dos opostos gera uma injustiça que deverá ser sanada com a substituição deste pelo outro oposto deste par. Assim, um inverno rigoroso gera uma injustiça que deverá ser sanada por um verão também rigoroso. Para Anaximandro um oposto destrói o outro, substituindo-o e não havendo possibilidade da existência simultânea de ambos opostos.

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“Anaximandro de Mileto: A arché é o ápeiron”.

Tales de Mileto (1) * O surgimento da filosofia

Tales de Mileto (640/639 ou 624/623-548/545 a.C.) é o primeiro filósofo, cabe a ele demarcar o surgimento da filosofia em solo grego. Personagem quase mitológico, pouco ou quase nada se sabe ao certo sobre sua vida. A data de seu nascimento e morte foi obtida por conjecturas e varia de comentador para comentador, o que ele fez, onde foi, com quem estudou, tudo são conjecturas baseadas na doxografia. Mesmo os pensadores mais antigos, como Platão, Aristóteles, Heródoto e Diógenes Laércio, dentre outros, quando falam sobre Tales não o fazem com fontes primárias. Na Grécia antiga, quando fizeram a primeira lista dos sete homens mais sábios, coube, segundo Diógenes Laércio, que Tales a encabeçasse. Segundo alguns, nasceu e viveu em Mileto, mas há divergências. Heródoto afirma que sua origem é fenícia. Foi legislador da cidade de Mileto, matemático e astrônomo. Dentre seus enormes feitos, a tradição nos diz que este previu um eclipse solar, o que poderia ter ocorrido na data de 28 de maio de 585 a.C., ocorre que com o que sabemos hoje sobre o conhecimento que os gregos possuíam nesta época, a previsão correta de um eclipse solar soa como algo fantástico e não possível.

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“Tales de Mileto: O primeiro filósofo”.

Os Filósofos Pré-Socráticos

Os filósofos pré-socráticos (século VII ao IV a.C.) são assim chamados não por antecederem cronologicamente o filósofo Sócrates, se bem que muitos de fato estejam temporalmente antes de Sócrates, mas a questão aqui é a temática principal que será abordada, pois, enquanto em Sócrates a primazia se dá para o estudo do humano, temos uma filosofia voltada para uma antropologia, já nos pré-socráticos a ênfase se dá no cosmos, no universo, na física, daí serem também chamados de “físicos”, no sentido grego de “Physis”, ou de filósofos da natureza. Seu interesse principal é a formação do mundo, do universo, do cosmos. A problemática oriunda do humano e seu mundo cognitivo e emocional, seu mundo interior, ocupa um segundo plano diante da primazia do estudo do mundo exterior a este mesmo humano. Muito importante e fator de destaque nestes filósofos é o rompimento com a explicação mítica religiosa da origem do universo e a busca de uma explicação de cunho racional. Neste tocante, cabe citar em particular aos seguintes pensadores: Tales de Mileto (624/623-548/546 a.C.), Anaximandro de Mileto (610-546 a.C.), Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C.), Pitágoras de Samos (571/570-500/490), Xenófanes de Colofón (570-475 a.C.), Heráclito de Éfeso (540-470 a.C.), Parmênides de Elea (530-460 a.C.), Arquelau de Atenas (século V a.C.), Leucipo de Mileto (século V a.C.), Anaxágoras de Clazomene (499-428 a.C.), Diógenes de Apolônia (499-428 a. C.), Empédocles de Acragas (495-430 a.C.), Zenão de Elea (490-430 a.C.), Filolau de Crotona (480/470-385 a.C.), Melisso de Samos (470-430 a.C.), Demócrito de Abdera (460-370 a.C.). Os assim chamados filósofos pré-socráticos podem também ser divididos por Escolas, dentre as quais, a principal divisão possível se dá da seguinte forma: Escola Jônica (Ásia menor), Itálica ou Pitagórica (Magna Grécia), Eleática (Magna Grécia), Pluralista e Eclética. • Escola Jônica: Anaximandro de Mileto, Anaximenes de Mileto, Tales de Mileto e Heráclito de Éfeso; • Escola Itálica: Pitágoras de Samos, Árquitas de Tarento e Filolau de Crotona; • Escola Eleática: Xenófanes, Parmênides de Eleia, Melisso de Samos e Zenão de Eleia. • Escola da Pluralidade: Anaxágoras de Clazômena, Empédocles de Agrigento, Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera. • Escola eclética: Diógenes de Apolônia e Arquelau de Atenas. Com estes pensadores temos em solo grego, pela primeira vez na história da humanidade, a troca de explicações baseadas na crença e presentes em mitos e religiões, para explicações sobre a origem e natureza do cosmos por meio do uso da razão humana, buscando um princípio (arché) único que pudesse explicar a origem de tudo que temos ao nosso redor. Com eles surge a filosofia e apesar de eclipsados por Sócrates, Platão e Aristóteles, mesmo se estes três não existissem ou se sua obra jamais tivesse chegado ao nosso conhecimento, os trabalhos empreendidos por estes primeiros pensadores já seriam o suficiente para colocar a antiga Grécia em destaque com a elaboração e formação de um modo único de entender o mundo, por meio da razão e não por qualquer outra forma.

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“O surgimento da filosofia com os filósofos pré-socráticos”.

O Pensamento Medieval

Neste vídeo de fechamento da playlist “Filosofia Medieval” são abordados os seguintes pontos: 1- Relação entre razão e fé 2- Os universais e seu status ontológico 3- A dialética na baixa Idade Média 4- O desenvolvimento e estrutura dos dogmas cristãos 5- Provas da existência de Deus: a priori e a posteriori 6- Desenvolvimento da mística cristã: Pseudo-Dionísio e Mestre Eckhart O pensamento medieval inclui desde os padres apologistas ainda na Antiguidade, até a Patrística na alta Idade Média e a Escolástica na baixa Idade Média, bem como, o pensamento medieval tardio ou Escolástica tardia, no século XVII na península Ibérica (Portugal e Espanha). Para se entender o pensamento medieval é preciso ter em mente a junção entre a filosofia greco-romana com a religião cristão (fé, revelação, escritos sagrados, tradição dentro do cristianismo).

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Razão e Fé

A Idade Média, por um prisma histórico, fica limitada entre os séculos V e XV, mas o pensamento característico medieval não se restringe a este período cronológico. Se entendemos a produção de pensamento medieval como uma tentativa de diálogo entre por um lado o legado filosófico greco-romano e de outro as bases da religião cristã provinda dos textos sagrados, da fé e da revelação, então, este dito pensamento medieval, com características únicas e no qual a filosofia ou é negada ou subordinada à fé e revelação, tende a ser encontrado bem antes do início da Idade Média, já entre os primeiros padres apologistas no século I d.C. e também bem depois do final da Idade Média, na assim chamada Escolástica tardia, no século XVII, na Península Ibérica (Portugal e Espanha). Vários pensadores propuseram soluções para o papel ocupado pela filosofia greco-romana dentro da visão cristã de mundo. Os primeiros a tratarem do tema foram os padres apologistas, entre os séculos I e V, seguidos pelos representantes da Patrística na Alta Idade Média e da Escolástica na Baixa Idade Média. Os mais conhecidos, mesmo para o não estudante de filosofia, são: Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino, mas existem muitos outros e todos muito significativos neste contexto no qual se discute a relação entre fé e razão. A fé é a crença em alguma coisa, uma crença tão forte que pode negar qualquer evidência em contrário, mesmo o que os olhos vêem ou o que percebemos pelos sentidos não basta para ir contra a verdadeira fé. Para o Cristão a fé tem um significado muito importante em sua religião e está vinculada à revelação, aos escritos sagrados e aos que desenvolveram e explicitaram os princípios desta religião. Fé é crença cega em algo, mas esta definição será obviamente recusada por qualquer religioso, que dirá que não, que fé não é crença e sim a manifestação visível de um contato mais íntimo com Deus. Desde cedo, os primeiros padres apologistas vislumbraram claramente que seu grande inimigo não estava nos demais cultos a outros deuses e sim na filosofia, a qual deveria ser combatida. Tivemos aqueles que simplesmente a combateram como o inimigo que fortalecia um outro modo de vida, distinto do cristianismo. Somente aos poucos a estratégia mudou e buscou-se adaptar a filosofia grega e romana ao cristianismo, fazendo dela um aliado subordinado a revelação cristã. Durante o período medieval, ou mesmo antes e após, mas dentro de um pensamento de cunho medieval característico por priorizar o discurso pautado na fé, revelação, textos sagrados e a tradição religiosa cristã, se desenvolveu a problemática da relação entre fé e razão, a qual teve soluções distintas de acordo com o momento histórico e a abordagem dada pelo pensador em questão. Ocorreram diversas tentativas de conciliar a razão com a fé, sendo que sempre a razão se via, se não como serva da fé, ou seja, a razão subordinada a fé cristã, então como independente, mas limitada em relação ao que possa de fato saber, pois, a verdade última encontrar-se-ia além da razão, na fé e na revelação.

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“Razão e Fé no pensamento medieval”.

Agostinho (3) Tomás de Aquino (5) * Agostinho versus Tomás de Aquino

Agostinho de Hipona (354-430) se encontra ali na divisa entre os séculos IV e V e terá influência enorme no desenvolvimento da Patrística, já Tomás de Aquino (1225-1274) se encontra inserido no século XIII e terá enorme influência no desenvolvimento da Escolástica. O nome de Agostinho de Hipona é associado ao filósofo grego Platão e ao Neoplatonismo, já o nome de Tomás de Aquino é associado ao pensamento de outro filósofo grego, Aristóteles. Apesar de não podermos falar na presença de um Platão e de um Aristóteles puro, mesmo assim, Agostinho de Hipona é conhecido por ter “cristianizado Platão e este ter platonizado o cristianismo”, já Tomás de Aquino, por sua vez, é conhecido como sendo quem “cristianizou Aristóteles e este mais tarde aristotelizou o cristianismo”. Tanto na Patrística, como também na Escolástica, os pensadores presentes a estes movimentos buscavam compreender de modo racional o conteúdo proveniente dos textos sagrados, da revelação e da fé. A questão que por vezes se apresentava era como se daria esta relação e quem teria primazia no debate.

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“Agostinho e a Patrística versus Tomás de Aquino e a Escolástica”.

Os Universais (1) * O problema dos Universais ou a querela dos Universais

O debate travado prioritariamente durante a Idade Média, se bem que prossiga até os dias atuais em alguns pensadores, recebeu o nome de “problema dos universais” ou “querela dos universais” por alguns comentadores. Por universais designamos aquelas palavras que não se reportam a um indivíduo singular e sim a um grupo inteiro de indivíduos que são deste modo designados como se fossem um único ente, apesar das possíveis diferenças existentes em cada um dos seus membros isoladamente. Afinal, e esta é a grande questão envolvendo este debate, os universais são coisas ou palavras? Sua origem no debate medieval provém de Boécio (sua tradução do grego para o latim do prefácio de Porfírio ao Isagoge – Introdução às categorias de Aristóteles), se bem que suas raízes mais profundas sejam encontradas no pensamento, ou nas interpretações do pensamento, de Platão e Aristóteles.

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“Os Universais”.

O Argumento Ontológico (1) * O argumento único para provar a existência de Deus

A prova da existência de Deus pelo argumento ontológico passou a ser assim conhecida após Kant, antes dele era conhecida como argumento ou prova de Anselmo ou como argumento único. Anselmo da Cantuária (1033-1109) apresentou sua prova única sobre a existência de Deus na obra “Proslogion” (1077/8). Segundo esta prova, até um ateu, insensato ou néscio pode conceber em sua mente um ser tal, do qual não possa haver maior ou um ser tão grande que não possa haver um maior ainda. Agora, se este ser não existir, então um outro ser semelhante, mas que exista na realidade, será maior que este. Este ser do qual não possa haver maior é Deus e necessariamente tem de existir. Se só estivesse em nosso entendimento o ser do qual pensamos ser o maior que possamos pensar, então, outro que além de presente no entendimento, estivesse também na realidade seria maior que este. Deus é o ser do qual nada maior se pode pensar. Desde a apresentação desta prova por Anselmo, houve uma divisão entre os pensadores que a aceitam e aqueles que a negam. Os argumentos e a fundamentação variam dentro do contexto do sistema maior no qual cada autor está inserido, mas levando-se em conta somente os que a aceitam, podemos citar a: Duns Escoto, Descartes, Leibniz, Malebranche, Hegel, dentre outros. Já com relação aos que negam a validade de tal argumento ou prova, temos: Tomás de Aquino, Gassendi, Locke, Hume, Kant e outros. Argumentando contra as críticas formuladas pelo monge Gaunilon sobre a existência em minha mente de uma ilha com todas as perfeições não justificar a existência na realidade desta mesma ilha, Anselmo entende que há uma diferença conceitual entre Deus e a ilha, pois Deus é o máximo absoluto e a ilha o máximo relativo, deste modo Deus é necessário, total e absoluto enquanto que a ilha é relativa e parcial. Disto resulta ser correto e logicamente necessário que Deus exista e que sua não existência é contraditória, mas o mesmo não ocorre para com a ilha.

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“O Argumento Ontológico”.

Juan Escoto Eriúgena (1) * Ninguém entra no Céu a não ser pela Filosofia

Juan Escoto Erígena (810-877) ou Jean Scot Erigène ou Juan (João ou John) Escoto Eriúgena ou Johannis Scotus Erígena ou Johannes Scotus Eriugena, também conhecido como o “mestre da Renascença Carolíngea”. Juan Escoto Erígena poderia ser traduzido para o português como “João escocês nascido na Irlanda”. Em Paris atua como professor e também exerce papel significativo dentro da corte de Carlos, o calvo (823-877), tendo ali escrito e traduzido do grego para o latim, diversas obras, dentre as quais a tradução dos escritos de pseudo-Dionísio, o areopagita, obras de Gregório de Nissa, e Máximo, o confessor. Sofre influência do neoplatonismo, dos padres gregos e em particular de Orígenes. Tudo que se conhece deste pensador fica restrito ao período em que este esteve na corte de Carlos, o calvo, sendo desconhecido o que fez antes e o destino que teve após o falecimento de Carlos e sua saída da corte. Alguns comentadores o consideram um precursor e iniciador da Escolástica, por sua independência ao tratar temas teológicos e filosóficos e pela importância que terá no século IX, onde desponta como basicamente o único pensador original do período e que apresenta também um sistema coerente e amplo dentro do qual seu pensamento é elaborado. Muitos comentadores datam a Patrística como terminando no século VIII e a Escolástica começando no século XI, o que faz com que os séculos IX e X fiquem de certo modo vazios de expressão no pensar europeu, de fato, Juan Escoto Eriúgena há de ocupar um lugar de destaque neste período histórico e sua obra apresenta a elaboração de um sistema, estando, com certeza, a frente de seu tempo e o marcando fortemente por meio de sua presença e obra. Sua principal obra é “Periphyseon” ou “Da divisione naturae” (Da divisão da natureza), composta por cinco livros escritos entre 862 e 866, apresentada no formato de um diálogo entre mestre e discípulo, foi condenada como herética pelo concílio de Sens em 1225 e o papa Honorio III ordenou que todas as cópias da mesma fossem levadas a Roma para serem queimadas. Também importante é sua obra “De divina praedestinatione” (Sobre a predestinação divina), de 851, esta última foi condenada como herética pelos concílios de 855, 859 e 1050. Em Juan Escoto Eriúgena o problema da relação da fé com a razão volta a ser abordado e entende que ambas são complementares. A fé atua como princípio e fonte primordial e a razão atua como um indispensável auxiliar para o humano conseguir entender a verdade proposta pela fé e revelação. Entende que uma vez que razão e fé são provenientes de Deus, não é possível haver contradição entre ambas, mas se ocorrer conflito, então a fé prevalece sobre a razão. Nele não encontramos uma separação entre filosofia e religião cristã, afirmando que: a verdadeira filosofia não é senão a verdadeira religião e, a verdadeira religião não é senão a verdadeira filosofia. E em uma referência à frase escrita na entrada da escola de Platão, modifica-a e adota que: Ninguém entra no céu a não ser pela filosofia.

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“Juan Escoto Eriúgena: O mestre da Renascença Carolíngea”.

Francisco Suárez (1) * O Suarismo, a Escola de Salamanca e a segunda Escolástica

Francisco Suárez (1548-1617) ou Doctor Eximius et Pius (Doutor Exímio e Piedoso), dentre suas principais obras podemos citar “Disputationes Metaphysicae” (Disputas metafísicas), “De legibus” (Das leis), “Defensio fidei catholicae” (Defesa da fé católica). Considerado por alguns comentadores, conjuntamente com Francisco de Vitória, como um dos principais membros da Escola de Salamanca, seu sistema por vezes é conhecido como “Suarismo”. Apesar da época histórica, é um representante da Escolástica, no pensamento medieval tardio. Um dos principais expoentes da Escola de Salamanca e o início da segunda Escolástica. A partir dele o movimento renascentista se encaminha para o Barroco. Exerceu influência em Leibniz, Grotius, Samuel Pufendorf, Shopenhauer e Heidegger. Também com certeza foi lido e inspirou a Descartes, Spinoza, Wolff, Vico, Berkeley, Hume, Weltheim e Heerboord, deixando rastros em seus sistemas que apontam para o pensamento e obra de Suárez. À época de Francisco Suárez haviam três vias distintas que se destacavam na herança medieval: a de Tomás de Aquino, a de Guilherme de Ockham e a de Juan Duns Escoto. Neste tocante, Suárez se mostra um eclético, se bem que tente apresentar uma contribuição própria, em particular no que se refere à metafísica. A grande questão com se debate Suárez, então marcando profundamente a cristandade de seu tempo histórico, é a reforma protestante e a contra reforma católica. Neste tocante, Suárez foi o teólogo mais importante da contra reforma. Com certeza a filosofia jurídica moderna e o direito internacional encontram bases de seu desenvolvimento histórico em Suárez, o qual tende a se mostrar interessante e instigante. Na sequência de publicação de suas obras, suas ideias influenciaram em muito a teologia, tanto em católicos como também em protestantes. No entanto, sua redescoberta por parte dos que atuam na área da filosofia jurídica é bem mais recente, se localizando em torno da segunda metade do século XIX.

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“Francisco Suárez: A Escolástica tardia na Península Ibérica”.

Nicole d’Oresme (1) * Precursor do ideal de homem do Renascimento e da Ciência Moderna

Nicole d’Oresme (1323-1382) ou Nicolas de Oresme. Com múltiplos interesses (polímata), atuou em distintas áreas do saber, tais como: economia (destaque para seu tratado sobre as moedas, talvez o primeiro sobre a questão nesta época histórica), filosofia, matemática (se preocupou em fornecer descrições matemáticas de processos físicos), física (em particular a cinemática), astronomia, astrologia, biologia, psicologia, música, teologia. Pela grande quantidade de seus interesses, em diversas áreas do saber, pode ser considerado um precursor do ideal de homem do renascimento e pelos seus trabalhos em física, pode ser considerado um precursor também nesta área, ganhando um lugar na história do desenvolvimento da física moderna. A partir da tradução por ele feita do livro Sobre os céus (De Caelo), de Aristóteles, e de sua análise e comentários, percebemos que ele trabalha com a noção de movimento relativo, no qual o fato do observador estar em movimento ou parado afeta sua observação sobre outro objeto, podendo levar a uma conclusão errônea sobre este objeto estar parado ou em movimento. Com isto argumentava que a Terra estava em movimento e era o céu que estava parado, sendo um precursor de autores posteriores, tais como Copérnico e Galileu Galilei. Em seus escritos encontramos a base do movimento retilíneo uniformemente acelerado, o qual foi estudado por Nicole d’Oresme por meio do uso de gráficos. A representação gráfica da velocidade em função do tempo gera uma figura em forma de trapézio. Ele consegue por meio de seus estudos estabelecer a lei fundamental do movimento retilíneo uniformemente acelerado. Conjuntamente com Jean Buridan, defende o conceito de impetus para explicar o movimento e se contrapor a tese de Aristóteles. Por impetus Buridan e posteriormente Nicole d’Oresme entende uma força externa aplicada ao objeto que lhe dá movimento, direção e velocidade. Quando Nicole d’Oresme é identificado como precursor da geometria analítica e um antecessor de Descartes na elaboração da teoria das coordenadas, isto se deve a ele ter utilizado um gráfico para representar numa direção o tempo e na outra a velocidade de um objeto em movimento, claro está, no entanto, que não havia àquela época um maior desenvolvimento da matemática, em particular álgebra e geometria, que tornassem possível um real avanço nestes estudos, o que só ocorrerá na época de Descartes. Em economia tem relevantes trabalhos sobre o uso político da moeda, sua valorização ou desvalorização e seu emprego na sociedade. Segundo o pensamento de Nicole d’Oresme, a moeda é um instrumento para trocas de riquezas naturais e estas trocas se direcionam a um fim, o qual seria o bem viver. Trata-se de um instrumento para troca justa de riquezas, já que permite que coisas distintas sejam medidas conjuntamente, proporcionando uma equalização entre distintas riquezas.

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“Nicole d’Oresme: Uma mente brilhante a frente de seu tempo e no lugar errado”.

Jean Buridan (1) * O ganho do Bem maior e a crítica do “asno de Buridan”

Jean Buridan (1300-1358) ou Joannes Buridanus, foi teólogo, filósofo, escritor, professor, lógico, clérigo (padre secular não vinculado a uma ordem religiosa). Apesar de muito famoso e influente a sua época, hoje vivencia um certo esquecimento, talvez, em parte, por não pertencer a uma Ordem religiosa, como, por exemplo, os franciscanos e os dominicanos, pois, estas ordens tem o hábito de preservar e manter viva a obra de seus grandes mestres. Estudou na Universidade de Paris, tendo como mestre Guilherme de Ockham, e posteriormente passou a lecionar nesta universidade. Durante sua vida acadêmica apresentou seminários sobre lógica e também sobre as obras de Aristóteles, bem como produziu diversos comentários sobre lógica, metafísica, filosofia natural e ética. Dentre seus principais trabalhos se destaca “Compêndio da dialética” (Summulae de dialectica) e a grande quantidade de comentários feitos as principais obras de Aristóteles. Seus escritos na área da lógica se mostram atuais e instigantes mesmo nos dias de hoje. Também seus trabalhos sobre o início do movimento e sua manutenção, tomando por base a ideia de “impetus” ainda hoje é comentada em cursos sobre a história da ciência e física do movimento e sobre lançamento de projéteis. Ele é hoje bem conhecido pelo paradoxo de Buridan ou o asno de Buridan, se bem que a origem deste paradoxo possa ser remontada a obra de Aristóteles. Apesar de o mesmo não estar explicitamente na obra de Buridan, tem a ver com suas ideias com relação ao determinismo moral, em verdade, foi uma forma de comentário bem humorado feito por comentadores de sua teoria moral, ou seja, uma crítica. Segundo Buridan, excetuando motivo de falta de conhecimento ou algo que imponha alguma barreira impeditiva, o humano diante de uma escolha qualquer há de sempre priorizar o ganho proporcionado pelo maior bem.

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“Jean Buridan: Adiar as decisões até ter o resultado das possíveis escolhas”.

Guilherme de Ockham (1) * O venerável iniciador

Guilherme de Ockham (1285-1347) ou William of Ockham (Ockham; Occam; Auquam; Hotham; Olram) conhecido por “venerabilis inceptor” (venerável iniciador), “Doctor invincibilis” (doutor invencível). Atuou como religioso e frade franciscano, teólogo, lógico e filósofo. Adota o princípio de que não se deve multiplicar as entidades mais que o necessário, também conhecido como princípio de Ockham ou princípio da economia ou princípio da parcimônia ou navalha de Ockham. A liberdade em Ockham também ganha destaque em sua ética. Aqui temos a discussão sobre o livre arbítrio e também sobre a finalidade da vida. Nossa liberdade pode se deparar com o poder do Estado ou da Igreja e este poder assim organizado pode atuar de modo a prejudicar o exercício de nossa liberdade. A liberdade humana é um dom dado por Deus e não deve e não pode ser usurpada por outros, mesmo que em nome de fins ditos nobres ou da religião oficial. Por meio de seus escritos defende a ideia de que somente a experiência proporcionada pelos sentidos nos permite conhecer a realidade, pensamento este que está na base de sistemas filosóficos historicamente posteriores e mesmo do desenvolvimento da ciência moderna. Quando falamos de Deus segundo o pensamento de Ockham devemos entender que Deus é todo poderoso e ilimitado, mas mesmo sendo onipotente, não pode ir contra o princípio da não-contradição. Não seria cabível, por exemplo, imaginar que Deus pudesse criar algo maior que Ele próprio ou que pudesse transgredir princípios lógicos, deste modo, a lógica O limita. Ockham separa radicalmente a fé da razão, a teologia da filosofia. A teologia não é uma ciência, pois a filosofia e demais ciências tem como objeto de pesquisa e estudo ao ser singular, ao individual, ao ente concreto presente na experiência e que percebemos pelos nossos sentidos. Já Deus só é acessado pela fé, não há outra via para se chegar a Deus e nem é possível provar pela razão sua existência. Ockham abre espaço para a multiplicidade de cosmos e para universos paralelos com leis distintas das existentes neste nosso universo, pois, nada pode limitar a vontade de Deus. Ockham tem trabalhos sobre política onde defende a separação entre Igreja e Estado e um governo com responsabilidade limitada, tendo sido importante no desenvolvimento da ideia de direito de propriedade. Não caberia ao papa, líder religioso, intervir em assuntos do Estado, o governo do Estado é unicamente terreno e não está sob o poder espiritual do líder religioso, sendo que este pode, inclusive, ser julgado e condenado pelo Estado se tiver cometido algum crime.

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“Guilherme de Ockham: Doutor Invencível, o inimigo do Papa”.

Juan Duns Escoto (1) * Pensamento filosófico do Doutor Mariano ou Doutor Sutil

Juan Duns Escoto (ou Scotus ou Scot) ou Johannes (ou John ou João) Duns Scotus (1266-1308) também conhecido por doctor subtilis (doutor sutil) e por doctor Marianus (doutor Mariano). Dentre suas principais obras podemos dar destaque a “Opus Oxioniense – Oxford” ou “Ordinatio” (aqui se trata de um comentário extenso às “Sentenças”, de Pedro Lombardo), “Quaestiones de metaphysica” (questões de metafísica), “De primo princípio” (do primeiro princípio). A elaboração de seu pensamento ocorre vinculada a uma época histórica onde a presença de Aristóteles por meio de suas obras e comentadores já é um fato consumado e que não pode ser meramente ignorado, pois, o ambiente intelectual já estava há muito absorto nas teses e contendas oriundas da introdução do pensamento de Aristóteles na Europa ocidental cristã, portanto, temos no pensamento de Juan Duns Escoto a presença de Aristóteles e seus comentadores, como, por exemplo, Averroes e Tomás de Aquino, sendo que por vezes Juan Duns Escoto tende a se posicionar contrário a diversas das teses oriundas do aristotelismo, demonstrando seu pertencimento a ordem franciscana, onde tende a imperar desde suas origens uma maior aproximação das teses neoplatônicas, de Platão e de Agostinho de Hipona, como veremos em Boaventura e também em Juan Duns Escoto. Teremos, portanto, fortes críticas à visão aristotélica do mundo e uma tentativa de retorno a teses que encontram suas origens no neoplatonismo, em Agostinho de Hipona e na tradição franciscana. Duns Escoto redefine e aceita o argumento ontológico de Anselmo da Cantuária, no qual Deus é “algo do qual não possamos conceber maior”. Se por um lado aceita o argumento de Anselmo, por outro nega que se possa chegar a Deus ou provar a sua existência por meio dos argumentos a posteriori, provenientes de uma teologia natural. Tende a separar a fé da razão. A teologia tem como objeto a Deus e a metafísica ao ser, a metafísica não pode conhecer a Deus enquanto Deus e sim somente como ser, mas tal conhecimento abarca algumas propriedades presentes ao ser e a Deus. Seu pensamento teve seguidores, em particular dentro da Ordem Franciscana, e a Escola que segue a orientação de seu pensamento e obra passou a ser conhecida como “escotismo”. Apesar de difícil entendimento, sua obra teve grande importância e influência não somente na sua época histórica, mas mesmo em tempos recentes, vindo a ter um papel significativo em filósofos como, por exemplo, Heidegger.

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“Juan Duns Escoto: Nada surge do nada, o Ser sempre é”.

Mestre Eckhart (2) * O que é Deus?

Mestre Eckhart (1) * Místico especulativo, sua vida e principais ideias

Mestre Eckhart (1260-1328), ou Eckhart de Hochheim, apresentado por alguns comentadores como sendo o “pai da teologia mística”. Frade dominicano, professor, teólogo e filósofo. É considerado por diversos comentadores como sendo um místico e também representante do neoplatonismo na baixa Idade Média. Ingressa na Ordem dos Dominicanos em 1265. Considerado por alguns comentadores como sendo o maior místico especulativo alemão medieval. Em Paris atuou como professor ocupando por duas vezes a cátedra de teologia destinada aos dominicanos não-franceses, entre 1302-1303 e novamente entre 1311-1313, fato este que não era comum e que só havia ocorrido anteriormente com Tomás de Aquino. Na Alemanha, em Colônia e região, teve como atividade marcante e da qual se originaram cerca de 150 sermões, resultado de ouvintes que os transcreveram, a pregação constante às monjas dominicanas em seus mosteiros, aos quais costumava visitar com frequência. Nestes sermões em língua alemã, temos o comentário de textos da liturgia. No tratado “Do desprendimento” encontramos o fundamento da mística de Eckhart, já presente no próprio título da obra, o “desprendimento”. Neste tocante, seu entendimento sobre o desprendimento o aproxima de Avicena neste mesmo ponto. Segundo Avicena, diante do desprendimento do ser, Deus tende a vir ao seu encontro. Segundo o pensamento de Eckhart, ao nos esvaziarmos de tudo, nos enchemos de Deus e ao nos enchermos de tudo, nos esvaziamos de Deus. Pelo desprendimento entende que devemos nos desapegar totalmente das paixões, dos desejos, das criaturas e do mundo. Dentre os principais temas abordados por Eckhart em sua obra, podemos citar: 1- o desprendimento, 2- o nascimento da palavra na alma, 3- a nobreza da natureza humana quando absorvida pela divina, 4- a contemplação enquanto instrumento que permita o acesso a patamares mais altos de espiritualidade, 5- consolação. Sua argumentação nos encaminha para a via apofática, para uma teologia negativa, na qual só podemos falar de Deus indiretamente, não havendo atributos positivos que possamos conferir a Deus e sim somente dele falar pela via negativa dizendo o que ele não é. Todo atributo ou qualidade com o qual possamos tentar definir o que seja Deus estará sempre aquém de Deus, por tal modo limitamos a Deus, pois, este tende a ultrapassar toda a nossa capacidade racional para o entender. Em mestre Eckhart temos uma ética que se assemelha a ética de Epicuro, mas também temos presente a semelhança com Agostinho quando ambos, Agostinho e Eckhart, afirmam que agir livre significa agir para o Bem.

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“Mestre Eckhart: Teologia e misticismo filosófico”.

Tomás de Aquino (4) * As cinco vias para provar a existência de Deus em são Tomás de Aquino

Tomás de Aquino (3) * Ética, moral e virtudes no pensamento de são Tomás de Aquino

Tomás de Aquino (2) * A relação entre razão e fé em são Tomás de Aquino

Tomás de Aquino (1) * A vida de são Tomás de Aquino e seu pensamento sobre a ciência, a filosofia e a teologia

Vídeos Tomás de Aquino – São Tomás de Aquino – Santo Tomás de Aquino

Tomás de Aquino (1) * A vida de são Tomás de Aquino e seu pensamento sobre a ciência, a filosofia e a teologia.

Tomás de Aquino (2) * A relação entre razão e fé em são Tomás de Aquino

Tomás de Aquino (3) * Ética, moral e virtudes no pensamento de são Tomás de Aquino

Tomás de Aquino (4) * As cinco vias para provar a existência de Deus em são Tomás de Aquino

Tomás de Aquino (1225-1274), ou Tommaso d’Aquino, ou Tommaso Aquinate, também conhecido por “Doctor Angelicus”, “Doctor Communis” e “Doctor Universalis”. É autor de uma vasta obra literária sobre diversos temas, dentre os quais se destacam temas vinculados à teologia e religião cristã, bem como a filosofia enfocando em particular as obras e os comentadores árabes de Aristóteles. Suas principais obras são “Suma contra os gentios” e “Suma Teológica”. Tomás de Aquino começa sendo influenciado pelos estudos sobre os filósofos neoplatônicos, Platão, Agostinho de Hipona, Pseudo-Dionísio e outros, mas aos poucos e conforme vai consolidando sua obra madura, sua maior influência passa a provir dos textos de Aristóteles e de seus comentadores. A teologia natural presente em Tomás de Aquino encontra Deus ao final de cada uma das cinco vias, as quais apresentam por sua vez, cinco predicados aplicados a Deus e estas qualidades presentes em sua essência são, respectivamente, ser Deus o motor imóvel, a causa eficiente não causada, o ser necessário, o ser perfeitíssimo e a inteligência ordenadora suprema. Deus é o motor imóvel e nele temos o ato puro, não havendo mistura entre ato e potência. Deus é causa incausada e nele não há distinção entre aquele que atua como causa e aquele que atua como efeito. Deus é ser necessário e nele se identificam essência e existência. Deus é ser perfeitíssimo e nele se identificam sujeito e forma da perfeição. Deus é inteligentíssimo e nele não temos distinção entre os meios e os fins, sendo um fim em si mesmo. Nesta essência também temos a “perfeição absoluta”, por ser Deus o primeiro ato e a causa primeira, cabe ser também perfeito, possuindo em si todas as perfeições que podemos encontrar nos demais seres. Encontramos, portanto nesta essência a “simplicidade”, a “perfeição absoluta”, a “bondade”, a “infinitude”, a “imensidade”, a “imutabilidade”, a “eternidade”, a “unidade e unicidade”. Destaque deve ser dado à relação entre razão e fé, ou filosofia e Revelação, no pensamento de Tomás de Aquino. Para ele a razão presente na filosofia, está subordinada a fé, a Revelação, a teologia, mas possui independência, atuando pelas próprias leis naturais, não necessitando de uma iluminação divina especial para poder agir e buscar o conhecimento verdadeiro. O conhecimento não depende da fé ou de uma iluminação divina. A razão deve ser percebida como um instrumento que nos permita alcançar o conhecimento verdadeiro e nos aproximar de Deus. Há campos específicos de atuação da razão e outros da fé e revelação. Inspirado pela Ética a Nicômaco, de Aristóteles, enumera quatro virtudes cardinais, que podemos alcançar por meio da razão ao vivermos seguindo a lei natural: prudência, temperança, justiça e coragem. A seguir, enumera outro conjunto de virtudes, agora em número de três, que seriam sobrenaturais, as virtudes teologais, dadas por meio da graça de Deus: fé, esperança e caridade. Ao pensarmos na organização da sociedade e de suas leis, podemos entender conjuntamente com Tomás de Aquino que há uma hierarquia nas leis, temos: 1- A lei eterna 2- A lei divina 3- A lei natural 4- A lei humana

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“Tomás de Aquino: Quem foi são Tomás de Aquino e o que ele defendia?”.

Boaventura de Bagnoregio (1) * São Boaventura, místico e segundo fundador da Ordem Franciscana

Boaventura, ou Boaventura de Bagnoregio – Seu nome de nascimento é Giovanni di Fidanza, ou aportuguesando: João Fidanza, de Toscana, conhecido como doutor seráfico (1217/1221-1274). Autor de várias obras em filosofia e teologia, cabe destaque, dentre outras: “Comentários sobre as sentenças (de Pedro Lombardo)”, “Itinerário da mente para Deus” e a biografia oficial de são Francisco. Boaventura foi contemporâneo e amigo de Tomás de Aquino, suas obras possuem algumas similitudes e também diferenças nítidas na forma de abordar os problemas tratados e na influência sofrida e demonstrada por parte de pensadores anteriores, como, por exemplo, pseudo-Dionísio, Agostinho de Hipona e Aristóteles, além de outros provindos dos padres apologistas e da patrística. A presença de Aristóteles se encontra nos dois autores, mas de modo mais acentuado em Tomás de Aquino, do mesmo modo que Agostinho de Hipona também faz parte dos estudos de ambos, mas se torna muito mais evidente em Boaventura. Apesar das diferenças, não podemos esquecer que ambos são representantes da Escolástica e estão inseridos na cultura e demandas presentes ao século XIII. Boaventura tende a aparecer como um místico, o segundo fundador da ordem franciscana, o grande nome presente ao concílio de Lião, mas não um pensador original em filosofia, estando muito mais voltado a questões religiosas ou mesmo a teologia. A filosofia é entendida como muito importante, mas tendo de ser iluminada pela fé cristã. Não há uma aceitação de uma filosofia pura, desvinculada da teologia, pois o sentido da filosofia há de se encontrar apenas quando vinculada a teologia. Traz o mundo das ideias de Platão para a mente de Deus, o exemplarismo, onde passamos a ter modelos das coisas mais simples as mais complexas. Deus criou o mundo a partir das ideias contidas em sua mente, ideias estas que são exemplos de tudo o que há, daí exemplarismo.

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“Boaventura de Bagnoregio: Cristo centrismo e filosofia iluminada pela fé cristã”.

Alberto Magno (1) * Introdutor, comentador e defensor de Aristóteles

Alberto Magno (1193/1206-1280) ou Albertus Magnus ou Alberto o grande ou Alberto de Colônia, também doutor universal (doctor universalis) e doutor especialista (doctor expertus). Nasce em Lauingen, Baviera, e morre em Colônia, Sacro Império, de origem germânica. Filósofo, teólogo, escritor, frade dominicano, bispo e santo pela Igreja Católica Apostólica Romana. Seu discípulo mais famoso foi Tomás de Aquino. Estudou em profundidade e ajudou a divulgar o pensamento e obras de Aristóteles na Europa ocidental. Conjuntamente com Aristóteles, trouxe para o debate europeu, por meio de seus comentários e aulas, também comentadores muçulmanos, como Avicena e Averróis. Enfatizou a importância, inspirado em Aristóteles, da experimentação e da investigação no conhecimento científico e por meio de seus estudos, chegou não somente a conclusão da esfericidade da Terra, como também houve de sua parte uma tentativa de calcular o diâmetro da Terra. Alberto Magno deixava bem claro a separação entre por um lado à filosofia e por outro a teologia. Enquanto a filosofia tem como base e princípio a razão, a teologia se baseia na revelação e fé. Inspirado em Aristóteles, buscou um rigor científico para seus trabalhos, pautados na observação, descrição e classificação dos fenômenos que estudava. Entendia que o racional é compatível com a fé cristã, mas que a filosofia é distinta da teologia, sendo autônoma, mas mantendo com a teologia um mesmo vínculo, que é o da unidade da verdade. Filosofia e teologia são entendidas como saberes distintos, mas que mantêm entre si um diálogo baseado na cooperação.

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“Alberto Magno: A separação entre filosofia e teologia”.

Robert Grosseteste (1) * Precursor de ideias científicas modernas

Robert Grosseteste (1168-1253) escreveu sobre diversos temas, dentre os quais, a filosofia, teologia, a óptica, a geometria, a astronomia e sobre o som. Dentre seus principais escritos, citemos “Hexaemeron”, obra de teologia que se propõe a realizar um extenso comentário ao livro “Genesis”. Também traduziu e comentou obras literárias originariamente em grego para o latim, dentre as quais obras de Aristóteles, pseudo-Dionísio, João Damasceno, e outros, desconhecidas no mundo ocidental. Suas fontes são encontradas nas obras de Aristóteles, Avicena e Averróis por um lado e Agostinho e o neoplatonismo por outro lado, tendo desenvolvido um pensamento original para sua época. Foi, segundo alguns comentadores, com certeza um precursor de algumas ideias científicas modernas, como o conceito de universos paralelos e do big bang na física, não que ele os tenha proposto, mas há hoje cientistas que vislumbram tais possíveis conclusões de seus escritos. Foi também um precursor do que mais tarde virá a ser o método científico com o emprego da matemática e de experimentos, mais uma vez deixando claro, no entanto, que menos pelo que ele fez e mais pelo que filósofos e cientistas, nossos contemporâneos, ao lerem seus escritos, veem como possibilidade pulsante.

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“Robert Grosseteste: Caminhando em direção a ideias científicas”.

Pedro Lombardo (1) * O autor das “Sentenças”

Pedro Lombardo (1100-1160) ou Petrus Lombardus, também conhecido por Magister Sententiarum ou Mestre das Sentenças. Sua obra “Quatro livros das sentenças”, por vezes abreviada pelos comentadores para somente “Sentenças”, teve grande importância na Escolástica e será usada por vários autores nos séculos seguintes. Em verdade, nesta obra Pedro Lombardo fez uma compilação de sentenças de vários pensadores medievais, incluindo os padres apologistas, proporcionando no conjunto uma exposição geral do desenvolvimento, à época, da teologia cristã. Esta obra acabou exercendo durante o transcorrer dos séculos na Idade Média, o papel de um manual de teologia. O grande mérito da obra “Sentenças”, que será responsável pela sua importância e presença marcante até o século XVI, é a apresentação clara, sintética, ordenada, coerente e esquemática feita pelo autor de temas abordados por autores cristãos referentes à fé e aos dogmas. Para se ter uma ideia da importância que teve as “Sentenças”, podemos afirmar ser, depois da Bíblia, a obra mais comentada durante a baixa Idade Média.

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“Pedro Lombardo: Os quatro livros das sentenças”.

Pedro Abelardo (1) * A filosofia e o romance de Heloísa e Abelardo

Pedro Abelardo (1079-1142) ou Pierre Abélard ou Pierre Abailard ou Pierre Abeilard ou Petrus Abaelardus. Atuou como teólogo, dialético e professor. É conhecido pelo seu trágico romance com Heloísa de Argenteuil (1090-1164) ou Heloísa Paráclito, que resultou em um filho do casal, de nome Astrolábio (1116-1171), e da castração de Abelardo por um tio (o cônego Fulbert, vigário geral da catedral de Notre-Dame) de Heloísa, insatisfeito com o relacionamento entre os dois. Após a castração, Abelardo tornou-se monge. Dentre suas principais obras temos “História de minhas calamidades”, “Dialética”, “Introdução à teologia” (“Tratado sobre a unidade e a trindade divina” ou “Teologia do bem supremo), “Sic et non”, “Nosce te ipsun” ou “Scito te ipsun” ou “Ethica” (Conhece-te a ti mesmo”). Na questão dos universais se opõe tanto ao realismo como também ao nominalismo, apresentando uma solução que alguns comentadores veem como um tipo de realismo moderado e outros como um tipo de conceptualismo. Importante também sua ética, na qual destaca o pensamento de que a intenção por trás do ato de quem faz algo é tão importante quanto o ato em si mesmo. Há em Abelardo uma valorização em seu método dialético do constante questionamento visando à obtenção de um conhecimento verdadeiro, por meio da dúvida e da inquisição. Segundo Abelardo, pela dúvida somos encaminhados à pesquisa e esta por sua vez nos leva a conhecer a verdade.

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“Pedro Abelardo: Filosofia e teologia regada no amor de Abelardo e Heloísa”.

Anselmo da Cantuária (2) * Proslogion Argumento a priori Argumento ontológico

Anselmo da Cantuária (1) * Monologion Argumento a posteriori

Anselmo (1033-1109) da Cantuária ou Anselmo de Aosta ou Anselmo de Bec foi monge da ordem beneditina e pode ser considerado como o primeiro grande escolástico e seu pensamento e obra marcou profundamente o século XI. É considerado santo pela Igreja Católica Apostólica Romana e sua festa litúrgica ocorre todo dia 21 de abril. Dentre suas principais obras podemos citar: “Monológio” (Monologion), “Proslógio” (Proslogion), “Os diálogos sobre a verdade”, “Libre arbítrio”, “A queda do diabo”, “Por que Deus foi feito homem?”, “Sobre a concepção virginal e o pecado original”. Anselmo é conhecido por apresentar a teoria da satisfação da expiação ou redenção, pela qual, Jesus, o filho de Deus, teria redimido o pecado original que estava presente em todos os humanos. Anselmo também é conhecido pelas quatro provas a favor da existência de Deus baseadas em uma visão a posteriori e da prova a priori apresentada no argumento único ou como hoje convencionou-se chamar, ontológico. São um total de cinco provas. 1- Já que há gradação de bem, tem de haver um bem absoluto que sirva de mensuração. 2- Graus diversos de perfeição implicam na existência de uma máxima perfeição, ou seja, Deus. 3-Todas as coisas têm valores diferentes dentro de uma escala que vai de valores inferiores a superiores, logo, tem de haver um valor absoluto. Deus é o valor absoluto. 4- Qualquer coisa se origina de algo ou de nada. Nada surge do nada, logo, Deus existe como causa primeira. Já por sua vez no “Proslógio”, Anselmo irá demonstrar a necessidade de Deus por meio do argumento de Anselmo ou Argumento único. Muito importante em Anselmo é a formulação do chamado “argumento de Anselmo”, como então era conhecido na Idade Média, ou do argumento ontológico, como passou a ser conhecido após Kant, pelo qual se podemos conceber em nossa mente um ser tal que não se possa pensar maior, este tem de existir na realidade, pois, caso contrário, outro ser com as mesmas características e que viesse a existir fora de nosso pensamento seria mais perfeito, pois este existiria e o outro não. Anselmo se opõe ao nominalismo afirmando que os universais são reais na mente de Deus, são reais nas coisas nas quais participam desde que houve a criação e são reais em nós por meio dos conceitos presentes em nossa mente. Anselmo prossegue uma tradição de pensamento iniciada com Agostinho de Hipona, na qual se crê para saber racionalmente, toda investigação por meio da razão e filosofia tende a clarificar e aprofundar a verdade revelada. A fé é o ponto de partida e pressuposto básico da investigação racional, mas cabe à razão buscar o entendimento da fé. A razão em Anselmo fica sempre na dependência da fé a qual é subordinada. A autoridade máxima indiscutível será sempre a palavra revelada e não a razão.

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“Anselmo da Cantuária: A demonstração da existência de Deus por meio da razão”.

Escolástica (1) * A filosofia na Baixa Idade Média

A baixa Idade Média vai do século XI ao XV, neste período temos o ressurgimento do interesse pelo filósofo Aristóteles e o início da Escolástica. É uma das duas divisões da Idade Média, sendo a outra a alta Idade Média. Durante a Idade Média não havia mobilidade vertical na sociedade e o status de cada um se dava pelo nascimento, que determinaria o lugar a ser ocupado na estrutura social. Basicamente temos três divisões sociais: o clero, os nobres e os camponeses. Durante a baixa Idade Média passamos a ter também os comerciantes habitantes do burgo, os burgueses. No começo da idade Média as pessoas trocaram as cidades pelo campo em busca de segurança e as cidades passaram a ser menos abastecidas e ter menos gente nelas morando. Também o uso da moeda para compra e troca de mercadorias foi muito diminuído conjuntamente com o comércio. Por volta do século XI as cidades voltam aos poucos a ganhar importância, bem como o uso da moeda e o comércio. Ocorreu um aumento da produção agrícola e também do artesanato. O comércio se desenvolveu a partir do contato cada vez mais intenso com o oriente e se pautando em artigos de luxo, também o excedente de produção agrícola ajudou a incentivar o comércio e começou uma migração do campo para as cidades. Ainda sobre a baixa Idade média, durante este período desenvolveram-se as universidades onde predominava o ensino dividido em trivium e quadrivium. Nestes, as setes artes liberais eram divididas da seguinte forma: Ao Trivium caberia a lógica, a gramática e a retórica. Já ao quatrivium caberia a aritmética, geometria, música e astronomia. O trivium e quadrivium compunham a formação em Artes (hoje chamaríamos de Letras) e davam acesso a prosseguir nos estudos, após esta base o aluno poderia escolher como curso de formação a teologia, a medicina ou o direito. A Escolástica recebe este nome por estar associada a escola e a universidade, bem como a instrução, ao estudo e a sabedoria. A origem da palavra provém do latim “scholasticus” que por sua vez tem origem no grego e aponta para “pertencer a escola”, “instruído”, “sábio”. Em suma, deve ser vista como um movimento filosófico de base cristã associado ao método de ensino das universidades da Europa ocidental durante a baixa Idade Média. Importante atentar que neste período a filosofia e a teologia tendem a se separar e cada qual vir a ocupar um espaço de reflexão distinto. No século XIII teremos o auge da Escolástica com a obra de Tomás de Aquino, que irá trazer ao conhecimento e debate ocidental toda a obra que fora conservada de Aristóteles, buscando uma tradução mais fiel ao texto original e adaptando-a ao contexto religioso cristão.

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“Escolástica: Baixa Idade Média”.

João Damasceno (1) * A favor das imagens e contra os iconoclastas

João Damasceno ou João de Damasco (674 / 675-749) nasce e vive na Síria / Damasco, então sob o domínio dos muçulmanos, proveio de uma família cristã e em 735 entra em um mosteiro perto de Jerusalém, monastério de são Sabas. É considerado santo pela Igreja Católica Apostólica Romana e sua festa litúrgica ocorre em 4 de dezembro, mesmo dia de seu falecimento, então com 74 anos de idade. Sua maior preocupação encontra-se em ordenar e expor as obras dos padres gregos, não sendo ele próprio muito original. Combate às diversas heresias existentes até a sua época, inclusive o islamismo, que considera como sendo uma heresia cristã. Dentre suas obras mais conhecidas, temos os discursos: “A fonte da ciência”, “A fé ortodoxa”, “Sacra paralela” e “Orações sobre as imagens sagradas”, o conjunto da obra é por vezes chamado de “Discursos contra aqueles que caluniam as santas imagens”. Neste trabalho se posiciona contra quem calunia as imagens santas, os iconoclastas, defendendo a presença das imagens religiosas. Aqui temos uma primeira tentativa teológica de legitimação da veneração de imagens na Igreja, vinculando esta prática aos dogmas da encarnação e da virgem Maria. Desenvolveu noções filosóficas e trabalhou vários conceitos provenientes da filosofia, mas entende que a filosofia está subordinada a religião cristã. Suas obras terão muita importância no desenrolar da Idade Média, sendo consultadas e usadas por autores medievais famosos, tais como Pedro Lombardo e Tomás de Aquino. No transcorrer dos séculos XII e XIII diversos autores medievais escolásticos fizeram uso de definições provenientes da obra de João Damasceno, em particular definições sobre a natureza de Deus.

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“João Damasceno: Em defesa das imagens nas igrejas”.

Beda o venerável (1) * O autor de “História eclesiástica do povo inglês”

Beda, o venerável (672/673-735), atuou como monge inglês e por meio dele se preservou parte considerável do conhecimento dos antigos. Monge, teólogo, escritor e historiador eclesiástico anglo-saxão. Considerado santo pela Igreja Católica Apostólica Romana, tendo sua festa litúrgica celebrada todo dia 25 de maio. Sua principal obra é “História eclesiástica do povo inglês”, obra esta que o fez conhecido como o pai da história inglesa e que se mostra muito importante para o conhecimento da origem e difusão do cristianismo na Inglaterra. Dedicou sua vida a estudar e ensinar as escrituras sagradas. Viveu no mosteiro inglês beneditino de São Pedro e São Paulo e na abadia de Jarrow (dos mosteiros gêmeos de Wearmouth e Jarrow).

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“Beda o venerável: Santo, escritor e historiador eclesiástico”.

Pseudo-Dionísio o areopagita (1) * Teologia mística

Pseudo-Dionisio o areopagita (século V / VI) é um autor que se auto apresenta como vivendo no século I, sendo membro do areópago ateniense e convertido ao cristianismo por Paulo de Tarso, o apóstolo, segundo o texto em Atos dos Apóstolos XVII, 16-34, conhecido por Dionísio, o ateniense. Mas tudo isto é falso. Os textos que compõem o “Corpus Areopagiticum” (quatro tratados e 10 cartas) foram escritos em grego por alguém por volta do século V ou VI e não no século I, provavelmente um teólogo bizantino sírio, tendo posteriormente sido traduzidos para o latim por Hilduino e também por Juan Duns Escoto e exerceram grande influência no pensamento medieval da Europa ocidental. Tratados: “Hierarquia celeste”, aborda a hierarquia dos anjos citados na bíblia. “Hierarquia eclesiástica”, descreve e interpreta a liturgia de modo alegórico. “Sobre os nomes divinos”, Efetua um exame dos nomes atribuídos a Deus a partir dos textos sagrados. Temos aqui uma teologia positiva, onde faz-se afirmações sobre Deus. “Teologia mística”, como o título indica, trata do conhecimento místico. Nesta obra temos uma teologia negativa, pois nega-se a validade de qualquer afirmação com base na experiência humana que possa ser feita a Deus, que está além de toda a nossa experiência e entendimento. A obra de pseudo-Dionísio é voltada ao conhecimento de Deus. O caminho a ser percorrido em direção a Deus se dá em três direções possíveis, podemos seguir pelos seus atributos positivos, pelos atributos negativos ou por imersão mística. Seguindo uma orientação de influência neoplatônica entende ser possível falar de diversos atributos positivos de Deus, sendo este estudo uma primeira via de acesso ao ser supremo. A teologia positiva pode ser corrigida pela teologia negativa, a qual retira tudo que não seja Deus, pois Deus está além de todas as nossas analogias com coisas sensíveis. Por fim nos apresenta uma terceira via, na qual podemos simplesmente fechar nossos olhos a realidade externa e no mais profundo silêncio e escuridão de nosso ser podemos encontrar uma luz isenta de palavras, conceitos ou mesmo imagens, em um estado de estase místico que proporcione uma união com Deus.

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“Pseudo-Dionísio o areopagita: O neoplatonismo e a mística cristã medieval”.

Máximo Confessor (1) * A verdadeira liberdade é dizer sim a vontade de Deus

Máximo o confessor ou Máximo o teólogo ou Máximo de Constantinopla (580-662), nasceu na cidade de Constantinopla ou na Palestina. Escreveu “Vida da virgem”, que é considerado hoje o mais antigo trabalho biográfico sobre Maria. Sofreu influências do neoplatonismo, dos padres gregos, em particular Orígenes e também com Gregório de Nazianzo e Gregório de Nissa, e da doutrina mística de Pseudo-Dionísio. Sua obra e vida transcorre na defesa da doutrina cristológica, afirmando as duas naturezas de Jesus, humana e divina. Para Máximo, o mundo material é algo bom por fazer parte da vontade de Deus que fosse criado, faz parte dos planos de Deus que exista a matéria, a substância. Corpo e alma passaram a existir simultaneamente no ser humano formando uma unidade coesa e completa, havendo uma relação necessária entre corpo e alma. A alma não preexiste ao corpo e nem o corpo preexiste a alma. A natureza do corpo e alma no ser humano formam, de acordo com a vontade de Deus, a natureza composta deste mesmo humano. Também argumenta que se com Adão a liberdade foi tida como a possibilidade de dizer “não” à vontade de Deus, com Jesus temos que a verdadeira liberdade encontra-se em dizer “sim” à vontade de Deus.

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“Máximo o confessor: O mundo material é algo bom”.

Isidoro de Sevilha (1) * O autor da primeira enciclopédia cristã

Isidoro de Sevilha (560-636) ou Isidorus Hispalensis. Atuou como bispo de Sevilha. Montalembert, no século XIX, se referiu a ele como “o último acadêmico do mundo antigo”. Cabe a ele a elaboração de uma enciclopédia intitulada “Etimologias”, com 21 volumes, sobre cultura, filosofia e teologia, contendo biografias de homens e mulheres presentes na Bíblia, regras para mosteiros e conventos, comentários sobre livros da Bíblia e um verdadeiro dicionário. Sua obra foi muito lida e estudada durante a Idade Média e se por um lado contribuiu para a preservação de textos cujos originais se perderam, por outro lado, devido a sua considerada abrangência e completude para os fins cristãos, os originais acabaram sendo deixados de lado pelos copistas e por isto se perderam.Em linhas gerais a obra escrita de Isidoro tende a defender uma interpretação do cristianismo expressa pelo credo de Nicéia e pelo catolicismo e combater os adeptos de outras concepções cristãs, tidas como heresias ou dissidências, tal o caso do arianismo, bem como combater o judaísmo. Além disto, se propõe a educar e preparar os clérigos e pastores, fortalecendo a cristandade dentro das fronteiras do reino visigótico onde hoje localiza-se a Espanha. Sua obra mais conhecida, “Etimologias”, teve como objetivo preservar e difundir a cultura greco-romana associada ao cristianismo e teve importante influência como obra de consulta durante toda a Idade Média. Em virtude da importância desta primeira enciclopédia, obra de consulta onde praticamente tudo que importava em um mundo cristão poderia ser encontrado, mesmo que de modo superficial, há quem defenda hoje que ele seja o padroeiro da Internet.

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“Isidoro de Sevilha: O último acadêmico do mundo antigo”.

Severino Boécio (1) * O autor de “A consolação da Filosofia”

Severino Boécio (480-524/525) ou Anicius Manlius Torquatus Severinus Boetius ou Anício Mânlio Torquato Severino Boécio, nasceu em Roma, foi senador e posteriormente cônsul de Roma em 510. Filósofo, escritor, político, estadista e poeta. Esteve a serviço de Teodorico, rei dos Ostrogodos até ser falsamente acusado de traição e praticar magia, quando foi encarcerado e executado em Pávia, Itália. Pode ser considerado como um pensador eclético, neoplatônico e cristão. Há também a presença do pensamento de Aristóteles, como também ocorre em outros autores neoplatônicos do período. Falece aos 44/45 anos de idade e é considerado santo pela Igreja Católica Apostólica Romana, sendo sua festa litúrgica comemorada em 23 de outubro, data de seu falecimento. Quando encarcerado escreveu (entre 523 e 524) o que para alguns é considerado sua obra máxima: “A consolação da filosofia”. Sua obra terá grande influência sobre a filosofia medieval, em particular após o século XI com o início da Escolástica. Cabe a ele o projeto de traduzir a obra de Platão e Aristóteles e seus principais comentadores do grego para o latim, projeto este que se não fosse interrompido pela sua prisão e execução, se concluído teria modificado em muito a elaboração do pensamento filosófico no decorrer da Idade Média. Mesmo sem concluir seu projeto principal, as obras que traduziu para o latim tiveram importante papel no desenvolvimento do pensamento filosófico ocidental. Há quem afirme ter sido ele o último dos romanos e o primeiro dos escolásticos. Além da questão dos universais, cabe destaque o comentário de Boécio a “Isagoge” (do grego, “introdução”) de Porfírio e os livros sobre lógica de Aristóteles por ele traduzidos que irão marcar o desenvolvimento do pensamento filosófico medieval até o século XIII, quando outras obras gregas clássicas serão traduzidas e disponibilizadas no ocidente.

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“Severino Boécio: O mundo governado por meio da razão e não do acaso”.

Agostinho de Hipona (2) * A filosofia de santo Agostinho

Agostinho de Hipona (354-430), também conhecido por Aulerius Augustinus ou Aurélio Agostinho ou Santo Agostinho. A cidade de Hipona também é conhecida por Hippo Regius, em latim. É conhecido por Agostinho de Hipona por ter sido bispo desta cidade e nela falecido, e não por ter nascido nela. Suas principais obras, dentre uma vasta coleção de livros, cartas e sermões, são: “A cidade de Deus” (De civitate Dei), “Confissões”, “Sobre a trindade”, “Livre arbítrio” (De libero arbítrio), “Sobre a doutrina cristã”. Seu pensamento influenciou profundamente a primeira metade da Idade Média, no que entendemos por Patrística, uma Escola de Filosofia Medieval. Alguns entendem a Patrística não como uma Escola de Filosofia e sim como uma vertente religiosa cristã e deste modo põe o seu surgimento junto aos primeiros padres, no século I d.C. e não com o começo da Idade Média. Agostinho apresenta influências em sua juventude de estudos e participação em movimentos anteriores a sua conversão ao cristianismo, deste modo temos nele influência do maniqueísmo, neoplatonismo (em particular de Plotino), do hedonismo, do ceticismo (Nova Academia), do estoicismo. Com certeza Agostinho é o principal responsável pela união entre o pensamento greco-romano e o cristianismo. Cabe a ele trazer o filósofo Platão para o mundo cristão, adaptando as ideias deste filósofo às concepções cristãs. Há algumas doutrinas filosóficas e religiosas com as quais Agostinho terá contato e que irá, no decorrer de sua vida, desenvolver embates e escrever sobre as mesmas, demonstrando o erro e defendendo uma outra postura, coerente com o cristianismo e a universalidade da Igreja em formação. Lembramos do Maniqueísmo (século III ao IV), do Donatismo (século IV ao VII) e do Pelagismo (século V). Agostinho entende que o humano dispõe de livre arbítrio, ou seja, pensamento autônomo para tomada de decisões em sua vida, mas por ser inconstante e sujeito ao erro, necessita de iluminação divina para manter-se junto a verdade eterna dada pela revelação e fé, isto se dá pela graça de Deus. No livro “A cidade de Deus”, Agostinho argumenta que há uma cidade de Deus e uma cidade dos homens. A cidade de Deus é fundada por Abel e a cidade dos homens é fundada por Caim, fazendo uma referência ao fratricídio. Estas duas cidades convivem entre nós, pois, há aqueles que se dedicam a Deus e que irão após o fim dos dias formar a cidade de Deus e há aqueles que se dedicam às coisas do mundo e se afastam de Deus. Estas cidades estão dentro de cada pessoa, não são um lugar e sim o interior de cada um, que escolhe em qual cidade irá viver. Entende Agostinho que o Mal não tem existência ontológica própria, sendo a ausência ou afastamento do Bem. Deus é o criador de tudo, mas por ser sumamente bom, não criou o mal e este não existe em si ontologicamente, em verdade, o mal é a ausência do Bem, o afastamento de Deus. O mal cabe aos humanos a partir do seu direito de escolha provindo de seu livre arbítrio, apesar de conhecer o Bem, o humano pode escolher o Mal. Uma frase que caracteriza a relação entre fé e razão presente em Agostinho, é: “É preciso compreender para crer, e crer para compreender”. Também importante o entendimento de Agostinho no qual a fé precede a razão. Agostinho entende que a filosofia é importante para justificar e explicar os fundamentos da fé cristã, se bem que a fé era por ele vista como fundamental e que a razão estaria subordinada a revelação. A razão também teria um papel importante na conversão dos descrentes. Em Agostinho, fé e razão são complementares.

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“Agostinho de Hipona: A história, vida e filosofia de santo Agostinho”.

Agostinho de Hipona (1) * A vida de santo Agostinho

Agostinho de Hipona (354-430), também conhecido por Aulerius Augustinus ou Aurélio Agostinho ou Santo Agostinho. A cidade de Hipona também é conhecida por Hippo Regius, em latim. É conhecido por Agostinho de Hipona por ter sido bispo desta cidade e nela falecido, e não por ter nascido nela. Suas principais obras, dentre uma vasta coleção de livros, cartas e sermões, são: “A cidade de Deus” (De civitate Dei), “Confissões”, “Sobre a trindade”, “Livre arbítrio” (De libero arbítrio), “Sobre a doutrina cristã”. Seu pensamento influenciou profundamente a primeira metade da Idade Média, no que entendemos por Patrística, uma Escola de Filosofia Medieval. Alguns entendem a Patrística não como uma Escola de Filosofia e sim como uma vertente religiosa cristã e deste modo põe o seu surgimento junto aos primeiros padres, no século I d.C. e não com o começo da Idade Média. Agostinho apresenta influências em sua juventude de estudos e participação em movimentos anteriores a sua conversão ao cristianismo, deste modo temos nele influência do maniqueísmo, neoplatonismo (em particular de Plotino), do hedonismo, do ceticismo (Nova Academia), do estoicismo. Com certeza Agostinho é o principal responsável pela união entre o pensamento greco-romano e o cristianismo. Cabe a ele trazer o filósofo Platão para o mundo cristão, adaptando as ideias deste filósofo às concepções cristãs. Há algumas doutrinas filosóficas e religiosas com as quais Agostinho terá contato e que irá, no decorrer de sua vida, desenvolver embates e escrever sobre as mesmas, demonstrando o erro e defendendo uma outra postura, coerente com o cristianismo e a universalidade da Igreja em formação. Lembramos do Maniqueísmo (século III ao IV), do Donatismo (século IV ao VII) e do Pelagismo (século V). Agostinho entende que o humano dispõe de livre arbítrio, ou seja, pensamento autônomo para tomada de decisões em sua vida, mas por ser inconstante e sujeito ao erro, necessita de iluminação divina para manter-se junto a verdade eterna dada pela revelação e fé, isto se dá pela graça de Deus. No livro “A cidade de Deus”, Agostinho argumenta que há uma cidade de Deus e uma cidade dos homens. A cidade de Deus é fundada por Abel e a cidade dos homens é fundada por Caim, fazendo uma referência ao fratricídio. Estas duas cidades convivem entre nós, pois, há aqueles que se dedicam a Deus e que irão após o fim dos dias formar a cidade de Deus e há aqueles que se dedicam às coisas do mundo e se afastam de Deus. Estas cidades estão dentro de cada pessoa, não são um lugar e sim o interior de cada um, que escolhe em qual cidade irá viver. Entende Agostinho que o Mal não tem existência ontológica própria, sendo a ausência ou afastamento do Bem. Deus é o criador de tudo, mas por ser sumamente bom, não criou o mal e este não existe em si ontologicamente, em verdade, o mal é a ausência do Bem, o afastamento de Deus. O mal cabe aos humanos a partir do seu direito de escolha provindo de seu livre arbítrio, apesar de conhecer o Bem, o humano pode escolher o Mal. Uma frase que caracteriza a relação entre fé e razão presente em Agostinho, é: “É preciso compreender para crer, e crer para compreender”. Também importante o entendimento de Agostinho no qual a fé precede a razão. Agostinho entende que a filosofia é importante para justificar e explicar os fundamentos da fé cristã, se bem que a fé era por ele vista como fundamental e que a razão estaria subordinada a revelação. A razão também teria um papel importante na conversão dos descrentes. Em Agostinho, fé e razão são complementares.

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“Agostinho de Hipona: A história, vida e filosofia de santo Agostinho”.

Patrística (1) * A filosofia na Alta Idade Média

A alta Idade Média vai do século V ao X e neste momento temos na filosofia o desenvolvimento da Patrística que recebe este nome por ser conduzida por padres da Igreja que buscavam a conciliação entre os dogmas da Igreja com a filosofia clássica greco-romana. É uma das duas divisões da Idade Média, sendo a outra a baixa Idade Média, século XI ao XV. Há quem fale ainda em uma terceira divisão, sendo esta a Idade Média Tardia (Late Middle Ages) e ocupando a parte final da baixa Idade Média, séculos XII a XV (ou iniciando no século XIII, 1250 a 1500 d.C.). Logo após a figura histórica de Jesus Cristo e o início da religião cristã, temos aqueles que divulgam, explicam e defendem a nova religião. No começo eram os apóstolos, a partir do século I d.C., que são chamados por padres apostólicos. Posteriormente teremos os padres apologistas. A filosofia medieval, no tocante as ideias provenientes do cristianismo, tem aí a sua origem que estará presente e irá se desenvolver até o final da Antiguidade. Podemos, portanto, falar em quatro momentos do pensamento cristão que irá desembocar na filosofia medieval, sendo dois anteriores a Idade Média, que seriam os padres apostólicos e os padres apologistas, e dois dentro da Idade Média, que são respectivamente a Patrística e a Escolástica. A principal orientação filosófica destes padres provinha de Platão e discípulos do mesmo até o neoplatonismo, de modo que conceitos desta filosofia, tais como “o mundo das ideias”, estavam muito presentes e havia a intenção de unificar estes conceitos com os dogmas cristãos. O “mundo das ideias” foi identificado a palavra divina ou mesmo a mente de Deus e incluiu-se o conceito cristão de revelação, pelo qual o humano poderia entender a Deus. Estes padres tinham como missão unificar a filosofia e a teologia cristã, dando sentido a dogmas, tais como: imortalidade da alma, haver um Deus único e não vários, a santíssima Trindade, a transubstanciação do corpo e sangue de Jesus Cristo no pão e vinho na eucaristia, e outros mais. Neste período histórico temos as consequências da queda do Império Romano do ocidente, a implantação do modelo feudal, o resultado das invasões germânicas (chamados de povos bárbaros pelos romanos, por serem estrangeiros, terem valores e cultura diferentes e não falarem latim) e seu estabelecimento em definitivo na região. São, portanto, muitas as transformações pelas quais passa a Europa neste período. Durante este período o uso da moeda e o comércio diminuíram drasticamente, também houve a troca das cidades pelo campo numa busca de segurança. As cidades começaram a ser menos abastecidas, também foram presas mais fáceis para saqueadores e diminuíram em tamanho. Durante este período a Igreja se afirma não somente como uma força religiosa, mas também como uma força política e econômica. Deste modo a Igreja Católica tende a se tornar uma instituição muito poderosa e toma para si o modelo romano de títulos e administração, mantendo, inclusive, sua sede em Roma, que era a capital do império.

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“Patrística: Alta Idade Média”.

Jerônimo (1) * Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo

Jerônimo (347-420) ou Eusébio Sofrônio Jerônimo ou Eusebius Sophronius Hieronymus ou Jerônimo de Estridão. Na iconografia costuma aparecer ao lado de um leão, provavelmente devido a um erro ocasionado pela semelhança dos nomes, com outro santo, mesmo com este erro, Jerônimo pode ser considerado o “leão do deserto”, já que ali passou um tempo considerável de sua vida na condição de eremita e asceta. Também a iconografia costuma representa-lo nas roupas de um cardeal ou com partes da mesma por perto, mas ele não foi ou exerceu esta função em vida. Também conhecido pelos comentários realizados junto ao Evangelho dos Hebreus, hoje perdido. Por volta de 378 – 379 foi ordenado sacerdote em Antioquia e viajou para Constantinopla para continuar estudando as escrituras tendo como guia Gregório Nazianzeno. Esteve em Roma junto à corte do papa Dâmaso I e participou do concílio de 382. Combateu algumas heresias, se posicionou a favor da doutrina da virgindade perpétua de Maria, da superioridade da castidade ao matrimônio, do ascetismo. Também cabe mencionar que apresentou um posicionamento contrário aos que seguiam os ensinamentos de Orígenes. A ele é atribuída à frase “ignorar as escrituras é ignorar a Cristo”.

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“Jerônimo: O leão do deserto”.

João Crisóstomo (1) * O clero deve dar o exemplo de pobreza e simplicidade

São João Crisóstomo (347-407), também conhecido por Boca de ouro, logo imediatamente após a morte da mãe, foi para o deserto onde ficou na condição de eremita por seis anos, sendo os últimos dois vivendo em uma caverna. Comentaristas dizem que ele decorou a Bíblia, Novo Testamento, neste período. Devido aos jejuns e às condições físicas extenuantes as quais se submeteu, acabou comprometendo seu corpo e teve de retornar à cidade, foi quando entrou para o sacerdócio e começou sua carreira na Igreja. Seus discursos eram bem feitos e populares, pois, conhecia e dominava bem a oratória em decorrência de seus estudos de retórica com Libânio. Conhecido por sua retórica eloquente e por suas homilias, das quais, oito delas (conhecidas como “Contra os judeus”) tiveram um papel decisivo no desenvolvimento do sentimento de antissemitismo entre os cristãos. Além das homilias, escreveu também alguns tratados que tiveram destaque em sua época histórica, dentre os quais cabe destacar “Sobre o sacerdócio” e “Sobre a vida monástica”. João Crisóstomo combateu o que entendia por má formação do clero, sua ambição e avareza, propondo para seu lugar uma vida de pobreza e simplicidade que sirva de exemplo para o rebanho. Atuou em prol de uma reforma dos costumes, moralizando o clero e os cristãos de sua cidade, combateu heresias e combateu a tendência do povo cristão de sua cidade de participar de festas populares e atividades não cristãs vinculadas à cultura greco-romana ou mesmo de ofícios religiosos em sinagogas judaicas.

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“João Crisóstomo: Pela reforma dos costumes e a moralização do clero”.

Ambrósio de Milão (1) * A Igreja confrontando o Império

Ambrósio de Milão (340-397), ou Aurélio Ambrósio ou Aurelius Ambrosius, foi bispo na cidade de Milão, Itália. Dialogou e exerceu a autoridade dada pela Igreja sobre o poder temporal de três imperadores romanos, afirmando a supremacia do poder da Igreja em assuntos a ela de algum modo vinculados. Também é conhecido por ter sido responsável pela conversão ao cristianismo de Agostinho de Hipona, tendo sido Ambrósio quem batizou Agostinho. Combateu o arianismo e outras heresias de seu tempo. Sofreu influência filosófica do estoicismo, e também de Orígenes, Basílio e outros padres gregos. Faz uma leitura tanto literal como alegórica do Antigo Testamento e cabe mencionar que Ambrósio aceita o credo de Nicéia. Defensor da santidade e virgindade de Maria, não somente quando da concepção, mas mesmo após o nascimento de Jesus, deste modo teríamos a virgindade perpétua de Maria. Com relação a isto, também há de defender o estado de virgindade como superior ao casamento.

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“Ambrósio de Milão: Atuação política de combate pela Igreja”.

Gregório de Nissa (1) * Unificar a fé com a razão

Gregório de Nissa (335-395), atuou como Bispo em Nissa e posteriormente em Sebaste. Dentre suas obras temos “Grande catequese”, “Contra Eunômio” e “Sobre a virgindade”. Combateu as heresias de sua época, dentre as quais o arianismo. Teve Gregório, também, grande destaque no Concílio de Constantinopla de 381, na defesa das teses doutrinárias de seu grupo, e no afastamento da doutrina ariana do seio da Igreja. Além de seu irmão (Basílio) sofreu influência de Orígenes e Platão, este último por meio do neoplatonismo. Defende o uso da filosofia associado à teologia, mas argumenta que a antiga filosofia greco-romana, afastada da palavra revelada é estéril e infrutífera. Alguns comentadores destacam que após Orígenes foi Gregório de Nissa quem melhor unificou a filosofia com a teologia e alguns o veem como um marco neste tocante até a aparição de Agostinho, como também é entendido por alguns comentadores como sendo, em virtude do uso simultâneo de argumentos de fé e razão para defender e explicar questões de teologia, comparado a Tomás de Aquino, claro está, levando-se em conta a diferença no tempo histórico entre ambos autores. Cabe destacar que conjuntamente com Gregório de Nazianzo e Basílio de Cesaréia, seu irmão mais velho, Gregório de Nissa é conhecido por ser um dos três de Capadócia. Fé e conhecimento seriam para Gregório de Nissa coisas distintas, sendo que a fé tem superioridade ao conhecimento. Deste modo, cabe à filosofia ajudar a tornar disponível o conhecimento que favoreça o melhor entendimento da fé, demonstrando, por exemplo, como é evidente a existência de Deus.

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“Gregório de Nissa: A filosofia atua para o melhor entendimento da fé”.

Basílio de Cesareia (1) * Deus é uma unidade em três pessoas

Basílio de Cesareia (329/330-379) ou são Basílio Magno ou Basílio, o grande, conjuntamente com seu irmão mais novo, Gregório de Nissa, e seu amigo, Gregório de Nazianzo, são conhecidos por “Os três capadócios”. Cabe a Basílio ser o primeiro bispo a exercer uma obra assistencial junto aos pobres. Tinha por hábito doar o que ganhava aos pobres, bem como, com donativos dados pelos mais ricos e obtidos por meio da eloquência de Basílio, fundou um conjunto formado por hospital, albergue, escola para jovens, asilos e orfanatos, em um espaço dedicado aos menos favorecidos de sua cidade, Cesareia, que ficou conhecido como Basilíada. Defensor e apoiador do credo de Niceia, combateu as heresias de sua época, como cabe citar o arianismo. Defendeu a doutrina da santíssima Trindade contra os seguidores de Ario e suas teses tiveram importância no Concílio de Constantinopla, convocado pelo imperador Teodósio e realizado no ano de 381, onde foi discutida a heresia do arianismo e a natureza do Espírito Santo. Segundo Basílio, Deus é uma unidade, uma única substância em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Simultânea unidade e distinção de Deus nas três pessoas. Não possui uma atitude hostil em relação à filosofia e a cultura greco-romana, entende que há coisas boas que podem ser aproveitadas pelo cristianismo. Na obra “Discurso aos jovens”, argumenta como é possível obter benefício da leitura dos textos clássicos e encoraja os jovens a empreender estudos sobre obras de autores gregos.

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“Basílio de Cesareia: Um dos três capadócios”.

Gregório de Nazianzo (1) * Em defesa da Santíssima Trindade

Gregório de Nazianzo ou Gregório Nazianzeno ou Gregório teólogo (329-389), parte de sua vida atuou como bispo de Constantinopla e também como bispo de Nazianzo. Sua produção literária não foi abundante e se concentrou em torno de sermões, discursos, poemas e cartas. Gregório de Nazianzeno conjuntamente com Basílio Magno e seu irmão mais novo, Gregório de Nissa, recebem o título de “os três capadócios”, pelo qual são conhecidos. Na sua obra, o discurso “Contra Juliano”, apresenta um posicionamento político religioso que se confronta diante de uma realidade cultural e política se opondo ao imperador Juliano, com relação ao seu posicionamento religioso cristão versus as religiões tradicionais romanas. Segundo o pensamento de Gregório não nos é possível entender a essência e natureza de Deus, se bem que possamos conhecer sua existência. Defende teologicamente a existência de um só Deus em três pessoas, a santíssima Trindade. Defende a fé de Nicéia contra os Arianos, deste modo dedica-se também a combater a heresia do arianismo.

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“Gregório de Nazianzo: Um Deus uno e trino”.

Eusébio de Cesareia (1) * O autor de “História Eclesiástica”

Eusébio de Cesareia ou Eusebius Pamphili ou Eusébio, amigo de Pânfilo (265-339), atuou como bispo de Cesareia, Palestina. Teve como mestre a Pânfilo, com quem conviveu em Cesareia e escreveu a “Apologia em favor de Orígenes”. Por meio de seus escritos temos os primeiros relatos da história da Igreja e do cristianismo, sendo por tal motivo tido por alguns como o “pai da história da Igreja”, em grande parte devido a sua obra “História eclesiástica”. Leu e estudou a obra de Orígenes, por quem nutria respeito e consideração como mestre. A obra “História eclesiástica” é com certeza um clássico sobre a história da Igreja nos primeiros quatro séculos após Cristo. Junto com “Atos dos Apóstolos”, é a fonte histórica mais consultada para se estudar e entender o período inicial do desenvolvimento do cristianismo. Temos um relato sobre o martírio de cristãos e sobre quem foram os primeiros bispos nas principais cidades em importância na época, bem como também sobre outros pontos históricos relevantes.

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“Eusébio de Cesareia: O pai da história da Igreja”.

Orígenes de Alexandria (1) * Há um significado oculto na Bíblia

Orígenes de Alexandria ou Orígenes de Cesareia ou Orígenes, o cristão (185-253), também conhecido a sua época pelo apelido de Adamâncio (homem de aço). Autor de uma vastíssima obra literária. Dentre o que conhecemos e dispomos: “Contra Celso” e “Tratado sobre os princípios”. Orígenes tem influência do neoplatonismo e com ele se inicia um diálogo entre filosofia e religião cristã. Sua interpretação particular da Bíblia gerou o que se convencionou chamar de “Origenismo”, doutrina esta que mais tarde no século IV foi condenada e considerada herética pela Igreja. Segundo Orígenes haveria três níveis de leitura para as escrituras: literal (ou físico, corpo), moral (ou psíquico) e espiritual (ou intelectual). Temos em suas obras uma leitura da Bíblia que se faz de modo literal e também alegórica. Busca na leitura e interpretação das escrituras um significado oculto e alegórico em cada passagem, sistematicamente. Defendia a virgindade de Maria e a necessidade do batismo, mesmo em crianças. O cristão é guiado por duas luzes, uma a luz de cristo e a outra a Igreja, que reflete a primeira, do mesmo modo que a lua reflete os raios do sol. A Bíblia é obra de Deus porque os que a escreveram foram inspirados por Deus. Orígenes vê em Pedro o fundador da Igreja e pensa que o que caracteriza o cristão é o pertencimento a esta Igreja. Existiriam duas leis, a dos homens e a de Deus. Cabe seguir a lei dos homens desde que esta não se oponha a lei de Deus, se houver oposição então deve-se seguir a lei de Deus mesmo que para isto se encontre a morte.

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“Orígenes de Alexandria: Por uma leitura da Bíblia literal e alegórica”.

Tertuliano (1) * A filosofia é adversária da fé

Tertuliano (160-220), ou Quintus Septimius Florens Tertullianus ou Quinto Septímio Florente Tertuliano, escreveu contra as heresias de sua época, como o gnosticismo, e pelo meio de sua vida se converteu ao movimento Montanismo. Há quem afirme que mais tarde fundou sua própria dissidência do movimento e que esta passou a levar seu nome (tertulianismo) até a época de Agostinho, quando foi reincorporada a Igreja. Entendia a filosofia como adversária da fé e os filósofos antigos como antecessores dos hereges (patriarcas dos hereges), estando a filosofia na origem dos desvios da fé. Há, segundo seu pensamento, uma verdadeira oposição entre fé e razão. Há uma frase que mesmo não constando nos escritos de Tertuliano, bem resume suas ideias: “Creio por ser absurdo” (Credo quia absurdum). Claro está que poderia ter escrito e ter se perdido, não chegando aos nossos dias, mas mesmo que não o tenha feito, bem poderia ter escrito esta frase e estaria plenamente coerente com seu modo de pensar. Defendeu a corporeidade de tudo que exista, incluindo aqui a alma e mesmo a Deus. Introduziu o termo “Trindade” (Trinitas) para se referir a Deus, como sendo três pessoas (também introduziu a palavra “pessoa” neste contexto) em um único ser, ou seja, pai, filho e espírito santo.

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“Tertuliano: Crer por ser absurdo”.

Marco Minúcio Felix (1) * Luta e hostilidade disfarçada contra a filosofia e o politeísmo

Marco Minúcio Felix (viveu entre 150-270), ou Marcus Minucius. Dele conhecemos somente a obra “Otávio” (Octavius), no qual se desenrola um diálogo entre dois personagens, sendo um cristão e outro pagão, enquanto um terceiro personagem, em verdade o próprio autor, Marco Minucio, se apresenta como juiz da contenda. No transcorrer do diálogo é empreendida a defesa da fé cristã e são abordadas questões deveras importantes, tais como: a existência de um deus único e providente, a razão e a fé na religião cristã, a liberdade, a esperança, a vida cristã como algo heroico. Na obra e por meio do discurso do personagem Otávio, é apresentado uma síntese do pensamento de diversos filósofos gregos no tocante à deus e este conclui que há uma evolução natural do politeísmo para o monoteísmo, já previsto, dentre outros, mesmo em Platão. Usando como argumento a ordem do universo e a natureza humana, busca provar a existência de uma providência divina. Por mais importante que seja a razão, filosofia e ciência para conhecer o mundo, torna-se também importante em virtude de nossas limitações, fazermos uso da revelação. No livro o autor defende dogmas que fazem parte do credo cristão, em oposição às crenças presentes nas religiões então aceitas no Império Romano. Defende o monoteísmo, onde temos que existe somente um Deus e não vários, como então presente nas diversas crenças politeístas. Defende que este Deus único é o criador e Senhor de tudo. Defende a ressurreição da carne e a vida eterna do corpo e alma. Também ridiculariza e antagoniza alguns filósofos, tais como Sócrates e os céticos. Sócrates é chamado de palhaço de Atenas pela sua confissão de nada saber, bem como de demônio mentiroso. Já aos céticos, os ridiculariza dizendo que continuem duvidando.

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“Marco Minúcio Felix: Um diálogo em defesa da fé cristã”.

Clemente de Alexandria (1) * A filosofia é complementar à revelação

Clemente de Alexandria (150-215/217) ou Tito Flávio Clemente, dentre as obras de sua autoria que conhecemos e que chegaram aos nossos dias, temos “Exortação aos gregos” (Protreptikos pros Ellenas), “Disposições” (Hypotyseis), “Pedagogo” (Paedagogus) e “Miscelânia” (Stromata ou Stromateis). Defendeu o cristianismo e se opôs aos gnósticos de Valentim. Argumentou a favor da fraternidade e da repartição das riquezas, bem como aceitou a ideia do livre arbítrio. Coube a ele estabelecer o programa educativo da escola catequética de Alexandria, que posteriormente seria o modelo que seria adaptado as escolas na Idade Média, formando as artes liberais, divididas em trivium e quadrivium. A verdade plena está na revelação, na vida e ensinamentos de Cristo, no entanto, outros povos tiveram acesso ao que pode ser entendido como uma preparação para a revelação, uma verdade parcial. Tal foi o caso do povo judeu com a Lei e do povo grego com a Filosofia. A filosofia não é ruim e não deve se opor a revelação, deve ser vista como complementar. Não cabe à filosofia e à Lei ultrapassar os limites da revelação dada por Jesus Cristo e a fé cristã, a razão deve ser entendida unicamente como uma auxiliar da fé cristã. Já que a filosofia é a busca da sabedoria, e que a fé e revelação nos trazem a verdade, somente a fé na revelação pode nos trazer a verdade por meio desta busca.

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“Clemente de Alexandria: Somente os bons filosofam”.

Atenágoras de Atenas (133-190), dentre suas obras temos: “Petição em favor dos cristãos” e “Tratado sobre a ressurreição dos mortos”. Defendeu a religião cristã contra o politeísmo presente nas religiões anteriormente presentes no império romano, defendendo, portanto, o monoteísmo. Defendeu em seus escritos a unicidade de Deus e a ressurreição da carne. Dentro do pensamento de Atenágoras, o humano não é sua alma e sua imortalidade não pode estar sujeita somente à imortalidade de sua alma, o humano é a soma de seu corpo com sua alma, havendo a necessidade da permanência de ambos e nisto podendo discordar de uma visão influenciada por uma leitura de Platão, na qual se pudesse afirmar somente a imortalidade da alma e não do corpo. Busca em seus escritos uma distinção entre a prova racional e o apelo a fé, separando ambas dentro de seus respectivos contextos. Cabe a ele a primeira tentativa conhecida, dentro do cristianismo, de racionalmente explicar e defender a tese de um único deus.

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“Atenágoras de Atenas: Unicidade de Deus e ressurreição da carne”.

Irineu de Lyon (1) * Contra as heresias

Irineu de Lyon (130-202) é considerado santo pela Igreja Católica, escreveu contra diversas seitas agrupadas com o nome de gnósticas (gnostikós), também defendeu os concílios episcopais para manter a união da Igreja. Dentre suas obras temos “Contra as heresias”, que chegou até a nossa época por meio de traduções e traz relato sobre como seria o gnosticismo da época. O termo “heresia” encontra em sua origem no latim o significado de “escolha” ou “opção” e veio a designar no cristianismo aqueles que se afastavam das doutrinas aceitas, sendo, portanto, suas ideias ou crenças consideradas falsas ou contrárias ou diferentes do sistema religioso então aceito. Também consta dentre as obras que dele nos chegaram, a “A exposição da pregação apostólica”.

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“Irineu de Lyon: Em defesa da união da Igreja”.

Flávio Justino (1) * A filosofia subordinada a religião cristã

Flávio Justino (100-165), também conhecido por Flavius Justinus ou Justino Mártir ou Justino de Nablus, é considerado santo pela Igreja Católica, também mártir da Igreja, pois, estando em Roma, lá foi denunciado, julgado e morreu decapitado pelo crime de ser cristão. Afirma que o que havia de bom na filosofia provinha da religião judaico-cristã, mas que somente os cristãos são detentores da verdade revelada e ensinada por Jesus Cristo. Para Justino, a filosofia é subordinada à religião cristã. A verdade encontrada na filosofia somente o é por estar de acordo com a fé, e não com a razão. Justino não via diferença entre a religião cristã e a filosofia, para ele, o cristianismo era um tipo de filosofia e a única verdadeira. Para Justino a filosofia não é entendida como uma especulação racional e sim como a busca da sabedoria que leva ao encontro de Deus e da verdade, no caso, a verdade revelada pelos escritos dos profetas e por Jesus e seus apóstolos. Justino identifica Jesus ao “logos” debatido pelos filósofos.

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“Flávio Justino: O que há de bom na filosofia provém da religião judaico-cristã”.

Inácio de Antioquia (1) * Um dos pais da Igreja, bispo e mártir

Inácio de Antioquia (35-108) atuou como bispo em Antioquia e foi discípulo do apóstolo João, tendo tido também contato com o apóstolo Paulo, tendo sucedido o apóstolo Pedro a frente da igreja de Antioquia, na Síria. Preso por ordem do imperador romano Trajano e condenado a morte no coliseu, em Roma, por meio de leões. Desta forma, Inácio é considerado pela Igreja como tendo sido bispo e mártir, bem como santo. Entende-se que Inácio foi o primeiro a usar a expressão “Igreja Católica”, aqui, católica significa “universal”. Sua obra escrita é constituída por uma coleção de cartas nas quais enfatiza a necessidade de preservar a unidade da Igreja. Entende a Jesus como o pensamento de Deus Pai, sendo gerado e não criado. Defende a existência da Santíssima Trindade, onde temos Deus, um único ser, dividido em três: Pai, Filho e Espírito Santo. Também defende a transubstanciação do corpo e sangue de Jesus na eucaristia, no pão e vinho. Também afirma que se deva trocar o sábado pelo domingo como dia a ser guardar em nome do Senhor. O pensamento de Inácio pode ser considerado um dos responsáveis pelo afastamento da antiga tradição judaica e a ruptura e separação do cristianismo, agora como uma religião independente do judaísmo e da lei judaica contida no Torá. Em vários pontos a interpretação dada as sete cartas deixadas por Inácio, pela Igreja Católica Apostólica Romana, vem a defender dogmas e normativas adotadas pela Igreja e tais interpretações são questionadas como sendo errôneas e falsas por adeptos de outras correntes cristãs. Quando estava para cumprir sua pena e desejando evitar que cristãos influentes intervissem a seu favor, formulou a seguinte frase: “Deixai-me ser a comida das feras, pelas quais me será dado desfrutar a Deus. Eu sou o trigo de Deus, é preciso que ele seja triturado pelos dentes das feras, para tornar-se pão puro de Cristo”.

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“Inácio de Antioquia: A unidade da Igreja e formação de seus principais dogmas”.

Padres Apologistas (1) * Precursores e antecedentes da Filosofia Medieval e cristã

Ao pensarmos na Idade Média podemos discorrer sobre a filosofia medieval ou sobre a filosofia cristã. A filosofia medieval sofre forte influência da cultura greco-romana e também da religião cristã. Esta última surge a partir da figura histórica de Jesus Cristo e após sua morte é espalhada primeiramente por aqueles que conviveram com Jesus e foram seus discípulos enquanto vivo. Nós chamamos a estes de padres apostólicos. Em um segundo momento teremos os padres apologistas, que irão divulgar e defender a nova religião, combatendo contra os desvios dentro do próprio cristianismo e contra as demais religiões existentes e mesmo contra a cultura greco-romana representada pela filosofia. A estes padres apologistas, precursores e antecedentes da filosofia medieval, cabe a discussão sobre as bases da religião cristã que se formava então. Partindo daqueles que se tornaram conhecidos por defender a religião cristã do século I ao V, podemos citar: Inácio de Antioquia (35-108), Flávio Justino ou Justino Mártir ou Justino de Nablus (100-165), Irineu de Lyon (130-202), Atenágoras de Atenas (133-190), Clemente de Alexandria (150-215/217), Marco Minúcio Felix (150-270), Tertuliano (160-220), Orígenes de Alexandria ou Orígenes de Cesareia ou Orígenes o Cristão (185-253), Eusébio de Cesareia ou Eusebius Pamphili ou Eusébio amigo Pânfilo (265-339), Gregório de Nazianzo ou Gregório Nazianzeno ou Gregório teólogo (329-389), Basílio de Cesareia (329/330-379), Gregório de Nissa (335-395), Ambrósio de Milão (340-397), João Crisóstomo (347-407), Jerônimo (347-420). Dentre os quinze padres apologistas citados e outros mais, cabe mencionar que nem todos se posicionaram do mesmo modo diante da filosofia e da cultura greco-romana. Alguns se mostraram indiferentes, se atendo aos fundamentos do cristianismo, outros se mostraram abertamente hostis, vendo a filosofia como uma inimiga a ser combatida e um terceiro grupo se mostrou amigável a filosofia, tentando trazê-la para o âmbito da religião cristã. A intenção inicial dos padres apologistas será a divulgação e defesa do cristianismo. Teremos alguns que terão uma atitude indiferente ou mesmo hostil para com a filosofia, que será vista como a sabedoria dos pagãos. Outros entenderão que a filosofia greco-romana e a retórica devem ser absorvidas pela Igreja Cristã, dando sustentação e explicação aos dogmas religiosos. Deste modo, a filosofia se subordina à religião cristã, não sendo verdadeira quando nega ou questiona os dogmas, mas sendo útil como instrumento de defesa da religião e como uma apresentação racional do cristianismo para uma camada mais culta e versada em filosofia da sociedade romana. Lembremos que o cristianismo começou e se expandiu pelas camadas mais simples do império romano e sem o domínio da cultura greco-romana. Esta mesma cultura erudita poderia ocasionar uma dificuldade ou resistência quanto à aceitação de uma doutrina vista como irracional e alheia ao discurso filosófico, daí a importância da filosofia para ajudar a catequizar as pessoas de classes mais elevadas dentro do império. Como consequência deste esforço que começa mesmo antes da Idade Média, teremos como resultado uma absorção da filosofia pela religião cristã, de modo que esta passa a ter um elemento de suporte racional aos seus dogmas e isto tende a permitir que pessoas mais racionais, cultas e instruídas encontrem um ponto em comum com esta religião e não a vejam em oposição ao bom gosto de quem estudou e se orgulha de suas conquistas intelectuais.

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“Introdução aos padres apologistas”.

Filosofia Medieval (1) * O surgimento da Idade Média e da Filosofia cristã

Para falarmos sobre a filosofia medieval é necessário primeiramente definir quando inicia e termina o período histórico correspondente, neste caso, a Idade Média. Também é importante definir o local onde tal ocorre, digo isto porque só é correto falarmos em Idade Média na Europa Ocidental. Podemos falar em uma alta Idade Média e uma baixa Idade Média. A alta Idade Média vai do século V ao X e a baixa Idade Média vai do século XI ao XV. Por via de regra os historiadores de línguas românicas (ou latinas) dividem a Idade Média em duas (alta e baixa) e os anglo-saxônicos em três períodos (Early Middle Ages – 476 a 1000; High Midle Ages – 1000 a 1300; Late Middle Ages – 1300 a 1500). É neste período de 10 séculos, 1.000 anos, tendo como local a Europa ocidental, que se desenrolará o que designamos como filosofia medieval. Claro está que alguns filósofos importantes e com características medievais podem não estar contidos dentro desta divisão temporal, tal é o caso, por exemplo, de santo Agostinho, mas com certeza um filósofo com características medievais e que vai marcar profundamente a alta Idade Média. Este pensamento medieval traz aspectos filosóficos mesclados com outros provindos da religião, da teologia, do cristianismo e também aspectos coerentes com o então sistema econômico vigente, o feudalismo. Neste período a grande preocupação é a religião cristã que se expande por toda a Europa e cabe a filosofia pensar de modo sincrético esta relação com a religião. Não há como isolar a filosofia medieval da religião cristã. Deste modo, as principais características da filosofia medieval encontram-se na inspiração na filosofia greco-romana, numa tentativa de unir a fé com a razão, de utilizar conceitos provenientes da filosofia grega dentro do cristianismo, e de buscar a verdade revelada e divina.

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“Filosofia Medieval: A síntese entre Idade Média, filosofia e cristianismo”.

Giordano Bruno (2) * Sua vida, filosofia, tolerância e liberdade

Giordano Bruno é um filósofo humanista e renascentista italiano cuja compreensão é importante para quem deseja entender o que é filosofia e como se deu por vezes a relação entre filosofia e religião. Entendo que a importância da filosofia se iguala a importância dada aos filósofos, daí a necessidade para quem gosta de filosofia de saber responder quem foi Giordano Bruno, qual seu pensamento e principais ideias e como estas marcaram seu tempo histórico e nos influenciam ainda hoje.

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“Giordano Bruno, o filósofo que foi queimado vivo em nome da verdade”.

Renascimento (1) * Crise de valores e retorno a Antiguidade Clássica

O Renascimento é um movimento que abrange os séculos XIV (Trecento), XV (Quattrocento) e XVI (Cinquecento), em particular na Itália, onde tem início e a partir do qual se espalha pelo restante da Europa. Nesta época passamos a ter um grande interesse e resgate da Antiguidade clássica. Também estamos diante de uma crise de valores baseada no questionamento das crenças e ideias até então vigentes e aceitas. Neste período temos o surgimento e desenvolvimento da ideia de individualidade, se contrapondo ao coletivismo e anonimato presente da Idade Média. O termo “Renascimento” é uma criação contemporânea à referida época e estudos apontam que a palavra carregando este sentido teria surgido no século XVI por meio do pintor e arquiteto italiano Giorgio Vasari. Cabe destaque especial a Leonardo da Vinci, Nicolas Machiavelli, Giordano Bruno, Galileu Galilei. O humanismo antecede o renascimento. No humanismo temos um movimento com características mais universais e cujos principais expoentes estavam restritos às letras e ao resgate e publicação de livros antigos, por vezes mantidos em mosteiros ou outros lugares vinculados à Igreja. Na Idade Média tudo gira ao redor de Deus, é o teocentrismo, já no Renascimento temos o antropocentrismo. Na Idade Média há uma tendência ao conformismo e já no Renascimento temos uma orientação ao inconformismo e ao progresso. O ascetismo se contrapondo ao hedonismo. O coletivismo dando lugar ao individualismo. Se antes a verdade estava na Bíblia e em outros escritos reconhecidos pela autoridade da Igreja, agora se encontra na ciência que começa a surgir. Em virtude do pecado original narrado na Bíblia, onde Adão e Eva se encontravam na natureza, esta era associada ao pecado, agora não mais, pois a natureza passa a ser associada ao belo. O ser-humano era visto como um equívoco, agora passa a ser entendido como o ápice da criação. A ênfase estava na fé voltada para a salvação e agora passa aos poucos para a razão e a realidade terrena. O Renascimento é um momento histórico no qual constatamos ocorrer na Europa transformações marcantes que envolvem vários aspectos da sociedade, tais como a cultura, política, economia, religião e filosofia. Estamos, também, diante do fim do feudalismo da Idade Média e o início do capitalismo por meio do mercantilismo.

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“E eis que surge o Renascimento com o resgate da Antiguidade Clássica, o questionamento das crenças aceitas e a crise dos valores”.

Isaac Newton (1) * Do ocultismo a física moderna

Isaac Newton foi físico, matemático, astrônomo, teólogo, alquimista. Entrou para a história, no entanto, somente como um matemático e físico cuja mente brilhante havia proposto leis e explicações para o movimento dos corpos e também para o movimento elíptico das órbitas dos planetas, pois, antes dele Kepler havia demonstrado por meio de observações consistentes feitas por Tycho Brahe o movimento dos planetas, mas coube a Newton apresentar uma explicação matemática convincente do fenômeno conjuntamente com a teoria da gravitação universal, pela qual um corpo atrai e é atraído por outro corpo em função da massa de ambos. Newton também é conhecido pela sua ótica e teoria da luz. O Newton alquimista e teólogo foi até recentemente ignorado propositalmente pela história. A ideia de uma força atuando a distância entre corpos recebeu uma crítica de Leibniz de que teria a ver com o ocultismo, pois eram em doutrinas ali existentes que podia se observar este conceito. Newton foi o segundo cientista a receber o título de “Sir”, anteriormente esta honraria já havia sido dada a Sir Francis Bacon. Seu livro “Philosophiae naturalis principia mathematica” (Princípios matemáticos da filosofia natural), traz importantes contribuições no tocante à mecânica clássica. Nele encontramos a formulação das três leis de Newton E também sua teoria sobre a gravidade universal. Primeira lei de Newton (Princípio de inércia) Segunda lei de Newton (Princípio fundamental da dinâmica) Terceira lei de Newton (Princípio da ação e reação) Lei da gravitação universal Newton afirma “Non fingo hypotheses”, no entanto, o que Newton fez o tempo todo foram hipóteses. Se a revolução científica começa com Copérnico, será com Newton que o então advento da ciência moderna chega ao seu ápice. As contribuições de Newton tendem a explicar uma grande quantidade de fenômenos, terrestres e celestes, a partir de um pequeno número de elementos. Os mestres do século XVIII são, indubitavelmente, Locke e Newton e sua influência irá perdurar bem além de suas vidas, perpassando toda a Europa e mesmo a América.

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“Isaac Newton: O homem, o ocultismo e as leis e explicações da física”.

Johannes Kepler (1) * Leis de Kepler e o movimento planetário

Johannes Kepler, astrônomo, astrólogo, matemático, professor, músico. Trabalhou ao lado de Tycho Brahe nos dois últimos anos de sua vida e com a morte deste veio a sucedê-lo no cargo de matemático imperial da corte do imperador Rodolfo II. É autor de “Mysterium cosmographicum” (Mistério cosmográfico), “A parte óptica da astronomia”, “Astronomia nova”, “La dióptrica”, “Harmonia do mundo”, e outros textos e livros. Kepler rompe com a ideia do movimento circular dos planetas e que havia necessidade deste movimento ser circular por ser perfeito, apresentando em seu lugar o movimento em forma de elipse. As três leis de Kepler foram posteriormente incorporadas ao sistema de Newton a partir da gravitação universal. As três leis de Kepler são a principal contribuição de Kepler para a mecânica celeste. 1º- Lei da forma elíptica ou lei das órbitas. 2º- Lei das áreas. 3º- Lei harmônica ou lei dos períodos. Kepler tende a apoiar a teoria de Copérnico e a questionar a teoria de Aristóteles e Ptolomeu, saímos do geocentrismo para o heliocentrismo, no entanto, o movimento circular dos astros é substituído por um movimento em forma de elipse. Com Copérnico, Kepler afirma que não é a Terra que está imóvel e sim o sol. E que é a Terra e os cinco planetas conhecidos, por serem vistos a olho nu, que se movem ao redor do sol. Saem os epiciclos e entram as elipses. Segundo a abordagem de Kepler, torna-se necessário observar os fenômenos, comprovar os dados, formular hipóteses, formular leis. Cabe destacar que o trabalho de Kepler envolveu vários outros temas de destaque e não somente o movimento dos planetas pelo qual ficou conhecido na história. Aperfeiçoou o telescópio de Galileu, descobriu dois novos poliedros regulares, apresentou a primeira prova do modo de funcionamento dos logaritmos, produziu tábuas astronômicas de alta precisão, etc.

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“Johannes Kepler: Pensamentos e cálculos sobre o universo”.

Tycho Brahe (1) * A revolução científica e o sistema híbrido geo-heliocêntrico

Tycho Brahe propõe um sistema que mescla parte do sistema de Ptolomeu com o de Copérnico. Ptolomeu defendia que a Terra estava imóvel no centro de um universo finito e que o sol e demais astros giravam ao seu redor e proporcionava complexos cálculos que conseguiam prever a exata posição dos planetas com erro mínimo. Já Copérnico previa que o sol seria o centro de um universo finito no qual este estaria imóvel e que a Terra e demais astros girariam ao redor do sol e também proporcionava complexos cálculos que conseguiam prever a exata posição dos planetas com erro mínimo. Segundo ambas teorias, o movimento dos astros, seja ao redor da Terra (Ptolomeu) ou do Sol (Copérnico) se daria em movimentos circulares. Coube a Tycho Brahe propor que a Terra estaria imóvel no centro de um universo finito, que todos os astros a exceção da Terra girariam ao redor do Sol, menos a Lua, que giraria somente ao redor da Terra. Que o sol e demais astros girariam em bloco ao redor da Terra. Os planetas que girariam ao redor do Sol seriam Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, na época os únicos cinco planetas conhecidos. A contribuição à astronomia e consequentemente também à filosofia, feita por Brahe, é fundamental e irá marcar seu tempo e seus continuadores. Se por um lado ajuda na derrubada do sistema geocêntrico de Ptolomeu e Aristóteles, por outro lado proporciona um abrigo seguro para os que não aceitavam o sistema de Copérnico e defendiam estar a Terra imóvel no centro do universo. Trata-se de um modelo híbrido, de modo que após sua contribuição teremos três sistemas competindo entre si e não mais somente dois.

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“Um sistema híbrido: Vida e reflexões astronômicas de Tycho Brahe”.

Galileu Galilei (1) * O surgimento da ciência moderna

Galileu Galilei (1564-1642) apresentou contribuições diversas às ciências, como, por exemplo, os estudos sobre o movimento uniformemente acelerado e sobre a periodicidade do movimento pendular. Seus principais livros foram: “Sidereus nuntius” (Mensageiro das estrelas), “Discorso intorno alle cose che stanno in su l’acqua” (Discurso sobre as coisas que estão sobre a água), “Istoria e dimostrazioni intorno alle macchie solari” (História e demonstração sobre as manchas solares), “Il saggiatore” (O ensaiador), “Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo: ptolemaico e copernicano” (Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo: ptolomaico e copernicano), e “Discorsi e dimostrazioni matematiche intorno a due nuove scienze attenenti alla maccanica et i movimenti locali” (Discurso a respeito de duas novas ciências). Cabe a ele endossar a teoria do heliocentrismo de Copérnico, por meio do telescópio que este construiu e pelo qual passou a observar os céus e realizou algumas importantes descobertas. Se fala justamente em uma revolução copernicana, mas sem diminuir o peso e importância de Copérnico, cabe destacar o papel desempenhado por Galileu na revolução científica que se iniciava. Cabe a Galileu e não a Copérnico ou Bacon ser o fundador do método científico moderno, o método hipotético dedutivo, baseado na observação por meio de experimentos controlados e do cálculo matemático preciso. Galileu nos fala em “sensata experiência e necessária demonstração” para a ciência Sensata no sentido de racional e necessária demonstração porque a linguagem do mundo é matemática. Quando se fala que Galileu é o pai da ciência moderna, isto pode ser entendido como sendo ele a adotar como instrumento para guiar o seu trabalho o “método hipotético dedutivo” e a junção de experimentos controlados com cálculos matemáticos. Cabe, portanto, a Galileu a descoberta do método experimental. Não basta observar o mundo. A mera observação dos eventos proposta pela indução não leva à ciência moderna. É necessário criar experimentos controlados para mensurar os eventos. Não se trata de observar eventos que se encontram dados no mundo a nossa volta e sim de criar artificialmente eventos a serem observados, criar um experimento que vise a testar uma prévia hipótese, como no caso do plano inclinado de Galileu para testar a velocidade de queda de objetos com massa (peso) diferentes. Cabe a Galileu e não a Copérnico ou Bacon ser o principal fundador do método científico hipotético-dedutivo e da própria ciência moderna. Claro que este teve antecedentes significativos, como Leonardo da Vinci, Copérnico e outros. Mas cabe lembrar que Copérnico em seu trabalho apresentou pouca observação empírica e se baseou mais em cálculos matemáticos, já Bacon ignorou a matemática e se ateve as observações empíricas, coube a Galileu Galilei juntar a matemática a observação empírica. Galileu entendia que a linguagem do mundo era a linguagem matemática e por meio desta era possível entender o mundo.

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“Eppur si muove: Galileu Galilei e o surgimento da ciência moderna”.

Copérnico (1) * O heliocentrismo e a revolução copernicana

Nicolau Copérnico é importante não somente para a física e astronomia, bem como para o desenvolvimento de sistemas filosóficos que fizeram uso, se inspiraram ou defenderam abertamente suas ideias. O desenvolvimento das ciências modernas é fruto do trabalho de diversos atores, mas teve um marco decisivo na assim chamada revolução copernicana, que faz uma referência ao trabalho e obra escrita de Copérnico. Sua principal obra é “De revolutionibus orbium caelestium” (Sobre as revoluções das esferas celestes). No livro impresso não há uma referência a Aristarco de Samos e o novo sistema é apresentado como uma hipótese, mas a supressão de Aristarco e a apresentação como hipótese foi uma modificação feita pela pessoa que organizou a impressão do livro, o teólogo luterano Andrés Osiander. Copérnico nesta obra se propõe a substituir o modelo astronômico de Ptolomeu por um modelo heliocêntrico. Copérnico chegou à concepção de seu sistema heliocêntrico por meio de cálculos matemáticos e da observação dos astros a olho nu (Mesmo que Copérnico tenha feito uso de alguns instrumentos, o telescópio só passa a ser usado a partir de Galileu Galilei). Para entendermos o pensamento e obra de Copérnico é necessário ter em mente que este foi vital para a elaboração subsequente da física e astronomia por meio dos trabalhos posteriores de Galileu Galilei, Tycho Brahe, Johannes Kepler e Isaac Newton, bem como, teve forte influência na obra filosófica de vários autores, dentre os quais Giordano Bruno.

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“Copérnico: A revolução copernicana”.

Ciência Moderna (1) * A revolução científica

O desenvolvimento do método científico e consequentemente da ciência moderna é algo que ocorre entre os séculos XVI e XVIII e tem como principais expoentes a Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Tycho Brahe, Johannes Kepler e Isaac Newton. O mundo estava em mudança rápida e vertiginosa, verdades tidas como eternas por tão longevas que já eram, simplesmente caíram em desgraça. O que é a verdade e como obtê-la afinal de contas? O que pode garantir que as novas verdades que irei aceitar não se mostrarão no futuro tão falsas como as que a humanidade manteve até este ponto? Esta é a dúvida do humano desta época, e por bons motivos. Ora, havia uma única religião na Europa ocidental, agora temos a separação protestante. Havia somente as pessoas residentes na Europa, África, Ásia e oriente, agora temos outras pessoas vivendo em lugares antes desconhecidos e que não constam da Bíblia. A Terra estava imóvel no centro do Universo e agora o centro passa a ser o sol e a terra gira ao seu redor. Verdades aceitas durante séculos caem por terra. Havia uma única e sólida verdade e agora há vários candidatos ao que seja esta verdade nos mais distintos campos do saber. No continente europeu surgiu um movimento de busca do conhecimento verdadeiro por meio do emprego da razão como seu maior instrumento, o Racionalismo. Tivemos na Inglaterra e Reino Unido o surgimento do Empirismo, priorizando o fato empírico, as percepções e a observação. Com destaque merecido para René Descartes no Racionalismo e Francis Bacon no Empirismo. Por sua vez, tivemos também o surgimento do método científico moderno, como uma proposta que irá aos poucos se consolidar somando observações dos fatos, elaboração de experimentos artificiais para aumento do controle sobre o que está sendo observado, uso intensivo da matemática para demonstrações e previsões. Dentro desta proposta temos presente a meta de formular teorias e construir um modelo teórico de explicação da realidade. Esta revolução começa com o estudo na área da astronomia por meio dos trabalhos de Copérnico, Tycho Brahe e Galileu e aos poucos passa a englobar a física e matemática. Com Newton passamos a ter as leis sobre o movimento e também sobre a gravitação universal, explicando e demonstrando matematicamente não somente o movimento em elipse dos planetas proposto por Kepler, dentro do modelo heliocêntrico proposto por Copérnico e defendido por Galileu, mas também todo e qualquer movimento ocorrido aqui em nosso planeta Terra. Temos também estudos e polêmicas quanto a natureza da luz, se corpuscular (Newton) ou ondulatória (Hook), além de outros estudos, pesquisas e desenvolvimentos em diversos outros campos distintos do saber. O método que hoje ainda usamos em ciência é o método de Galileu Galilei. O método hipotético dedutivo. Diante da observação do mundo e das possíveis questões que este levanta, formulamos uma hipótese, ou seja, a solução provisória de um problema. Em seguida se organiza um experimento controlado para evitar variáveis que possam influenciar o resultado e apontar para um falso resultado. Se dá um tratamento matemático, procurando por tal meio demonstrar matematicamente e prever acontecimentos. Com Kepler e Newton passamos a falar em “leis” sempre válidas diante de certas condições.

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Leia: “O início da ciência moderna”.

David Hume (2) * Filosofia, Empirismo, conhecimento e ceticismo em Hume

David Hume, dentre seus principais livros podemos citar “Tratado da natureza humana”, “Investigação sobre o entendimento humano”, “Investigação sobre os princípios da moral”, “Ensaios, moral, político e literário”, “Diálogos sobre a religião natural”, “História da Inglaterra”, (quando da publicação se chamava “História da Grã-Bretanha”. Posteriormente mudando o título para “História da Inglaterra da invasão de Júlio César até a revolução gloriosa de 1688”). A ontologia presente ao sistema filosófico empirista de Hume se baseia unicamente na percepção, a qual por sua vez se divide em duas classes: as impressões e as ideias. As primeiras se dão quando diante do objeto e são bem mais vívidas, já as segundas se dão na ausência do objeto, como se lembranças deste fossem. Hume deve ser entendido como empirista, pois, segundo este, todos os nossos conceitos devem ser fundados na experiência. Hume há de negar a existência de ideias inatas e afirmar que todo o nosso conhecimento provém da percepção e experiência. Nosso conhecimento é obtido primeiramente pela percepção, pela qual obtemos impressões que virão a formar ideias simples que uma vez agrupadas virão a formar ideias complexas. Claro que podemos ter impressões simples e complexas (por exemplo: quando olhamos de longe toda uma cidade ou quando observamos o amanhecer de um belo dia de sol no campo) de acordo com o objeto diante de nós e que impressões complexas irão originar ideias também complexas. A agrupação de ideias não se dá de modo fortuito, segue regras que determinam a atração existente entre as mesmas, deste modo podemos falar que a associação de ideias se dá por três regras ou princípios, a saber: por semelhança ou dessemelhança, por proximidade no tempo e espaço, e por relação de causa e efeito. Hume faz uma crítica a toda filosofia ou teologia dogmática, baseada em verdades não confirmadas e inquestionáveis. Critica também de modo destrutivo as ideias de “eu”, “Deus” e “substância”, pois, não são ideias simples e sim complexas, mas como todas as ideias, oriundas da percepção. Por mais que pesquisemos não encontramos uma impressão de “eu” ou de “Deus” ou de “substância”, são ideias sem uma impressão correspondente e não são ideias simples e sim complexas, onde temos o somatório de várias ideias distintas. No caso da ideia de “eu” não há sequer uma constância e permanência das ideias que somadas irão formar este “eu”. Temos um feixe de ideias impermanentes. Também apresenta crítica a ideia de causa e efeito, pois, segundo Hume nós não percebemos este momento onde algo se faça causa de algum efeito e sim uma sucessão de percepções no tempo e espaço. Ele nega uma validade ontológica para a causalidade, vendo na mesma somente a presença de aspectos psicológicos e empíricos, ou seja, pela repetição da experiência da sucessão de dado fato após a ocorrência de algo passamos a acreditar que o mesmo deverá continuar a ocorrer no futuro, que o futuro será igual ao passado.

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“David Hume: A filosofia e o Empirismo defendido por Hume”.

Hobbes (2) Locke (3) Rousseau (2) * O contrato social

Thomas Hobbes é conhecido por ser o autor dos livros “De Civi” (Do cidadão ou Elementos da lei natural e política), “Leviathan” (Leviatã), “De corpore” (O corpo), “De homine” (O homem). Teve contato com vários pensadores eminentes, aos quais cabe destacar Descartes e Galileu Galilei. Esteve sempre em convívio próximo e de amizade com a nobreza e família real inglesa, trabalhou como professor e empreendeu viagens a Europa a par com filhos da realeza, incluso o posterior rei da Inglaterra, Carlos II. No Leviatã, Hobbes apresenta o ser humano como uma criatura egoísta, egocêntrica e insegura. No estado de natureza não possui leis ou limites a não ser as limitações de sua própria força e esperteza diante da de outro, também não cabe falar na presença de um conceito de justiça. Em estado de natureza segue-se o predomínio das paixões e da busca por atender aos seus próprios desejos, para frear um pouco a isto temos somente a razão natural. Segundo o pensamento de Hobbes sobre o estado de natureza, neste haveria a guerra de todos contra todos, daí a necessidade da sociedade ordenada e da formação da sociedade civil. Ainda segundo Hobbes, o homem é o lobo do homem, “homo homini lúpus”. Um governo central forte baseado na autoridade de um monarca absoluto tende a evitar guerras civis e criar um ambiente de paz e prosperidade. A natureza humana está centrada em seus próprios interesses, daí a importância da saída do estado de natureza para a constituição de um Estado por meio do contrato social no qual todas as partes envolvidas cedem seu direito particular para uma pessoa ou assembleia que irá constituir o Estado, o governo, a sociedade civil.

A sociedade civil, formada pela união das diversas pessoas sob a autoridade de um governo, surge por meio do contrato social. Seguindo a tradição contratualista iniciada por Thomas Hobbes, também Locke entende que a sociedade civil teve sua origem em um contrato social, mas difere profundamente de Hobbes em vários pontos. Locke propõe a separação entre a Igreja e o Estado para que se possa preservar a tolerância religiosa para todas as religiões. Locke há de adotar que a sociedade civil não é um estado natural e sim criado artificialmente por meio de um pacto social, quando o ser humano sai do estado de natureza para a sociedade civil regulada por leis. Quanto à liberdade, esta consiste no poder de fazer ou não fazer algo, por meio de decisão oriunda de nosso pensamento e ação voluntária. O “querer” passa a ser entendido como um ato da vontade. Locke se mostra como defensor da liberdade religiosa e filosófica, propondo a tolerância. Locke também pode ser percebido por nós, hoje, como representante do Empirismo, do individualismo liberal, da monarquia constitucional e do governo representativo. Crítico do absolutismo monárquico e do direito divino dos reis. Cabe a Locke, também, propor a divisão do poder do Estado em três: executivo, legislativo e judiciário. No entanto, tal divisão do poder é distinta da proposta posteriormente por Montesquieu, onde há pesos e contrapesos para que os poderes se equilibrem e se fiscalizem mutuamente.

Jean-Jacques Rousseau é um importante filósofo do Iluminismo na França do século XVIII e suas ideias tiveram papel de destaque na revolução francesa, em particular na ala mais radical. Para este filósofo o ser humano em estado de natureza é bom e portanto devemos pautar a educação e a religião mais próximas na natureza. É também na natureza que encontramos a total liberdade. Já as instituições sociais, a sociedade, corrompe e é por ela que temos contato com o mal e a falsidade. Nossa liberdade no estado de natureza consiste basicamente em ter nossas necessidades básicas atendidas. Rousseau é um precursor do Romantismo. Rousseau nos fala da vontade popular ou vontade geral, que se daria por meio das assembleias, onde teríamos a vontade soberana da maioria. Seus principais livros são: Emilio; Nova Heloisa; Contrato social; Discurso sobre a origem da desigualdade. Segundo Rousseau a origem de todo o mal se daria com o advento da propriedade privada.

Em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico” você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia:

“Thomas Hobbes: A formação da sociedade civil, o Leviatã, o medo, o poder e a liberdade”.

“Da tábula rasa ao contrato social, o Empirismo de John Locke”.

“Rousseau: Quase esquerda, protótipo do que virá”.

David Hume (1) * Principais ideias de Hume

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David Hume (1711-1776), Edimburgo, Escócia. Representante do Empirismo e também do ceticismo moderno, pode também ser considerado um filósofo iluminista escocês. Dentre seus principais livros podemos citar “Tratado da natureza humana”, em três volumes: 1- do entendimento, 2- das paixões, 3- da moral, os dois primeiros de 1739 e o terceiro de 1740, “Investigação sobre o entendimento humano”, de 1748, “Investigação sobre os princípios da moral”, de 1751, “Ensaios, moral, político e literário”, de 1741-1742, “Diálogos sobre a religião natural”, de 1779 (publicação póstuma), “História da Inglaterra”, de 1754-1761, originalmente publicada em seis volumes e posteriormente dividida por oito volumes (quando da publicação dos dois primeiros volumes se chamava “História da Grã-Bretanha”. Posteriormente optou por ampliar este trabalho por sugestão do editor pelo sucesso que estava obtendo por parte dos leitores, mudando então o título para “História da Inglaterra da invasão de Júlio César até a revolução gloriosa de 1688”). Importante também nos atermos ao que se convencionou chamar de “navalha de Hume” ou “guilhotina de Hume” ou “lei de Hume” ou “problema do ser e dever ser em Hume”. Por “navalha de Hume” se entende a argumentação por este proposta, segundo a qual não podemos do “ser” propor o “dever ser”. É ilegítimo de uma proposição descritiva passar a uma proposição prescritiva. Em parte devido a filosofia de Kant que se seguiu a de Hume, este passou a ser mais conhecido por suas contribuições dentro da área da epistemologia ou teoria do conhecimento, mas cabe deixar claro que Hume apresenta contribuições também em outras áreas, tais como o direito, ao discutir a questão do ser e do dever ser moral e negar este segundo, também contribuições na área da religião e teologia, na área da história, na área da política ao negar a tese do contrato social ou de uma constituição primitiva da qual se originaria as demais, e outras áreas de interesse onde este filósofo se faz presente e atuante. Hume há de negar a existência de ideias inatas e afirmar que todo o nosso conhecimento provém da percepção e experiência. Nosso conhecimento é obtido primeiramente pela percepção, pela qual obtemos impressões que virão a formar ideias simples que uma vez agrupadas virão a formar ideias complexas.

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“David Hume: A filosofia e o Empirismo defendido por Hume”.

Berkeley (1) * Ser é ser percebido!

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George Berkeley (1685-1753) tem como principais obras: “Tratado sobre os princípios do entendimento humano”, de 1710, “Três diálogos entre Hylas e Philonous”, de 1713, “De motu”, de 1721, “Alciphron”, de 1732, “O analista”, de 1734, “Siris”, de 1744. Filósofo, mas também homem religioso, atuou como bispo da Igreja Anglicana e teve sincera preocupação com o crescimento do ateísmo e deísmo em sua época. Acreditava que o materialismo então presente em diversas teorias filosóficas desde Descartes, passando por Malebranche, Locke, Boyle e Newton era o grande responsável pelo afastamento de Deus e da vida espiritual de modo que imaginou que destruindo o conceito de matéria e mesmo de substância estaria destruindo as bases do ateísmo. Berkeley há de negar a matéria, sua filosofia, inclusive, é por ele chamada de “imaterialismo”, numa clara referência a oposição que este fará em seu sistema a existência da matéria. Podemos dizer de um modo geral que as principais teses metafísicas defendidas pela filosofia de Berkeley são, respectivamente: 1- negação da ideia de substância, 2- negação da matéria, daí o imaterialismo, 3- negação das ideias abstratas, 4- negação das qualidades sensoriais primárias de Locke, todas as qualidades seriam secundárias, 5- afirmação de que “ser é ser percebido”, 6- existência somente de ideias passivas, percebidas, e espíritos (mente, entendimento, alma) ativos, percebedores.

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“George Berkeley: A matéria não existe, ser é ser percebido”.

John Locke (1) * Filosofia e Empirismo

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John Locke (1632-1704) tem como suas principais obras o “Um ensaio sobre o entendimento humano” (An Essay concerning Human Understanding), de 1689, “Ensaio sobre a tolerância”, de 1666, “Dois tratados sobre o governo”, de 1689, dentre outros trabalhos. Os dois principais problemas tratados pela filosofia de Locke são a origem e o valor do conhecimento. Quanto à origem das ideias, Locke nega a possibilidade da existência de ideias inatas e nos afirma que todo o nosso conhecimento provém de nossos sentidos e experiência e que nossa mente ou intelecto antes de qualquer experiência é uma tabula rasa na qual nada está escrito. As ideias que temos, por sua vez, podem ser divididas em simples e complexas, entendemos que as ideias simples provêm da experiência externa (sensação) ou interna (reflexão). Já por ideia complexa entendemos a combinação, comparação e ordenamento de ideias simples. Segundo Locke, teríamos qualidades sensoriais primárias e qualidades sensoriais secundárias. As qualidades primárias representam as coisas tais como elas de fato são. As qualidades primárias são inerentes à coisa em si, mas as qualidades sensoriais secundárias tendem a variar de pessoa para pessoa. Também em problemas e soluções levantados por outros pensadores, tais como Berkeley e Hume, vemos a presença de uma leitura atenta às consequências do pensamento de Locke. Todo o desenvolvimento do liberalismo político posterior é devedor das ideias propostas por Locke, que irão formar par com as ideias de Adam Smith sobre o liberalismo econômico em um todo coerente.

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“Da tábula rasa ao contrato social, o Empirismo de John Locke”.

Thomas Hobbes (1) * O Leviatã e a formação da sociedade civil

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Thomas Hobbes (1588-1679) é conhecido por ser o autor dos livros “De Civi” (Do cidadão ou Elementos da lei natural e política), de 1642, “Leviathan” (Leviatã), de 1651, “De corpore” (O corpo), de 1655, “De homine” (O homem), de 1658. Teve contato com vários pensadores eminentes na Europa, em particular na França e Itália, aos quais cabe destacar Descartes e Galileu Galilei. Desenvolveu o gosto pelas matemáticas, em particular a álgebra, e também pelas ideias mecanicistas. Esteve sempre em convívio próximo e de amizade com a nobreza e família real inglesa, trabalhou como professor e empreendeu viagens a Europa a par com filhos da realeza, incluso o posterior rei da Inglaterra, Carlos II. Para Hobbes não existem ideias inatas e todo o conhecimento que possuímos provém de nossos sentidos e da percepção que temos por meio da experiência, o que vem a caracterizar Hobbes como empirista, se bem que não faça uso do método indutivo proposto por Bacon e prefira a dedução, tal como proposta por Galileu Galilei e Descartes. Também busca uma explicação mecânica e matemática para tudo, inclusive fazendo uso da ideia de que tudo é composto por corpos (o que nos lembra da antiga teoria dos átomos) e movimento. O título do livro “Leviatã” faz alusão a uma criatura mítica. Como metáfora, sugere pelo título que o monarca é o leviatã todo poderoso que governa e protege seus súditos. Neste livro Hobbes irá nos falar do estado de natureza no qual se encontrariam os seres humanos antes da criação da sociedade civil e do contrato social que fundou esta sociedade. Hobbes, portanto, passa a ser deste modo o primeiro filósofo a propor a ideia segundo a qual haveria um contrato social na base da formação de nossa sociedade civil e, portanto, passa a ser considerado hoje como um dos filósofos contratualistas. No Leviatã, Hobbes apresenta o ser humano como uma criatura egoísta, egocêntrica e insegura. No estado de natureza não possui leis ou limites a não ser as limitações de sua própria força e esperteza diante da de outro, também não cabe falar na presença de um conceito de justiça. Em estado de natureza segue-se o predomínio das paixões e da busca por atender aos seus próprios desejos, para frear um pouco a isto temos somente a razão natural. Segundo o pensamento de Hobbes sobre o estado de natureza, neste haveria a guerra de todos contra todos, daí a necessidade da sociedade ordenada e da formação do Estado. Ainda segundo Hobbes, o homem é o lobo do homem, “homo homini lúpus”. Um governo central forte baseado na autoridade de um monarca absoluto tende a evitar guerras civis e criar um ambiente de paz e prosperidade. A natureza humana está centrada em seus próprios interesses, daí a importância da saída do estado de natureza para a constituição de um Estado por meio do contrato social no qual todas as partes envolvidas cedem seu direito particular para uma pessoa ou assembleia que irá constituir o Estado, o governo, a sociedade civil. A sociedade civil, formada pela união das diversas pessoas sob a autoridade de um governo, surge por meio do contrato social.

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“Thomas Hobbes: A formação da sociedade civil, o Leviatã, o medo, o poder e a liberdade”.

Francis Bacon (1) * O método indutivo e o Empirismo

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Francis Bacon (Londres, 22 de janeiro de 1561- Londres, 9 de abril de 1626) se propõe a criar um novo método investigativo, indutivo, para obtenção do saber verdadeiro. Pode com certeza ser considerado o fundador da escola inglesa de filosofia intitulada “Empirismo”. Dentre suas principais obras cabe citar o livro “Novum organum”, parte integrante da obra maior e inacabada “Instauratio magna” (grande instauração ou estabelecimento). Bacon entende que a ciência é algo prático e que saber é poder. Por meio do conhecimento oriundo das ciências podemos alcançar poder sobre a natureza. O método proposto por Bacon possui duas partes, sendo a primeira destrutiva ou negativa e a segunda construtiva ou positiva. Visando atender as exigências da parte negativa ou destrutiva de seu método e eliminar tudo que prejudique a obtenção do saber verdadeiro, propõe os quatro ídolos presentes na ciência ou nos cientistas enquanto prejuízos ou falsas noções que direcionam ao erro. A fonte de nossos erros se encontra em quatro ídolos ou falsas imagens, a saber: 1- idola tribos (Tribo – referência a nossa espécie), 2- idola specus (Caverna – referência à caverna de Platão, alegoria apresentada no livro “A república”), 3- idola fori (Mercado – referência à praça pública), e 4- idola theatri (Teatro).

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“Francis Bacon: O método e as etapas do saber e do conhecimento verdadeiro”.

Filosofia Empirismo (1) * Qual o significado e importância do Empirismo na Filosofia?

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O termo “Empirismo” é proveniente em sua origem do grego “empeiria” e posteriormente do latim “experientia” e significa “experiência”. Suas origens podem ser remontadas a Antiguidade clássica e em particular ao filósofo Aristóteles, mas atualmente o termo tende a designar uma Escola filosófica da Idade Moderna. Inclusive, a expressão “tábula rasa”, muitas vezes atribuída ao filósofo Locke no século XVIII, pertence em verdade ao filósofo Aristóteles. Trata-se de um importante movimento filosófico que se contrapõe ao Racionalismo predominante no continente Europeu. Ambas correntes filosóficas se dão no decorrer dos séculos XVII e XVIII, sendo que no Empirismo seus principais representantes encontram-se no Reino Unido e seu pensamento irá ser importante, também, no decorrer do século XVIII incorporado ao Iluminismo ou Ilustração, em particular na França entre a morte do rei Luís XIV e a Revolução Francesa. Os principais representantes deste movimento na filosofia são: Francis Bacon (1561-1626), Thomas Hobbes (1588-1679), John Locke (1632-1704), George Berkeley (1685-1753), David Hume (1711-1776). Eles defendem por linhas gerais que todo o conhecimento que possuímos provém das experiências que temos e que, portanto, não existem ideias inatas que já nasceriam conosco e que de alguma forma já saberíamos, mesmo que precisássemos ativar ou relembrar as mesmas. Nosso conhecimento provém dos sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato) pelos quais temos contato com o mundo. Temos ideias em nosso entendimento, mas estas ideias não são inatas e sim provenientes da experiência por meio dos sentidos e também da reflexão racional ou do modo como nossos processos cognitivos percebem estas ideias, ou mesmo sensações em nosso corpo, tais como dor, prazer, amor, ódio, etc. A filosofia e o Empirismo enquanto corrente filosófica está presente em concursos vestibulares e no Enem, sendo cada vez mais requisitada em diversas situações. Aqui temos uma vídeo aula de filosofia sobre empirismo dentro de uma ideia mais ampla de um curso de filosofia a partir de vários vídeos sequenciais em playlists acompanhados de material de apoio (artigos e textos) disponíveis em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico”. A partir desta vídeo aula nos propomos a responder o que é o empirismo, seu conceito, significado e importância na filosofia, bem como suas principais características e qual o problema por ele tratado. O empirismo em filosofia há de destacar a importância da experiência e das sensações para o conhecimento do mundo circundante. Esta é a primeira de várias aulas sobre o tema que estarão presentes na playlist Empirismo.

Em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico” você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia:

“Qual é a importância do Empirismo em filosofia?”.

Spinoza (5) * Tratado teológico-político e outros temas críticos e religiosos

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Baruch Spinoza é um importante filósofo representante do movimento intitulado Racionalismo, então presente no século XVII e XVIII, e nesta vídeo aula abordamos o seu pensamento mais relevante e em particular tendo como base o livro “Tratado teológico-político” onde o filósofo tece fortes críticas a religião dogmática baseada em textos considerados sagrados pelos fiéis. Discorremos sobre substância, atributos e modos, explicando cada um, falamos sobre Deus e que para Spinoza Deus é imanente e não transcendente, discutimos se seria procedente ou não chamar a Spinoza por panteísta ou ver nele a presença do ateísmo ou se seria mais correto simplesmente entende-lo como monoteísta. Cada vez mais a filosofia é cobrada em vestibulares e no enem e o Racionalismo tem a sua presença e importância em tais concursos, o que torna cada vez mais interessante conhecer os pensadores representantes do Racionalismo. Também a discussão sobre Deus, ética e liberdade na filosofia de Spinoza é algo que agrega não somente conhecimento mas também nos permite questionar nossa própria existência e modo de vida, valores e mesmo o determinismo e a liberdade diante da vida, de nossa vida. Conhecer como Spinoza aborda o conceito de conatus nos prepara para melhor entender a filosofia moderna. E por todos estes motivos recomendo este e outros vídeos sobre Racionalismo e Spinoza em particular que estão aqui presentes neste canal, bem como os artigos que escrevi e deixei em meus blogs. Seus comentários serão bem vindos.

Em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico” você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia:

“O deus de Spinoza na filosofia e na cultura popular”

“Baruch Spinoza: A liberdade de Deus e de todos os homens e mulheres”

Malebranche (2) * Alma caminhante, visão em Deus e ocasionalismo

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Este é o segundo vídeo sobre Malebranche e nesta vídeo aula deste curso de filosofia trataremos especificamente de três pontos dentro da filosofia e Racionalismo de Nicolas Malebranche, a saber: 1- ocasionalismo, 2- visão em Deus, e 3- alma caminhante. Nicolas Malebranche (1638-1715) é um importante filósofo dentro do movimento conhecido por Racionalismo e dele são as ideias da “alma caminhante”, “da visão em Deus” e do “ocasionalismo”. Segundo este pensador, toda causa está em Deus, pois, causar é criar e quem tem o poder de criar é Deus. Hoje, com a preocupação de se preparar para vestibulares e para o enem, onde a filosofia vem ganhando aos poucos um lugar de destaque, torna-se interessante a todos conhecer um pouco mais sobre os filósofos do século XVII que vieram a compor o Racionalismo, a começar por René Descartes e como seus contemporâneos entenderam e desenvolveram com nuances próprias as suas ideias, como no caso de Malebranche. Seu principal livro é “De la recherche de la verité” ou “A busca da verdade”, onde expõe sua filosofia e teoria, suas principais ideias filosóficas e neste vídeo iremos explicar como tal filosofia se desenvolve. O pensamento, as frases, a teoria e a biografia destes grandes filósofos é deveras importante para todo estudante sincero de filosofia que queira também entender melhor o nosso próprio tempo. No caso de Malebranche, devemos lembrar que trata-se de um filósofo cristão. Esta vídeo aula de filosofia sobre Malebranche se encaixa em um verdadeiro curso de filosofia onde abordamos diversos filósofos dentro de separação por playlists e com material de apoio disponível nos blogs (textos / artigos).

Em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico” você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia:

“Racionalismo e ocasionalismo em Nicolas Malebranche: Toda causa está em Deus”.

Christian Wolff (1) * Filosofia e Racionalismo no filósofo alemão Christian Wolff

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Christian Wolff é um importante filósofo alemão do século XVIII e mesmo podemos dizer que é o mais importante filósofo alemão entre Leibniz e Kant. Nele temos não somente um representante do Racionalismo na filosofia, cujo início se deu com René Descartes, mas também um renovador da tradição escolástica. Dentre seus principais livros podemos citar: “Metafísica alemã”, “Discurso preliminar sobre a filosofia em geral” (Lógica alemã), “Filosofia primeira ou ontologia, tratado do método científico” (Ontologia latina), “Psychologia empírica”, “Psychologia rationalis”. Ele foi o introdutor dos conceitos de “atenção”, “consciência”, “representação”, além de propor a divisão da psicologia entre racional e empírica e argumentar a favor de uma psicometria. Também pode ser visto como representante da ilustração ou iluminismo na Alemanha. Se mostra hoje como importante dentro da historiografia da psicologia, bem como para o estudo sobre Racionalismo em filosofia visando a preparação para vestibulares e mesmo para o enem. Wolff é importante não somente na filosofia, no Racionalismo, na Ilustração e na história da psicologia, mas também pelos conceitos e argumentação em torno dos três níveis de conhecimento que propõe, do desenvolvimento dos princípios de lógica por ele adotados e desenvolvidos, pela explicação dada com relação a ética e felicidade vinculadas a filosofia, e mesmo pela prova de nossa existência e a finalidade da filosofia por ele defendida. Na ontologia, metafísica e mesmo na ética Wolff tem destaque e importância sem igual para quem se dedica ao estudo da filosofia. Sua máxima cabe aqui mencionar: “todo o real é racional e todo o racional é real”.

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“A importância e as ideias de Christian Wolff para o Racionalismo na filosofia e a história da psicologia”.

Leibniz (1) * Filosofia, Racionalismo e mônadas

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Gottfried Wilhelm Leibniz é um importante filósofo racionalista do século XVII e início do XVIII e sua obra é deveras importante para entender o que foi o Racionalismo na filosofia, bem como, importante também em sua filosofia temos a teoria do conhecimento, princípios de lógica, o cálculo integral e infinitesimal, a metafísica, as mônadas e monadologia. Este vídeo é destinado para quem deseja entender o pensamento e obra de Leibniz, o que Leibniz defendia, e as principais contribuições de Leibniz para a filosofia. Na filosofia criada por Leibniz temos o triângulo harmonioso, a monadologia, o cálculo infinitesimal e integral, e a ideia da harmonia pré-estabelecida. Em um momento em que a filosofia está cada vez mais presentes nos vestibulares para as faculdades, para concursos e mesmo para o enem, saber mais sobre a filosofia de Leibniz é vital para não ficar para trás na corrida de nossas vidas. A proposta deste vídeo é apresentar a teoria filosófica de Leibniz, seus princípios e sua metafísica. Como Leibniz concebe Deus? Qual a importância da lógica para Leibniz? Como Leibniz explica o mal? Como se dá a teoria do conhecimento em Leibniz? Estas e outras questões de vital importância são aqui abordadas e desvendadas.

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“O que defendia e principais contribuições de Leibniz para a filosofia”.

Malebranche (1) * A busca da verdade, o ocasionalismo e Racionalismo em Nicolas Malebranche

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Nicolas Malebranche (1638-1715) é um importante filósofo dentro do movimento conhecido por Racionalismo e dele são as ideias da “alma caminhante”, “da visão em Deus” e do “ocasionalismo”. Segundo este pensador, toda causa está em Deus, pois, causar é criar e quem tem o poder de criar é Deus. Hoje, com a preocupação de se preparar para vestibulares e para o enem, onde a filosofia vem ganhando aos poucos um lugar de destaque, torna-se interessante a todos conhecer um pouco mais sobre os filósofos do século XVII que vieram a compor o Racionalismo, a começar por René Descartes e como seus contemporâneos entenderam e desenvolveram com nuances próprias as suas ideias, como no caso de Malebranche. Seu principal livro é “De la recherche de la verité” ou “A busca da verdade”, onde expõe sua filosofia e teoria, suas principais ideias filosóficas e neste vídeo iremos explicar como tal filosofia se desenvolve. O pensamento, as frases, a teoria e a biografia destes grandes filósofos é deveras importante para todo estudante sincero de filosofia que queira também entender melhor o nosso próprio tempo. No caso de Malebranche, devemos lembrar que trata-se de um filósofo cristão. Esta vídeo aula de filosofia sobre Malebranche se encaixa em um verdadeiro curso de filosofia onde abordamos diversos filósofos dentro de separação por playlists e com material de apoio disponível nos blogs (textos / artigos).

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“Racionalismo e ocasionalismo em Nicolas Malebranche: Toda causa está em Deus”.

René Descartes (3) * Racionalismo e principais ideias na filosofia

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O filósofo René Descartes é um pensador atual e importante que continua a ser cobrado quando se estuda filosofia para vestibulares ou mesmo para o enem e sua importância vai além da prestação de concursos, pois é possível e interessante aplicar em nossas vidas parte considerável de suas ideias. Daí a importância de conhecermos suas obras, biografia, ideias, frases e mesmo o resumo de suas principais ideias, o que Descartes pensou e qual foi a sua importância para a filosofia. Dentre suas obras, as principais que devem ser lidas e são aqui apresentadas nesta vídeo aula, temos: “Discurso sobre o método”, “Meditações metafísicas”, e “Princípios de filosofia”. A famosa frase de Descartes, conclusão de suas meditações, “cogito ergo sum”, traduzida no Brasil por “penso, logo existo” na verdade teria melhor tradução por “penso, logo sou” e explicamos seu significado neste curso de filosofia sobre o Racionalismo. Não somente na filosofia, mas na educação e na psicologia ou mesmo em outros campos do saber (como as matemáticas com o plano cartesiano) a obra de Descartes se mantém atual e de grande interesse. É importante conhecer o pensamento de Descartes, suas quatro regras, sua filosofia e principais ideias se queremos entender o mundo no qual hoje vivemos.

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1- “O filósofo René Descartes, ou, se o preferirem: “Diretora, por favor, o professor Silvério está falando sobre o capeta em sala de aula”.

2- “O Racionalismo e as ideias de René Descartes”.

Filosofia Racionalismo (1) * O que o Racionalismo defende e suas principais ideias

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O Racionalismo é um importante movimento do século XVII que irá marcar profundamente a filosofia até os presentes dias e se tornar presente diante da filosofia moderna e contemporânea, de modo que torna-se importante saber sobre este movimento, o que o Racionalismo defende?, Quais as principais ideias do Racionalismo?, Qual a importância do Racionalismo na filosofia?, O que diferencia o Racionalismo do Empirismo?, O que é o Racionalismo cartesiano?, O que é o Racionalismo moderno?, Qual a principal ideia e qual o significado do Racionalismo?, O que significa ser um racionalista?, Que exemplo ou exemplos podemos dar de Racionalismo?, Quais os filósofos racionalistas? Visando responder a estas perguntas e outras mais apresentamos não somente este vídeo aula, mas um curso completo de filosofia do Racionalismo, cujo primeiro vídeo é este e teremos vários outros, um por semana, toda quarta-feira ao meio dia visando compor a playlist “Racionalismo” que será acompanhada por diversos artigos / textos em meus dois blogs sobre os respectivos temas tratados nos vídeos. É inegável a importância do Racionalismo hoje, não somente na filosofia, mas também levando em consideração que por vezes estão presentes em pontos de estudo como a filosofia para vestibulares ou a filosofia para o enem, tornando muito importante o estudo e a compreensão dos principais temas relevantes presentes ao Racionalismo em filosofia. Aliás, mesmo em áreas próximas da filosofia, como, por exemplo, a psicologia e a sociologia, torna-se importante o conhecimento sobre o que foi e o que é o Racionalismo, sua história, seu método de análise e demonstração, sua lógica e também matemática dele oriunda. Conhecer as vertentes do Racionalismo voltadas a metafísica, a epistemologia, a ética e ao psicologismo. Uma compreensão da importância deste movimento filosófico fará com que vislumbremos a importância que este traz aos questionamentos e a ênfase na autoridade da razão, pois, toda busca da verdade e do conhecimento verdadeiro se daria pela razão, sendo esta o caminho, o fundamento e a base da verdade, cujo garantidor é Deus. Um Deus não pessoal, mas sim inteligível e cristão. Temos no Racionalismo um método de análise, dedução, demonstração que nos permite chegar a verdade e não sermos enganados. Também a demonstração que parte de nosso conhecimento é proveniente de ideias inatas, não adquiridas, ideias a priori.

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Denis Diderot (2) * Iluminismo, enciclopédia, filosofia e pensamentos de Denis Diderot

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Neste vídeo abordamos a obra do filósofo iluminista Denis Diderot (1713-1784), em particular seu trabalho intitulado “Carta sobre os cegos para uso dos que vêem” do ano de 1749. Obra esta responsável pela prisão de Diderot no castelo de Vincennes em 1749. muito presente em Diderot e nesta obra temos o empirismo, o sensacionismo ou sensualismo, doutrina pela qual todo o conhecimento provém das nossas sensações e que marca o materialismo neste filósofo. O livro tem como ponto de partida uma pergunta feita em carta de Molyneux para Locke e que foi abordada no “Ensaio sobre o entendimento humano”, a questão é se um cego de nascença após uma cirurgia que retornasse sua visão voltaria de fato a enxergar e como o faria. Diderot aproveita a oportunidade para argumentar em prol de relativizar as ideias, opiniões e verdades aceitas, bem como, combater as ideias inatas. Uma oportunidade para discutir não somente como se dá a percepção e imaginação do cego, como também para discutir a comunicação, suas possibilidades e dificuldades em nossa sociedade tomando como metáfora ao cego. Deste modo, rompe com o inatismo das ideias inatas de Descartes e, em uma sociedade de cegos ou na possibilidade da existência de tal sociedade, há de se relativizar as ideias, as opiniões, as verdades aceitas, a linguagem, a moral, as leis, a metafísica, Deus, a sociedade e mesmo a beleza, pois, esta última passaria a se dar pelo tato e não pelo visual. Além deste vídeo, “Denis Diderot (2) * Iluminismo, enciclopédia, filosofia pensamentos de Denis Diderot”, há outro que também recomendo que vejam, a saber: “Denis Diderot (1) * A enciclopédia e filosofia do Iluminismo em Denis Diderot”. Denis Diderot e Jean D’Alembert são os responsáveis e organizadores do maior empreendimento do século XVIII na França: a enciclopédia francesa, marco do Iluminismo. Conhecer as obras e saber o que defendia este filósofo é importante para o entendimento do Iluminismo, importante movimento na filosofia. Suas principais obras, o que defendia, suas ideias e pensamentos são importantes para todos que desejam estudar o período, seja para ampliar o conhecimento ou para a preparação para vestibulares e provas de concursos e enem. Para quem deseja, portanto, estudar o Iluminismo em filosofia este vídeo é um importante ponto de partida que tende ainda a proporcionar uma visão crítica sobre o tema. Os filósofos iluministas, incluso Diderot, tiveram forte influência do Empirismo de John Locke e dos desenvolvimentos em ciência ocorridos na Inglaterra por meio de Isaac Newton, defendiam a liberdade e questionavam costumes e dogmas religiosos e culturais. Também presente em Diderot temos a doutrina do sensacionismo, pela qual todo o nosso conhecimento provém das sensações. Diderot e demais filósofos Iluministas tendem a defender o materialismo. Diderot entende que a busca de respostas as diversas perguntas que possamos ter deva se dar pelo saber racional e não pela fé. Em seu maior empreendimento, que marca o século das luzes, a enciclopédia, temos presente a ciência, filosofia, matemática, conhecimento dos artesãos e tudo que foi a época lembrado por tais filósofos e escritores, sempre com uma apresentação racional e crítica.

Em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico” você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste e do outro vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia: “Denis Diderot: Uma empreitada ambiciosa. Todo o conhecimento do mundo em 35 livros”.

Montesquieu (1) * Iluminismo e filosofia. O que defendia, escreveu e principais ideias de Montesquieu

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Monstesquieu é um importante filósofo representante do Iluminismo ou Ilustração presente na França do século XVIII, suas principais obras são: “Cartas persas” e “Espírito das leis”. Se opõe ao despotismo e defende a divisão do poder. Entender o que defendia Montesquieu é de suma importância para compreender nossa era e os atuais sistemas de governo. O que escreveu, bem como as suas principais ideias são aqui abordadas e analisadas visando proporcionar um melhor entendimento do seu papel na história, sociologia e filosofia que hoje vivenciamos. Mas do que uma biografia ou um resumo de suas ideias, temos aqui uma reflexão crítica sobre suas contribuições na filosofia e também na ciência política e mesmo na democracia moderna. Os três poderes propostos por Montesquieu passaram a ser usados em diversos governos contemporâneos, demonstrando mais uma vez sua enorme importância e atualidade. E também cabe ressaltar a enorme importância que tem a liberdade e tolerância no pensamento de Montesquieu, como vemos na sua obra e em particular na crítica a autoridade política e religiosa, bem como ao absolutismo como forma de governo. Segundo Montesquieu, temos três tipos de governo e cada qual será regido por um princípio específico, deste modo, temos a monarquia, que tem como princípio a honra, a república, que tem como princípio a virtude e o despotismo, que temo como princípio o medo.

Em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico” você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia: “Montesquieu: Dividir o poder para aumentar as liberdades individuais”.

Rousseau (1) * Iluminismo e principais ideias na política, educação e filosofia de Rousseau

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Jean-Jacques Rousseau é um importante filósofo do Iluminismo na França do século XVIII e suas ideias tiveram papel de destaque na revolução francesa, em particular na ala mais radical. Para este filósofo o ser humano em estado de natureza é bom e portanto devemos pautar a educação e a religião mais próximas na natureza. É também na natureza que encontramos a total liberdade. Já as instituições sociais, a sociedade, corrompe e é por ela que temos contato com o mal e a falsidade. Nossa liberdade no estado de natureza consiste basicamente em ter nossas necessidades básicas atendidas. Rousseau é um precursor do Romantismo. Rousseau nos fala da vontade popular ou vontade geral, que se daria por meio das assembleias, onde teríamos a vontade soberana da maioria. Seus principais livros são: Emilio; Nova Heloisa; Contrato social; Discurso sobre a origem da desigualdade. Segundo Rousseau a origem de todo o mal se daria com o advento da propriedade privada. Neste vídeo aula de filosofia abordamos as principais ideias de Rousseau, importante representante da filosofia do Iluminismo na França do séc. XVIII. Ideias estas sobre a propriedade privada, a política, a filosofia, a educação, o homem em estado de natureza e o contrato social. Para Rousseau o homem em estado de natureza é bom, é a sociedade que o corrompe e a origem de todo o mal encontra-se na propriedade privada. Temos aqui um resumo das principais ideias, apontando o que defendia Rousseau. Falar sobre Rousseau também é falar sobre a natureza humana e a desigualdade social. Uma aula de filosofia para aqueles que gostam ou que gostariam de aprender mais sobre o assunto.

Para quem lê em francês, recomendo uma excelente versão de sua obra no formato eletrônico e por um preço bem acessível. Rousseau – Oeuvres completes – Arvensa Editions E-pub – Encontrei na Amazon por somente R$4,21

Em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico” você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia: “Rousseau: Quase esquerda, protótipo do que virá”.

Voltaire (1) * Iluminismo, liberdade de expressão e principais idéias em Voltaire

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O Iluminismo também é conhecido por século das luzes ou Ilustração e foi um importante movimento filosófico no século XVIII. Neste vídeo abordamos a liberdade de expressão e as principais idéias do filósofo Voltaire. Voltaire nasceu em 1694 e veio a falecer em 1778. Conheça as obras de Voltaire, suas idéias e um pouco de sua biografia, bem como, entenda o que Voltaire defendia e pelo que lutava. Uma estudiosa e biógrafa de Voltaire escreveu certa vez, resumindo o pensamento de Voltaire sobre a liberdade, que este bem poderia ter dito: “Posso não concordar com nenhuma palavra do que você disse, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.”, Evelyn Beatrice Hall. Voltaire há de defender a liberdade, seja no comércio, na religião ou na imprensa. Há de lutar por reformas sociais e direitos civis, bem como defender energicamente a tolerância religiosa e uma monarquia esclarecida, sendo contrário a formas de governos despóticas ou absolutistas. Na verdade, Voltaire pode ser classificado como um reformador moderado fortemente influenciado pelas idéias de Locke e Newton e pelo modelo político inglês. Nele encontramos forte crítica a Igreja Católica Apóstólica Romana, ao clero, ao absolutismo, aos privilégios do clero e da nobreza, bem como, também se mostra contrário a censura e busca o esclarecimento para superar as superstições e a ignorância das populações. Segundo Voltaire, os milagres são baseados na ignorância das pessoas. Se mostra contra o dogmatismo, as prisões arbitrárias, a tortura, a pena de morte e os impostos elevados.

Denis Diderot (1) * A enciclopédia e filosofia do Iluminismo em Denis Diderot

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Denis Diderot e Jean D’Alembert são os responsáveis e organizadores do maior empreendimento do século XVIII na França: a enciclopédia francesa, marco do Iluminismo. Conhecer as obras e saber o que defendia este filósofo é importante para o entendimento do Iluminismo, importante movimento na filosofia. Suas principais obras, o que defendia, suas idéias e pensamentos são importantes para todos que desejam estudar o período, seja para ampliar o conhecimento ou para a preparação para vestibulares e provas de concursos e enem. Para quem deseja, portanto, estudar o Iluminismo em filosofia este vídeo é um importante ponto de partida que tende ainda a proporcionar uma visão crítica sobre o tema. A enciclopédia organizada por Diderot foi uma empreitada ambiciosa, pois, trata-se de por de modo crítico todo o conhecimento do mundo em apenas 35 livros (total somados os 17 livros de textos, 11 de gravuras, 4 de suplementos e outros 3 volumes). Os filósofos iluministas, incluso Diderot, tiveram forte influência do Empirismo de John Locke e dos desenvolvimentos em ciência ocorridos na Inglaterra por meio de Isaac Newton, defendiam a liberdade e questionavam costumes e dogmas religiosos e culturais. Também presente em Diderot temos a doutrina do sensacionismo, pela qual todo o nosso conhecimento provém das sensações. Diderot e demais filósofos Iluministas tendem a defender o materialismo. Observamos também em Diderot uma forte crítica ao governo e a Igreja, defendendo a liberdade e se pondo contra o craustro existentes nos mosteiros e conventos. Questiona com base em relatos de navegantes a vida sexual e os costumes da sociedade francesa do século 18. Diderot entende que a busca de respostas as diversas perguntas que possamos ter deva se dar pelo saber racional e não pela fé. Em seu maior empreendimento, que marca o século das luzes, a enciclopédia, temos presente a ciência, filosofia, matemática, conhecimento dos artesãos e tudo que foi a época lembrado por tais filósofos e escritores, sempre com uma apresentação racional e crítica.

Doutor Silvério fala sobre: Filosofia Iluminismo (1) * Como entender o Iluminismo em filosofia

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Neste vídeo é explicado o Iluminismo em filosofia presente no século XVIII, também conhecido como Ilustração, século das luzes e século dos filósofos. Seus principais expoentes são Diderot, Montesquieu, Voltaire e Rousseau. O movimento iluminista em filosofia defende a liberdade, o Estado separado da Igreja, a tolerância. Montesquieu, por exemplo, há de defender a divisão do poder. Os filósofos iluministas são contrários a criação de sistemas em filosofia, defendem a emancipação do pensamento, a busca de liberdade de expressão e fazem oposição aos dogmas da Igreja. Este movimento defende os ideais de liberdade, progresso, tolerância e fraternidade. Defendem um governo constitucional, a separação entre Igreja e Estado, fazem oposição a monarquia absoluta e são contra a censura. Se apoiam no empirismo e no método científico, de Locke e Newton.

Doutor Silvério fala sobre: (1) Breves considerações sobre política

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A política com certeza é objeto de estudo desde os primórdios da filosofia e hoje ocupando espaço em diversas ciências do comportamento humano e social, além de ser algo que vivemos em nossas vidas cotidianas, uma vez que estamos inseridos em uma sociedade e em diversos grupos sociais. Podemos entender por política tanto as práticas usadas para bem governar ou liderar um grupo ou Estado, como também podemos entender aqui a arte pela qual conseguimos compatibilizar interesses e organizar alianças visando à obtenção de negociações proveitosas para atingir determinadas metas ou objetivos individuais ou coletivos. O conceito de política é abrangente e tende geralmente a vincular-se a cidade ou Estado onde as pessoas vivem, o assim chamado espaço público, e também ao bem dos cidadãos nele presentes. A palavra em sua origem faz referência ao termo grego para cidade, pólis, de modo que aquele que vive na cidade e nela interage faz ou participa de algum modo da política. Expressou o filósofo Aristóteles que somos um animal político.

Doutor Silvério fala sobre: Vida (1) Uma breve conversa sobre a vida

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A vida é um conceito e uma vivência de suma importância. A vida como a conhecemos se dá por intermédio o átomo de carbono, mas nada impede que possamos encontrar em algum lugar no universo vida composta pelo elemento silício. Também é possível que um dia criemos um androide que possamos de fato considerar vivo, tal como o Data, personagem da série “Jornada nas Estrelas, a Nova Geração”. Também cabe lembrar a inteligência artificial que ganha vida no filme “O exterminador do futuro”, que nos lembra que em algum momento do futuro programas de computador possam tornarem-se seres vivos. Não basta, no entanto, estarmos vivos, pois, um cão e um gato ou mesmo uma planta também estão vivos, mas não possuem consciência de tal, como também não sabem que um dia não mais estarão vivos. Nós, seres humanos, temos esta consciência e a partir a mesma cabe proporcionar sentido e significado as nossas vidas. A vida que temos, a vida que somos.

Doutor Silvério fala sobre: Eternidade (1) o eterno retorno do mesmo

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O conceito de eternidade e eterno na ciência, religião e filosofia. O tempo cristão da criação se mostra como uma reta com princípio, meio e fim onde Deus é visto como o criador e fica fora do tempo por ele criado, já outras culturas nos falaram de um tempo cíclico, onde sempre retornávamos ao mesmo ponto, de modo circular e provavelmente inspirado na observação da natureza. Para um deus demiurgo como na Grécia antiga acreditava-se, teríamos a organização de algo já existente e não a criação a partir do nada, pois, do nada nada se cria. Mesmo no big bang, teoria hoje aceita na ciência, teríamos a existência da matéria do universo ali concentrada e condensada no exato momento que antecede o big bang. A eternidade para nós humanos tem uma característica fundamental que nos proporciona sentido e significado a nossas existências. Eterno enquanto dure e porquanto queiramos a repetição infindável da vida que hoje vivemos.

Doutor Silvério fala sobre: (1) Uma conversa sobre religião e religiosidade

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Neste vídeo é abordado o tema da religião, crenças e religiosidade. A religião institucionalizada versus a religião subjetiva e particular de cada indivíduo.

Doutor Silvério fala sobre: (1) Uma reflexão sobre a morte

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Uma reflexão sobre a morte, o paciente terminal e o suicídio nos dias atuais em nossa sociedade e cultura.

Doutor Silvério fala sobre: Ayn Rand (1) Uma filosofia radical e cotidiana

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Ayn Rand é uma importante pensadora do século XX e suas ideias políticas em geral apoiam e corroboram o pensamento de direita, sendo contrário ao comunismo, socialismo e demais ideologias coletivistas. Defende o individualismo, a propriedade privada, o Estado mínimo e não intervencionista, a liberdade, a razão e o egoísmo, entendido aqui como cuidar de seus próprios interesses. Para a autora, o altruísmo é o grande mal (evil) social, aqui entendido como sacrificar seus interesses pelos outros. Entende que a realidade é tal como a percebemos por nossos sentidos e para tal sustenta o princípio de identidade, “A é igual a A”. Segundo a autora a necessidade não cria direitos. Defende o ateísmo e é contrária a todas as religiões e ao misticismo, bem como a mistura da política com religião. Defende o direito das mulheres poderem realizar abortamento se assim o desejarem e sem intervenção proibitiva do Estado. Ninguém tem o direito de iniciar o uso da força contra outra pessoa, mas tendo outro começado a agressão, temos o direito de nos defender. Segundo a autora, há somente dois meios de interagir socialmente, de nos relacionarmos com outras pessoas, de negociarmos: Ou o fazemos por meio do uso da razão ou do uso de uma arma, ou seja, pela persuasão ou pela força.

Leonardo e Renascimento (1) Os valores e o ideal de homem do Renascimento

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Na Itália dos séculos XIV ao XVI temos o Renascimento e Humanismo onde ocorre uma total transformação social e cultural em todas as áreas do saber humano. Neste período temos Leonardo da Vinci, cuja vida e obra bem ilustra o ideal de homem do Renascimento e seus valores, valores estes que ainda podem ser adotados mesmo em nossa sociedade atual.

Livro “O grande segredo: A história não contada do Brasil” – palestra 12out2019

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Palestra proferida em 12 de outubro de 2019 no evento “Segundo Gamboa de portos abertos” no bairro da Saúde/Gamboa, Centro do Rio de Janeiro RJ, sobre o tema de meu vigésimo sétimo livro publicado: “O grande segredo: A história não contada do Brasil”. Crítica social e histórica ao desenvolvimento da sociedade brasileira.

Doutor Silvério fala sobre: René Descartes 2- Regras do método

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As quatro regras do método proposto pelo filósofo René Descartes são aqui explicadas. 1- evidência; 2- análise; 3- ordem; 4- enumeração. A filosofia de Descartes nos propõe um método para alcançar o conhecimento verdadeiro, um caminho para a busca da verdade.

Doutor Silvério fala sobre: Maquiavel 1- O pensamento político de Maquiavel

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Machiavelli (Maquiavel) é um importante filósofo italiano que teorizou sobre política de Estado na Renascença. Sua obra mais conhecida é “Dos principados” ou “O príncipe”, mas também é autor de outras obras importantes, tais como, “A mandrágora”, “Discurso sobre a primeira década de Tito Livio”, “História de Florença”, “Da arte da guerra”. O pensamento de Maquiavel se aplica ainda hoje na política feita pelos Estados soberanos e os detentores do poder. Conhecer Maquiavel é saber como de fato somos governados. Este vídeo se propõe a esclarecer o pensamento de Machiavelli e alguns de seus temas fundamentais. Virtude e fortuna, a necessidade do príncipe ser a um mesmo tempo forte que nem o leão e esperto que nem a raposa, o erro contido na frase “os fins justificam os meios”, a separação entre moral e política. É melhor para o príncipe ser temido ou amado?

Doutor Silvério fala sobre: René Descartes 1- A autoridade da razão

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René Descartes é um importante filósofo do século XVII. Na filosofia deixou grandes contribuições presentes em seus livros: Discurso do método; Meditações metafísicas; Princípios de filosofia. É considerado o criador da Escola de filosofia intitulada Racionalismo, em oposição ao Empirismo. É dele a frase “cogito ergo sum” ou “penso logo sou”, por vezes traduzida como “penso, logo existo”. Neste vídeo temos uma visão geral de seu pensamento filosófico e suas principais contribuições.

Doutor Silvério fala sobre: Giordano Bruno 1- Vida e idéias filosóficas

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Giordano Bruno é um filósofo humanista e renascentista italiano cuja compreensão é importante para quem deseja entender o que é filosofia e como se deu por vezes a relação entre filosofia e religião. Entendo que a importância da filosofia se iguala a importância dada aos filósofos, daí a necessidade para quem gosta de filosofia de saber responder quem foi Giordano Bruno, qual seu pensamento e principais idéias e como estas marcaram seu tempo histórico e nos influenciam ainda hoje.

Doutor Silvério fala sobre: Spinoza 3- O filósofo da unidade

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Neste vídeo, “Spinoza o filósofo da unidade”, abordo novamente o filósofo Baruch Spinoza, em seis pontos: sua importância e atualidade, sua vida, a religião, a sociedade, deus, o homem. Aqui são apresentadas algumas ideias básicas do filósofo Spinoza. Substância, atributos e modos e outros conceitos importantes. O que é a filosofia de Baruch Spinoza, quem foi Spinoza ou mesmo qual a importância da filosofia de Spinoza são temas que serão aclarados no decorrer deste vídeo. Spinoza foi equivocadamente acusado de panteismo e mesmo ateísmo. para Spinoza deus é a natureza. Importantes obras deste filósofo são o Tratado teológico político e a Ética.

Doutor Silvério fala sobre: Kant 1- O númeno

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O filósofo Immanuel Kant no decorrer de sua filosofia explicita o conceito de númeno, que, se formos hoje buscar uma contribuição da física moderna poderíamos chamar de nuvem de poeira atômica, a qual jamais poderemos perceber, mas existe. O númeno é a coisa em si e nós, seres humanos, sempre percebemos o fenômeno, que já é o somatório de algo nosso (percepção, cognição) com a coisa em si. A forma como percebemos, no entanto, é igual para toda a espécie humana, evitando-se deste modo o relativismo. Por meio deste vídeo poderá entender um pouco melhor o que é a filosofia de Immanuel kant, como é a filosofia e qual a importância da filosofia de Kant, bem como esta aula de filosofia irá começar a abrir perspectivas para entender porque da filosofia.

Doutor Silvério fala sobre: Sartre 1 – O conceito de “nada”

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Comentário sobre o pensamento de Jean-Paul Sartre sobre o ser para si, o ser em si e o nada e sua relação com a angústia e a liberdade. Sartre é importante dentro da filosofia contemporânea e existencialista. Entender o pensamento de Sartre é importante para poder entender o que é o existencialismo e a filosofia contemporânea. Um bom recurso para saber o que é filosofia é conhecer o pensamento e principais conceitos de filósofos no contexto de suas obras, neste caso destaque deve ser dado ao livro “O ser e o nada”, “L’être et le néant” na obra de Sartre.

Doutor Silvério fala sobre: Spinoza – 2- Contextualização crítica

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O método foi o instrumento encontrado pela sociedade do século XVII para responder as profundas mudanças sócio-culturais decorrentes de novas descobertas que invalidaram a verdade aceita por séculos no Ocidente. Descartes apresenta a solução pelo Racionalismo, tendo Spinoza na sequencia apresentado sua solução para as demandas filosóficas de sua época. Faz-se uma crítica ao argumento ontológico presente em Descartes e Spinoza e também a relação causa-efeito contida no início da ética de Spinoza. Contextualização crítica e histórica deste filósofo, bem como exposição de algumas de suas principais ideias.
Neste vídeo são apresentadas algumas ideias básicas do filósofo Spinoza. Substância, atributos e modos e outros conceitos importantes são aqui abordados. O que é a filosofia de Baruch Spinoza, quem foi Spinoza ou mesmo qual a importância da filosofia de Spinoza são temas que serão aclarados no decorrer deste vídeo. Spinoza foi equivocadamente acusado de panteismo e mesmo ateísmo. para Spinoza deus é a natureza. Importantes obras deste filósofo são o Tratado teológico político e a Ética.

Doutor Silvério fala sobre: Spinoza – 1- Apresentação

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Neste vídeo são apresentadas algumas ideias básicas do filósofo Spinoza. Substância, atributos e modos e outros conceitos importantes são aqui abordados. O que é a filosofia de Baruch Spinoza, quem foi Spinoza ou mesmo qual a importância da filosofia de Spinoza são temas que serão aclarados no decorrer deste vídeo. Spinoza foi equivocadamente acusado de panteismo e mesmo ateísmo. para Spinoza deus é a natureza. Importantes obras deste filósofo são o Tratado teológico político e a Ética.

Doutor Silvério fala sobre: “Discrinto: Discriminação e intolerância como base para os fenômenos do assédio moral, harassment, ijime, whistleblowers, mobbing e bullying dentre outros”

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Título: “Discrinto” (discr-into ou into-discri = discriminação + intolerância): Discriminação e intolerância como base para os fenômenos do assédio moral, harassment, ijime, whistleblowers, mobbing e bullying dentre outros.
Tema: bullying; assédio moral; mobbing
Procura-se fornecer uma melhor denominação em língua portuguesa para o fenômeno abordado em distintas pesquisas por distintos nomes, tais como: assédio moral, harassment, ijime, whistleblowers, mobbing e bullying dentre outros. Entende-se que tais fenômenos são formados basicamente pela junção da discriminação e da intolerância e que todos se assemelham entre si em sua base de origem. Discute-se tal fenômeno e explica-se como o mesmo se desenvolve e o significado dos diversos nomes dados nas pesquisas que o abordam.
Palavras chaves
Bulliyng; cyberbulliyng; assédio moral; mobbing; harassment, ijume, whistleblowers; discriminação; intolerância.

Doutor Silvério fala sobre: “Os Filósofos Pré-socráticos: Uma Re-leitura Crítica”

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“Neste artigo aborda-se de modo crítico os assim chamados filósofos pré-socráticos, com destaque para: Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto, Anaxímenes de Mileto, Xenófanes de Colofón, Heráclito de Éfeso, Pitágoras de Samos, Parmênides de Elea, Zenão de Elea, Empédocles de Acragas, Filolau de Crotona, Anaxágoras de Clazomene, Arquelau de Atenas, Melisso de Samos, Leucipo de Mileto, Demócrito de Abdera e Diógenes de Apolônia. Discorre-se sobre o interesse primário destes filósofos, voltado para a formação do mundo e do universo, uma tendência cosmológica que busca a explicação da totalidade do mundo exterior, deixando em segundo plano a discussão da problemática humana. Coube a estes filósofos o rompimento com a explicação mítica então reinante, de origem religiosa e popular, sobre o mundo e a Natureza, buscando por meio de suas filosofias uma explicação racional para o mundo circundante, por tal motivo passaram a ser também conhecidos como filósofos da Natureza ou físicos (no sentido de “physis”).” Para melhor entendermos o que é filosofia é preciso entender primeiramente a filosofia grega antiga e neste particular destaca-se a importância de compreender de fato o que são os filósofos pré-socráticos.

Doutor Silvério fala sobre: “Nietzsche”

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Apresento as principais idéias do filósofo Nietzsche, tais como: transmutação de todos os valores, inversão de valores, platonismo para o povo, niilismo e a necessidade de valorizar-se a vida.

Doutor Silvério fala sobre: “Sobre os sofistas do século XXI: Filósofo educador, um sofista moderno!”

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Nossa moderna sociedade tem suas raízes na cultura antiga, greco-romana, e dentre os grandes expoentes da antiguidade encontramos os filósofos Platão e Aristóteles, ocorre que ambos eram oponentes do movimento sofístico presente no V século a.C. e apesar de termos seus escritos nos explicando o pensamento destes filósofos então chamados de sofistas, não temos os escritos originais dos mesmos para comparar e estabelecer uma justa contenda. O termo sofista significa “sábio” no sentido original, mas foi adulterado para outros significados, depreciando o mesmo.

Doutor Silvério fala sobre: “Preparação e ação, do bizarro ao grotesco”

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Na vida encontramos pessoas que tem o hábito de agir sem pensar e também outras que nutrem o hábito de pensar sem agir, em ambas o sucesso tende a escapar dentre os dedos abertos de suas mãos como se água fosse. Há com certeza um limite ideal entre agir e pensar. Para o sucesso pessoal e profissional é preciso muita preparação, mas também é preciso que haja o momento em que encerramos a preparação e partirmos para a ação.
Se fossemos comparar as pessoas a um trem de carga, teríamos aquelas que passam a maior parte de sua vida carregando o trem, enquanto outras no desespero de sair logo da estação deixam de carregar o trem e saem com o mesmo completamente vazio.

Doutor Silvério fala sobre: “Ovelhas, lobos e curingas”

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Na vida, a grande maioria das pessoas comportam-se como ovelhas dentro de um grande rebanho e querem profundamente acreditar que são todas iguais, possuindo verdadeiro medo de se afastarem do rebanho, sendo rotuladas como diferentes. O maior sonho de muitos é ser alguém normal, um dentre muitos, igual a todos os demais. Mas nem todos se comportam como ovelhas em um rebanho, há também os lobos a quem as ovelhas temem e os curingas, que, tal como uma carta em um baralho comum, no baralho da vida não correspondem a qualquer naipe.